O governador (????) Sérgio Cabral quer dar uma de “esperto”. Quer fazer crer que a manifestação contra a perda dos royalties de petróleo é uma iniciativa sua. Não é!
Ela, a manifestação, nasceu em Campos, quando manifestantes fecharam a BR – 101, tendo o apoio de Rosinha, que no mesmo dia telefonou para Cabral sugerindo o protesto.
Cabral quer ser o “pai da criança” porque, em fim de mandato, não tem nada para mostrar à população.
Aparentemente ainda sob os efeitos do carnaval (vejam o vídeo ao lado), Cabral acha que a população está sendo convocada para ir a um camarote vip do Sambódromo. Tanto é assim que está prometendo distribuir pulseiras semelhantes as do carnaval aos convidados Vips.
Lamentável.
Deu em Globo:
Cabral acha que a manifestação contra os royalties do petróleo é mais uma noite de carnaval
Marcadores: petróleo, Rosinha Garotinho, Royalties, Sérgio Cabral 2 Comente aquiPostado por Amigos do Governador Garotinho às 12:02
Royalties: posição de Cabral beira o ridículo e contraria interesses do Rio
Marcadores: Cabral, legislação, petróleo, Rosinha, Roylties 0 Comente aquiBeira o ridículo a afirmação do Governador Sérgio Cabral de que o Governo Federal não lhe apresentou as mudanças previstas na distribuição dos royalties do petróleo. E que, portanto, ele não pode concordar com as mudanças.
Essa desculpa esfarrapada mostra bem o descaso de Cabral com os interesses do Estado, que ele deveria governar.
Há muito tempo essa discussão vem sendo tratada pelos jornais, TVs e rádios e é inadmissível que um governador não saiba o que está acontecendo no plano federal em relação ao seu estado.
Se Cabral não lê jornais e não se informa, o problema é outro.
Por outro lado, a presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo e Gás da Bacia de Campos, Rosinha Garotinho, há muito denuncia essa voracidade do governo federal na distribuição dos royalties.
Cabral, o desavisado, está, como denunciou o jornalista Dácio Malta no site You Pode, só jogando para a galera. Não quer ficar mais mal na fita do que já está, faltando um ano para eleição para o Governo do Estado.
LEIA AQUI O QUE O BLOG JÁ PUBLICOU SOBRE O ASSUNTO
Postado por Amigos do Governador Garotinho às 13:04
Rosinha no Globo luta pelos royalties do pré-sal. E ela não briga para perder
Marcadores: Campos, O Globo, petróleo, Pré-Sal, Rosinha, Royalties 2 Comente aquiEx-governadora do Rio, prefeita de Campos e atual presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo, Rosinha Garotinho assina artigo publicado, no Globo de hoje, em que faz a mais firme e enérgica defesa feita, até agora, dos interesses dos estados e municípios em relação aos novos campos, que serão explorados na chamada camada do pré-sal.
Atualmente, por imposição da Constituição brasileira, estados e municípios produtores têm direito a royalties sobre o petróleo retirados dos campos existentes, além de participações especiais. Dinheiro mais do que justo, como compensação aos riscos e danos ambientes enfrentados e levando em conta o caráter finito desta riqueza.
Agora, com a descoberta das enormes reservas do pré-sal – as maiores do mundo – o governo federal ameaça excluir estados e municípios da participação desta riqueza, avaliada em cerca de US$ 10 trilhões.
Esta discriminação não passará!
Não se depender de Rosinha e dos políticos que ela representa.
O governador do Rio, Sérgio Cabral, escreveu um artigo muito morno, sem a firmeza necessária, e ouviu do governo um “fica quieto e não reclama”.
Com Garotinho e Rosinha, a discussão tem outro nivel. Respeitoso, mas de igual para igual, como o cidadão fluminense já se acostumou a assistir.
Rosinha, no artigo que O Globo publica hoje, deixa bem claro a Constituição brasileira garante o acesso a royalties, não importa se o poço é raso, fundo ou abissal. É poço, é campo de petróleo, passa pelo Rio – então tem royalties.
A lei é clara.
Mesmo que a gente tenha que mostrar isto para eles.
Eis o artigo de Rosinha:
Faixa de reserva para o pré-sal
Rosinha Garotinho
A defesa dos royalties para quem produz é uma questão de legalidade e de justiça. A nossa luta é pela manutenção de princípios constitucionais, e não só dos interesses do Estado do Rio de Janeiro e de municípios produtores.
O debate sobre um novo marco regulatório, para as reservas de présal, tem sido pano de fundo para se propor a mudança das regras do jogo no campo da produção em áreas offshore convencionais. Somos contrários a esta condução, propondo uma faixa de reserva de 40% dos recursos do pré-sal, para fixação dos royalties pelos critérios atuais, em que os 60% restantes se destinariam ao formato analisado pelo governo federal.
O sistema que regula o pagamento das indenizações não é fruto de um emaranhado de leis e decretos. A Constituição determina que Estados e Municípios produtores devem ser indenizados pela exploração dos recursos naturais finitos em sua área ou proximidade. É um texto contemporâneo, prevendo o ressarcimento das regiões afetadas pelos impactos, diretos e indiretos, das atividades de exploração de óleo e gás.
A legislação é clara e não há limites de profundidade estabelecidos pela Constituição: os critérios de fixação dos royalties são válidos para atividades de exploração em águas profundas, ultraprofundas ou abissais, caso das camadas de pré-sal.
A descoberta das novas reservas trouxe à superfície o debate por um novo marco de regulação do setor, mas é preciso ampliar o debate. Estive em Brasília com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que nos detalhou pontos do projeto que será apresentado pelo governo federal, como a criação do Fundo Social e da adoção do conceito de partilha da exploração e produção, contra o modelo atual, de concessão.
Com o sistema da partilha, o óleo pertence à União e as empresas selecionadas são remuneradas com uma parcela fixa da receita ou do óleo. O Estado do Rio de Janeiro teria perdas da ordem de R$ 9 bilhões/ano, caso o governo federal aprove sua proposta.
Os impactos danosos da atividade de exploração e produção de petróleo seriam os mesmos, mas a infraestrutura pública e sua rede de atenção social registrariam perda da qualidade e de investimentos, com a queda da arrecadação.
A mobilização da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro) e da bancada fluminense no Congresso é propositiva e trabalha com uma ideia que vem sendo intensivamente discutida. Vamos ampliar este debate e levar a proposta da faixa de reserva de 40% do pré-sal para o maior número possível de pessoas, esclarecendo nossa visão sobre a viabilidade desta iniciativa.
A alteração do atual modelo representa um contrassenso e gera instabilidade desnecessária que pode afetar a imagem do Brasil. O momento é de busca da unidade e de consenso, porque o ambiente de indecisões não interessa a ninguém e, ao fim, pode atrasar o desenvolvimento das reservas do pré-sal brasileiro.
Postado por Amigos do Governador Garotinho às 05:36