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Cabral e Paes querem acabar com gratuidade nos ônibus para crianças e idosos

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Como sempre, a dupla do mau – Sérgio Cabral e Eduardo Paes – está defendendo os interesses dos empresários em detrimento à população. E dessa vez o caso é ainda mais grave, porque os dois estão querendo simplesmente acabar com a gratuidade nos ônibus para crianças e idosos.

Um achincalhe à população . A denúncia está no blog do César Maia:

PREFEITURA-RIO ENVIA LEI QUE ACABA COM A GRATUIDADE DOS ÔNIBUS EM BILHE ÚNICO!

1. O Rio-Capital tem, há décadas, um amplo sistema de gratuidades em transporte de ônibus que inclui alunos da rede pública, pessoas com mais de 65 anos e portadores de deficiência. Esse conjunto atinge, potencialmente, a 1.500.000 pessoas com uso rotineiro médio por parte de aproximadamente metade disso. As gratuidades estão incluídas nas tarifas há muito tempo. De outra forma o sistema não funcionaria.

2. Quando da prorrogação da permissão às empresas foi incluída pela prefeitura no final do período 1997-2000, um artigo desnecessário, mas esperto, fazendo referência à gratuidade. Em base a isso, as empresas de ônibus recorreram ao TJ e derrubaram este artigo, criando uma situação socialmente absurda. O litígio então, com a prefeitura produziu um impasse administrativo grave e as empresas recuaram da aplicação esperando um "melhor momento".

3. Parece que esse "melhor momento" chegou. A Prefeitura-Rio apresentou à câmara municipal nesses últimos dias antes do recesso o Projeto de Lei 660/2010, instituindo o bilhete único. Em todos os seus artigos praticamente não toca na questão das gratuidades. Mas, o Art. 8º (O Bilhete Único Municipal poderá ser utilizado para viagens, nas seguintes modalidades), em seu inciso III, diz o seguinte: – gratuidades, nos casos previstos na legislação.

4. Só que a prática de gratuidades vinha do tempo em que os atos eram administrativos e o custo delas incorporado às tarifas. Com a lei esperta de 2000, que criou aquele artigo, as empresas litigiaram e derrubaram o artigo e se ficou sem a base administrativa anterior e sem legislação, por culpa daquele artigo inócuo.

5. Com isso, se aprovada a lei do jeito que está, terminam as gratuidades no bilhete único e cassam-se direitos sociais de 40 anos de 25% da população do Rio-Capital. Ou seja, o inciso III neste momento trata de nada e por existir revoga as gratuidades. Cabe a Câmara Municipal, com apoio de seus procuradores, definir que tipo de texto se deve dar, talvez numa referencie genérica a manutenção de todos os direitos dos usuários relativos a isenções aplicados no dia de hoje. Um artigo aberto corre o risco de ser derrubado sob alegação de falta de compensação da prefeitura, quando esta já está implícita nas tarifas

Cariocas não agüentam mais os desmandos dos donos de ônibus e o pouco caso de Eduardo Paes

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Os leitores e eleitores que vivem no Rio de Janeiro não agüentam mais viver sobre a irresponsabilidade dos proprietários de ônibus e a leniência das autoridades (???) públicas que nada fazem para combater os desmandos.

Leiam o que escreveu a respeito um leitor de O Globo e o que ele acha do prefeito (???) Eduardo Paes:

“Enquanto o Prefeito não encarar o transporte público como prioridade vamos ter que conviver com a anarquia. É preciso licitar linhas de ônibus ou vamos ter essa bagunça sempre.”

Do leitor Elias Felcman, em comentário no site Dois Gritando

Com Cabral e Eduardo Paes, o que é ruim no Rio sempre pode piorar

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Depois das chuvas, da tragédia das enchentes, dos desabamentos, do caos no trânsito, dos alagamentos, o Rio de Janeiro, comandado pela dupla de irresponsáveis Eduardo Paes e Sérgio Cabral, volta s sofrer.

No caso, centenas de milhares de trabalhadores estão sem condução para ir e voltar do trabalho, graças a uma greve parcial dos ônibus.

