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Comitê Olímpico diz não a Paes e Cabral. Globo tenta transformar o não em sim

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Há muito não se faz jornalismo nas proximidades da Rua de Santana, sede do jornal (?) O Globo. O enorme esforço que as editorias Rio e O País fazem para contentar Eduardo Paes e Sérgio Cabral contagiou também o noticiário esportivo.

É o que se deduz hoje da inacreditável reportagem (???) sobre a decisão do Comitê Olímpico Internacional de NÃO atender as reivindicações da dupla do barulho, que, após assinarem compromissos, queriam rasgá-los e transferirem parte dos jogos de 2016 da Barra para o Centro da Cidade.

Até era uma boa idéia, que deveria ter sido proposta quando da candidatura do Rio. Na reunião desta quinta-feira, o COI disse com todas as letras NÃO às mudanças. Mas o Globo abre sua reportagem afirmando que o COI aprovou o pedido de Eduardo Paes.

NÃO aprovou. Aceitou, sim, que parte da mídia fique no Centro da Cidade. Só que é para a mídia NÃO credenciada. Para os que não sabem: a mídia não credenciada é aquela que não paga pelos direitos de transmissão dos jogos e que tem escassos minutos para filmar e entrevistar.

A mídia com direito a transmitir – a que realmente é maior e mais forte – ficará na Barra da Tijuca. O resto da reportagem é apenas, como o começo, um press release da Prefeitura. Ou seja: afago do jornal interessado nas verbas publicitárias de Paes e Cabral. Lamentável.

Diferentemente do que publicou O Globo, o diário Lance! faz uma abordagem mais realista e verdadeira dos fatos. Leiam abaixo:


Comitê Olímpico dá cartão vermelho para proposta de Paes

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Essa mania de Eduardo Paes e Sergio Cabral de assinarem documentos e depois rasgarem não vale para o Comitê Olímpico Internacional (COI), que vetou a transferência de parte dos jogos de 2016 da Barra para o Centro, como queria a dupla dinâmica.

Para o COI, vale o combinado e assinado, como reafirmou um dirigente em coletiva à imprensa:

Os 26 esportes já têm lugar definido. A família olímpica quer o projeto [esportivo] conforme foi apresentado em Copenhague", afirmou Gilbert Felli, diretor-executivo do COI.

O presidente do comitê organizador da Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, afirmou que a zona portuária poderá receber parte das vilas de mídia e árbitros, os centros de mídia não-credenciada, de tecnologia, de operações, de credenciamento, de distribuição de uniformes, e de logística
.

"Isso é mais do que o Rio pediu", disse ele.

É claro que isso também não vai acontecer, infelizmente. Os jornalistas não vão aceitar trabalhar no Centro e se deslocarem para a distante Barra da Tijuca a todo momento.

Rio de Janeiro de Sérgio Cabral passa pelo primeiro vexame com os membros do Comitê Olímpico Internacional

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Ainda falta muito para os Jogos Olímpicos de 2016, mas nesta quarta-feira o Estado do Rio de Sérgio Cabral passou pelo primeiro vexame: o gerente dos Jogos Paraolímpicos, o grego Athanasios Kostopoulos, 36 anos, recebeu sua mala, no Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, violada e constatou o roubo de máquina fotográfica avaliada em R$ 1.500, segunda-feira.

Na delegacia de Sérgio Cabral no aeroporto, onde registrou o furto, Athanasios perguntou a policiais quantos roubos e extravios de bagagens são registrados por dia. E acreditem: ele não conseguiu a estatística, mas afirmou a um colega, diante dos agentes, que relatará o crime ao Comitê Paraolímpico Internacional.

Lamentável!