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Eduardo Paes deixa à deriva o legado do Pan na Lagoa

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Vejam acima o que ficou do legado dos Jogos Pan-Americanos de 2007. É para ficar desse jeito que o Rio quer gastar milhões em dinheiro público em reformas e construções de aparelhos esportivos para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016?

Vegonhoso!

Abaixo a reportagem do jornal O Globo

O legado dos Jogos Panamericanos para as equipes de remo do Rio foi por água abaixo - literalmente. Parte dos R$ 10 milhões investidos no evento esportivo de 2007 estão largados às margens e até no fundo da Lagoa, chamando a atenção para o desperdício de dinheiro público no local, onde serão disputadas algumas provas dos Jogos Olímpicos de 2016. Esportistas dizem que as competições de remo e canoagem vem sendo realizadas na base do improviso, como aconteciam há 30 anos.

As chuvas de abril soltaram o pontão de largada do remo, próximo ao acesso do Túnel Rebouças. Até hoje sem qualquer manutenção, o equipamento flutua no espelho d'água e ameaça a vegetação, conforme noticiou, na última quarta-feira, a coluna Gente Boa, de Joaquim Ferreira dos Santos, no GLOBO. De acordo com o Biólogo Mário Moscatelli, a estrutura vai danificar o manguezal, se não for novamente fixada. Os flutuantes estão retidos ali por essa ser uma área assoreada, do contrário, parte deles poderia ter ido parar no meio da Lagoa.

Cabral joga R$ 143 milhões da reforma do Maracanã no lixo

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O maior estádio do mundo ia ser derrubado para virar estacionamento, mas os governos de Anthony Garotinho e Rosinha reformaram o estádio e levaram de volta os torcedores ao “Maraca”. Com a reforma, o estádio se tornou um dos melhores do mundo e foi palco das festas de abertura e encerramento dos Jogos Pan-americanos.

Com Sérgio Cabral, o Maracanã, que recebeu investimentos nos governos de Garotinho e Rosinha de R$ 143 milhões para reformas, o Governo do Estado botará abaixo tudo o que de bom foi feito no estádio para atender exigências da Fifa para a Copa do Mundo de 2014. No projeto de modernização, tudo o que foi feito será jogado no lixo. A nova obra consumirá R$ 500 milhões dos cofres públicos. É tanta reforma que em breve o estádio passará a se chamar "Maracanãzinho".

Um absurdo!


Boa notícia: Ministério Público Federal vai fiscalizar uso do dinheiro público nos Jogos Olímpicos de 2016

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Centro Olímpico da Barra da Tijuca ocupará o espaço do Autódromo Nelson Piquet

O pessoal é o mesmo do Pan Americano. Então, é bom botar as barbas de molho mesmo. Por isso, esse blog aplaude o Ministério Público Federal, que não quer nas Olimpíadas a falta de transparência ocorrida no Pan 2007.

Abaixo, nota da coluna Radar Online, da Veja:

De olho vivo nas obras da Rio 2016

O Ministério Público Federal criou um grupo para acompanhar o uso de recursos federais nas Olimpíadas de 2016. Três procuradores serão designados para a tarefa.

Não há de faltar trabalho. Dos 29 bilhões de reais previstos no orçamento da Rio-2016, mais de 23 bilhões virão da esfera pública.

E é aquela história: onde tem obra pública, sabe-se lá por quê, costuma vir atrás superfaturamento, desvios, concorrências suspeitas.

Site de humor Kibeloco diz que o Rio de Janeiro ainda está vivendo o Pan

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Faz sentido.

Rio pretende gastar mais do que Pequim mesmo com instalações esportivas prontas

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É com satisfação que esse blog constata que os jornais começam a ficar preocupados – como nós – com a destinação do dinheiro público para os Jogos Olímpicos de 2016.

Afinal, gato escaldado tem medo de água fria - basta lembrar o que aconteceu no Pan, quando o dinheiro gasto foi três vezes maior do que o orçado originalmente

O Globo desta terça-feira (6) estranha, por exemplo, que o Rio vá gastar mais do que Pequim, quando a cidade, ao contrário da capital chinesa, já tem várias instalações esportivas prontas.

O site You Pode também comenta que todos devem ficar de olhos abertos:

Reportagem de O Globo mostra uma obra do Pan que está largada no Aterro.





Olho nos gastos

Passada a festa e a merecida celebração pela conquista dos Jogos Olímpicos de 2016, a vida começa a voltar ao normal. É a hora que as autoridades falam de tudo e a toda hora sobre a competição e seus efeitos benéficos para a economia da cidade e do Estado, por reflexo.

Assim, a estranheza manifestada por O Globo, na sua edição de hoje, espera-se, há de se transformar numa matéria detalhada nos próximos dias para que o cidadão entenda com perfeição para onde irá e como irá a dinheirama que um evento deste porte absorve.

O Globo diz em sua chamada que o governador Sérgio Cabral estima investimentos da ordem de 50 bilhões de dólares. E o número parece exagerado ao jornal, já que Pequim, sem qualquer infra-estrutura esportiva, gastou 7 bilhões de dólares a menos.

Afinal, o Rio já está bem provido de vários equipamentos esportivos para as provas, especialmente as de natação e atletismo.Um legado dos Jogos Pan-Americanos.

O Dia também fala de números parecidos, mas nem de longe demonstra qualquer suspeita se eles estão ou não hiperdimensionados. E dá voz ao prefeito Eduardo Paes, para quem Cabral foi até modesto nas suas previsões.

O Globo está com um pé atrás para as autoridades não queimarem a largada. O Dia, ainda não.