E o que faz a dupla do barulho? Nada. Como sempre. E olhem que eles anunciaram há dois meses que tinham assinado um acordo - reajuste de tarifas, que o povo paga - com as empresas.

E o mais grave: o Metrô Rio, que é defendido pela advogada e mulher de Cabral, em vez de colaborar jogou mais gasolina no incêndio, mandando suspender seus ônibus que fazem a ligação com a Barra da Tijuca.

E Cabral ainda quer ser reeleito!!!

E Paes: vai mandar as pessoas ficarem em casa, de novo???

Atualização de terça-feira, às 12h30

Vejam abaixo a imagem do caos no Rio de Janeiro por causa da greve dos transportes


Colunista: Cabral fica ao lado dos empresários e de costa para o povo, que paga os aumentos nos transportes

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O influente colunista Elio Gaspari faz uma radiografia de como os governos estadual e municipal, Sérgio Cabral e Eduardo Paes à frente, respectivamente, são coniventes com os péssimos serviços prestados pelo Metrô e pelas concessionárias de ônibus.

E mostra que, além dos péssimos serviços, as companhias podem aumentar suas tarifas como bem quiseram.

Revela ainda que Sérgio Cabral é um defensor intransigente desses maus serviços e não aceita uma CPI para investigar tamanho descalabro.

Cabral prefere ficar ao lado dos empresários e de costa para o povo. Resta saber o motivo, que qualquer bom entendedor já sabe....

A CPI do PT do Rio perdeu o ônibus

/ Rio

O DEPUTADO Alessandro Molon (PT-RJ) está coletando assinaturas para instalar uma CPI destinada a abrir a caixa-preta da Agetransp, a agência reguladora dos serviços do Metrô, dos trens da SuperVia e das barcas do Rio de Janeiro. Grande ideia, mas ficou faltando interesse pela mãe de todas as caixas, a das companhias de ônibus municipais. Em geral, as CPIs dão em nada, quando não resultam em coisa pior, mas nem isso a bancada do governador Sérgio Cabral aceita. Seu anjo de guarda, o deputado Jorge Picciani, presidente da Assembleia Legislativa, anuncia que vetará a iniciativa.

O Metrô do Rio tem transportecas arrogantes que mexem nos ramais sem se preocupar com o suplício que impõem aos clientes. A SuperVia tem trem que sai por aí sem maquinista e seguranças que chicoteiam os passageiros. As companhias de ônibus têm mais: cultivam um política extorsiva de tarifas e, com a cumplicidade dos prefeitos, bloqueiam a implantação do Bilhete Único, prometido por Cabral em 2007 e pelo seu prefeito, Eduardo Paes, em 2008, quando pedia votos.

Governadores, prefeitos, amigo$ e caixa$ de campanhas colocaram o Rio numa situação socialmente humilhante. Até 2004, quando a prefeita Marta Suplicy instituiu o Bilhete Único em São Paulo, as duas cidades estavam num mesmo patamar de desgraça no transporte público. Hoje, 50% dos paulistanos avaliam que os serviços de ônibus e de trens estão entre bom e ótimo. O Metrô vai a 82%. No Rio, esse índice de satisfação talvez não seja atingido nem entre os diretores das concessionárias.

O vexame não é consequência da herança escravocrata, do patrimonialismo ibérico ou da mudança da capital para Brasília. É obra de governos demófobos. Quem fez a diferença em São Paulo foram administradores petistas e tucanos que decidiram tirar o transporte público da vala.

Basta comparar a situação nas duas cidades.

O paulistano paga R$ 2,70 pelo seu Bilhete Único, tem direito a quatro viagens de ônibus num intervalo de três horas. O novo bilhete intermunicipal do Rio custa R$ 4,40, com direito a duas viagens de ônibus, trem ou metrô, por duas horas.
O Bilhete Único de São Paulo atende a todo o município e é usado em 12 milhões de viagens/dia. No Rio essa tarifa só existe para percursos intermunicipais. Estima-se que venha a atender 1,5 milhão de viagens/dia.

