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Garotinho prevê o futuro de Sérgio Côrtes, secretário de Cabral: será atrás das grades

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O ex-governador Anthony Garotinho já sabe onde o atual secretário de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes, vai descansar: será atrás das grades, numa prisão especial.

Já enrolado com medicamentos que deixou envelhecer, o amigo de Cabral agora não consegue explicar o superfaturamento de remédios com uma empresa de fachada e fugiu da Justiça para não dar detalhes sobre o escândalo com o dinheiro público nas UPAs.

Leiam abaixo:

O maior de todos os escândalos: os aluguéis e contratos das UPAs.

Como mostrei ontem, aqui no blog, a Justiça determinou que Sérgio Côrtes, apresente as cópias dos 17 contratos de aluguel e de prestação de serviços das UPAs.

O secretário chegou a se esconder e ficar uma semana desaparecido para não receber a citação do Oficial de Justiça. Depois recorreu à Justiça, acreditem, entrou com um Agravo Regimental no TJ, para não ser obrigado a mostrar os contratos. Perdeu. Agora a caixa-preta das UPAs será aberta. Como mostrei ontem, Côrtes pode ser preso a qualquer momento.

Mas o que me surpreende é porque tanto emprenho do secretário para esconder os contratos das UPAs. Por que tanto medo de que venham a público esses contratos? Ir à Justiça para tentar impedir que um contrato público seja conhecido é sinal de desespero.

Não tenham dúvidas de que quando a caixa-preta das UPAs fora aberta, todos vão ficar estarrecidos, porque a roubalheira e o mar de lama que vieram à tona até agora, não passam da ponta do iceberg.

Agora chamo só atenção para um detalhe: Sérgio Côrtes com tudo o que mostrei aqui e que é de domínio público, até hoje, sequer foi chamado pelo MP ou pela polícia para prestar informações ou dar depoimento. Isso não é absolutamente estranho?

Olha, uma coisa eu lhes digo, e é bom que o secretário Sérgio Côrtes tenha isso em mente. Todos sabem que ele vem sendo blindado porque as suas negociatas milionárias atingem em cheio Cabral, e se misturam, inclusive nos personagens envolvidos. Pode até não ser agora, mas não tenho dúvidas de que o futuro do secretário Sérgio Côrtes será atrás das grades.


Por que o (des) governador Sérgio Cabral não responde às acusações de superfaturamento na Saúde?

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O jornalista Dácio Malta repercute nesta quinta-feira no YouPode a pergunta do ex-prefeito César Maia e que, com certeza, é a pergunta de toda a população.

Afinal, por que o (des) governador Sérgio Cabral não responde as acusações de superfaturamento na compra de remédios pela secretaria de Saude de seu governo?

Leiam abaixo o que publicaram Dácio Malta e Cesar Maia:

O ex-prefeito Cesar Maia pede o óbvio, hoje, em seu blog:

“Onde está o governador que não responde?” - as acusações de superfaturamento na compra de remédios pela secretaria de Saude de seu governo.

“1. Todos os chefes de poder executivo -sejam prefeitos, governadores ou presidente- têm um conjunto de relatórios sintéticos mensais com os quais acompanham a dinâmica de governo. Alguns são óbvios, como receitas e despesas, por natureza ou função e saldo financeiro. Mas outros fazem parte das funções de controle do chefe do poder executivo. Por exemplo, um gráfico de barras com o cronograma comparado das obras mais significativas, fazendo uma checagem visual dos atrasos ou não, por comparação de cores.

2. Outro, do volume ou proporção das dispensas de licitação. Faz-se uma série anual de cinco anos para que se possa comparar visualmente pelo tamanho das barras, ou pelo desenho da curva (neste caso, com uma reta horizontal paralela ao eixo da base), onde se pode detectar flutuações. Outra, do volume ou proporção dos aditivos de obras públicas, da mesma forma, comparando com uma série anual de cinco anos. Isso é o mínimo.

