27 janeiro 2010

Descaso absoluto no metrô: agência não fez estudo sobre viabilidade da ligação Pavuna-Botafogo

O que esperar de uma expansão do metrô que não foi avaliada, que não foi estudada e planejada? Caos e bagunça, não é mesmo?

Pois, segundo reportagem publicada nesta quarta-feira (27) em O Globo, a própria Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio (Agetransp), responsável pela fiscalização do metrô, confessou que não fez estudo algum formal para analisar a viabilidade técnica da ligação direta das linhas 1 e 2.

É brincadeira! Uma falta total de compromisso e de respeito de Sérgio Cabral com a população do Rio de Janeiro.

O atual presidente da Agetransp, Luiz Antônio Laranjeira Barbosa, fez a revelação ao prestar depoimento na Alerj em 28 de outubro, quando defendeu investimentos da concessionária em troca de extensão do prazo da exploração do serviço.

- Não houve estudo formal da agência - disse ele na ocasião.

O promotor da 3ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, Carlos Andresano, já requisitou estudos que embasariam a ligação das linhas 1 e 2, mas ainda não obteve resposta.

- O órgão regulador tem que ter estudo de viabilidade técnica. Como ele vai deliberar sobre alguma coisa se não tem estudo em mãos? Sem sombra de dúvidas, isso é da própria natureza da sua atribuição.

Para o deputado Alessandro Molon (PT), o episódio revela a omissão da Agetransp:

- Fica comprovada a omissão da agência no dever fundamental, que é zelar pelo usuário.

A Agetransp informou que não lhe cabe discutir alterações no contrato de concessão, mas fiscalizar a execução do contrato. Além disso, a agência alega que a Secretaria estadual de Transportes fez estudos técnicos.

O secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, diz que técnicos da sua pasta fizeram um relatório com mais de 40 páginas sobre a ligação das linhas 1 e 2.

- Temos todos os estudos técnicos que embasam a proposta. Eles ainda foram referendados pelo metrô de Paris, que analisou as simulações, que foram analisadas pelo nosso diretor técnico. O assunto também foi muito discutido na Alerj.

Um comentário:

  1. Inacreditável. Como pode uma agência não fazer nenhum tipo de estudo de viabilidade de funcionamento de uma linha do metrô. Só mesmo no Rio de Cabral para isso acontecer. é muito desrespeito com o povo

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