Desde ontem, com a nova tarifa municipal de R$ 2,35, um trabalhador que toma dois ônibus para chegar ao trabalho, mais outros dois na volta para casa (ao longo de 25 dias), gasta R$ 235. O de São Paulo gasta R$ 135. Com a diferença de R$ 100, tem direito a sete refeições de R$ 13,75 no carro-chefe do Mc Donald's (BigMac, batatas fritas na porção média, e um refrigerante médio). Para ele, almoço grátis existe.
(Na comparação com o bilhete intermunicipal do Rio, a diferença cai para seis refeições.)

O sistema de transportes públicos do Rio fez uma opção preferencial pela tunga dos passageiros dos ônibus. Antes da criação do bilhete intermunicipal de R$ 4,40, o cidadão que fazia duas viagens sobre trilhos pagava, e continuará pagando, R$ 3,80. Noutra modalidade de integração, passageiros de quatro cidades da Baixada Fluminense pagam R$ 4,00 pelo percurso ônibus-metrô. Os dois sistemas, privados e lucrativos, atendem cerca de 20 mil passageiros/dia.

A política de tarifas dos ônibus, do Metrô e dos trens do Rio é paleolítica. Nenhum concessionário dá desconto de fidelidade aos usuários. Em São Paulo a passagem de Metrô custa R$ 2,65. Se o cliente compra 50, fica por R$ 2,33. (Sobram R$ 16 para o McDonald's.) O Metrô do Rio prometeu esse tipo de desconto e quem acreditou fez papel de paspalho (inclusive o signatário). A Fetranspor carioca, que administra os altos interesses das empresas de ônibus, criou um RioCard, prometeu o programa de descontos e bobo foi quem acreditou (inclusive, de novo, o signatário).

César Maia ironiza reajuste dos salários dos professores do RJ e denuncia aumento da tarifa única dos ônibus

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O ex-prefeito César Mais se mostra “encantado” com a política salarial de Sérgio Cabral para os professores do estado. Ressaltando que o “encantado” usado por nós nesse blog é uma ironia, segue o que escreveu Maia em seu ex-blog:

PROFESSORES DO ESTADO CHAMAM REAJUSTE DE PIRATA E OUTROS DE FAKE!

"Cabral diz que cumpriu sua promessa. Vejam bem que 'maravilha': ele incorporou a gratificação do Nova Escola ao salário dos servidores da secretaria de educação. Imaginem só: ele calculou uma média entre o menor e o maior valor, que ficou estabelecido em 435,00 e a partir de outubro de 2009, será incorporado paulatinamente a quantia de 100,00, ou seja, paulatinamente, significa a cada ano, o que seria concluído em 2015, quando o salário do professor chegará a R$ 965,00. Em 2015... R$ 965,00. E olhem que o piso nacional para P1 é de R$ 1.050,00."

O ex-prefeito também comenta o sistema de tarifa única, que teve aumento de 118%.

PASSAGEM DE ÔNIBUS NO RIO -PARA OS MAIS POBRES- AUMENTA 118 %!

O sistema de tarifa única, garantia aos que moram na zona oeste do Rio, onde estão os mais pobres, uma tarifa igual a qualquer lugar e distância na cidade. A tarifa única foi implantada em junho de 1993. Agora é atropelada. Hoje, a tarifa única é de R$ 2,20. Vai passar, na linha Cosmos-Inhoaíba até Largo da Carioca, a ser R$ 4,80. A desculpa é ser linha expressa, como se depois de sair da Zona Oeste essas linhas fossem paradoras. O ar condicionado já existe e neste caso o valor da tarifa é apenas 20% mais caro.

(Globo-on, 19/08) Começou a circular a linha E04 Cosmos/Carioca, (Cosmos, Inhoaíba, áreas norte de Campo Grande, como Carobinha, na Zona Oeste. A linha terá dez veículos com ar-condicionado com capacidade para 72 passageiros (52 sentados e 20 em pé). A tarifa é de R$ 4,80.