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Cabral anuncia que não vai debater com outros candidatos. Coroou-se Rei

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O (des) governador do Rio, Sérgio Cabral, candidato à reeleição pelo PMDB, acha que não deve satisfação à sociedade e disse nesta quarta-feira que não participará dos debates nos meios de comunicação. A afirmação de Cabral foi dada na chegada dele a um encontro com empresários na Zona Oeste, promovido pela Associação Comercial e Empresarial da Região de Bangu (ACERB).

"Toda a Zona Oeste terá UPPs e ficarão (sic) livres do terrorismo".

Além de desrespeitar a população, ele agride o português com essa absurda concordância “Toda”...’ficarão”.

Cabral não quer debater porque não tem ações de governo para mostrar e tem muito a explicar à população - porque os trens, barcas e Metrô são defendidos por sua mulher, a advogada Adriana Ancelmo, porque a Secretaria de Saúde comprou remédios superfaturados, etc,etc,etc,etc,etc.

E, após quase quatro anos de governo, ainda tem a cara de pau de fazer mais promessas

Ele se comprometeu ainda a criar o prédio da Universidade Estadual da Zona Oeste (Uezo).

Cabe a pergunta: por que não construiu?

Leiam abaixo o que escreveu Garotinho sobre essa postura de Cabral:

Mas observem que, talvez num ato falho, que revelou sinceridade, Cabral afirma “em princípio”. Ou seja, caso a situação dele, em setembro não seja o melhor dos mundos, sabe que terá que enfrentar o debate. Dependendo do quadro no final de setembro, a sua ausência no último debate, na TV Globo, no dia 28 de setembro pode decretar a sua derrota.

Mas o fato que chamo a atenção de vocês, é que como podem ver na reprodução, Cabral, pela primeira vez já fala em 2º turno. Acho que depois do fiasco do comício da última sexta-feira, Cabral começou a ver a realidade e deve ter se convencido que não tem o apoio dos 91 prefeitos, que tanto apregoava.

Estejam certos que a eleição do Rio não tem nada decidido. A batalha está só começando.


Íntegra em: www.blogdogarotinho.com.br




A orgia dos governos com a publicidade oficial que irrita quem vê TV

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Vale a pena ler abaixo a análise do ex-prefeito César Maia sobre o uso abusivo de propagandas governamentais nas rádios, TVs e jornais.

Maia não cita, mas não são poupados nem os assinantes de TVs pagas que, teoricamente, estariam isentos de serem bombardeados com propagandas do governo, que nada têm de prestação de contas e são, apenas, propagandas mesmo.

Não é, Cabral?

PUBLICIDADE DE CLIENTELA!

Resumo da coluna de Cesar Maia na Folha de SP (10).

1. A orgia publicitária dos governos é cada dia mais ostensiva. Se agregarmos a publicidade dos três níveis de governo com suas estatais, incluindo promoções e eventos, certamente chegaremos a R$ 5 bilhões ao ano. O que se chamava antes de mídia técnica simplesmente não existe mais. Comparando com os planos de mídia de grandes empresas privadas, o que se vê é a tentativa de atingir uma mosca com um míssil. Algumas vezes por ingenuidade, e outras vezes na antiga ilusão de pensar estar agradando os meios de comunicação, sem levar em conta que há um limite relativo à credibilidade do veículo.

2. Estranho que um governo que terá em poucas semanas tempo de TV e rádio à vontade para seu uso, excite sua publicidade pré-eleitoral.Não fica bem para ninguém. O excesso de publicidade pode criar um problema para os governos: a ruptura entre o que se diz e o que se vive. Se isso ocorre, o descrédito e a desconfiança produzem uma reversão da expectativa que se pretende. Nas contas de publicidade, cada dia mais se paga de tudo, desde pesquisas a estudos, relatórios, "clipping" etc., sob a justificativa de que são preliminares para definir o conteúdo e a "mídia técnica".

3. Nos últimos anos as publicidades governamentais, "lato sensu", passaram a pré-cobrir as despesas publicitárias de campanha eleitoral. Como a participação das agências alcança até 20% sobre o valor da mídia publicitária, são valores altos. O que muitos objetivam com o excesso de exposição, muito além da mídia técnica, é pré-cobrir as despesas de campanha com publicidade. Isso vale para o projeto de programação visual, para a produção de TV e rádio.

4. Isso vai sendo feito, sem precisar, depois, alocar às despesas de campanha apresentadas à Justiça Eleitoral. Quando leem os custos de publicidade, TV e rádio contabilizados pelos candidatos competitivos, e os valores de mercado político conhecidos, os especialistas ironizam. Curiosamente essa comparação nunca tem sido matéria de fiscalização e investigação eleitoral, o que poderia sinalizar evidências.


5. Os mesmos nomes, entre agências em campanha -elas mesmas ou suas aparentadas- e governo, não são só coincidências. O uso de "pool" de agências ajuda a disfarçar e a diluir. Vai ficando por isso mesmo. E "la nave va". Nunca antes nesse país foi tão ostensivo. Lembro que, nos EUA e na Europa Ocidental, tudo isso é proibido por lei.

* * *

"ABUSO PUBLICITÁRIO"

(Editorial - Folha de SP, 13) Gasto mensal dos governos com propaganda mais que dobra em 2010; dispêndio deveria ser limitado, por lei, a parcela do orçamento. Em anos eleitorais, o já abusivo bombardeio publicitário promovido por governos ganha contornos insuportáveis. Premidos pela lei a não ultrapassar o gasto médio com propaganda do triênio anterior e, ao mesmo tempo, a não veicular anúncios nos três meses que antecedem o pleito, os governos federal e dos Estados concentram seu arsenal autocongratulatório no primeiro semestre do ano.