3. Com isso, o chefe do executivo pede pontualmente esclarecimentos e, o mais importante, os órgãos sabem que estão sendo controlados.

4. No escabroso caso dos sobrepreços na secretaria estadual do governo do Estado do Rio e o volume e proporção das dispensas de licitação -via um privilegiado fornecedor com sede nos EUA, cujo endereço informado não existe-, o natural seria que o governador, nos relatórios mensais, tivesse pedido esclarecimentos.

5. Por isso, era esperado que a cobertura dos fatos pela imprensa viesse acompanhada por entrevista com o governador do Estado do Rio para que ele explicasse porque isso tudo ocorreu e que sistema de controle e aferição o governo do estado tem para prevenir tais fatos. No entanto, até aqui, em nenhum momento a cobertura dos fatos pediu esclarecimentos ao governador. Em geral, estes esclarecimentos são pedidos a outras instâncias de governo, como prefeitos, assim como foram a outros governadores. Mas, ainda há tempo. Ou não há governador?”

Enquanto isso, a população questiona a corrupção no Estado do Rio em cartas para o jornal O Globo. Infelizmente, sabe-se la o por quê, tamanho o escândalo na Saúde, o jornal da família Marinho só publicou duas míseras cartas de leitores na edição desta quinta-feira.


Secretário de Saúde enrola e não explica o superfaturamento na compra de medicamentos

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O enrolado secretário de Saúde de Sérgio Cabral, Sérgio Cortes, foi à TV tentar se explicar. Falou, falou, falou e não disse nada sobre o superfaturamento na compra de medicamentos.

No entanto, ele disse que confia plenamente em Cesar Romero Vianna Jr., ex-subsecretário de Saúde que autorizou todas as compras superfaturadas. Romero foiexonerado depois que o RJTV denunciou o superfaturamento no contrato de manutenção de carros de combate à dengue assinado entre a secretaria e a Toesa Service.

Cesar Romero Vianna vem a ser primo de Verônica Vianna, mulher do secretário de Saúde Sérgio Cortes.

Os dois trabalhavam juntos desde o tempo em que ocupavam cargos no instituto nacional de traumatologia e ortopedia.

Cliquem no link abaixo e assistam a reportagem:

http://g1.globo.com/videos/rio-de-janeiro/v/secretario-estadual-de-saude-fala-sobre-compra-de-remedios-sem-licitacao/1300275/#/RJTV%201/page/1

Leitores indignados com declaração de subsecretário de Saúde do (des) governo Cabral

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Um escândalo sem proporções na área da Saúde do Estado do Rio e o jornal O Globo - como sempre protegendo Sérgio Cabral - publica apenas três míseras cartas de leitores indignados.

Mas pelo menos vale a pena a leitura das cartas porque elas mostram - mesmo com toda a proteção da mídia - que o (des) governo Cabral está cada vez mais desmoralizado junto à população do Rio.

Leiam abaixo:

Empresa campeã de vendas de remédios sem licitação para o (des) Governo Cabral é investigada pela Justiça

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Na noite desta terça-feira, a TV Globo pôs no ar a segunda reportagem sobre o desperdício de dinheiro público do (des) governo Sérgio Cabral em compras de medicamentos sem licitação. A reportagem do RJTV foi à procura dos donos da empresa campeã em vendas sem licitação para a Secretaria de Saúde do Rio, de Sérgio Cortês.

A Barrier Service vende remédios e material médico hospitalar a preços muito mais altos que os de mercado. Em alguns casos, cobrou quase o triplo do valor. O principal dono da Barrier, com 99,9 % das ações, é uma outra empresa: a Sommar Investments -- que não fica no Brasil. É uma offshore, com sede no estado americano de Delaware, considerado um paraíso fiscal. Em 2009, os contratos sem licitação entre a Secretaria Estadual de Saúde e a Barrier Service Ltda somaram R$ 17 milhões.

A empresa também participa de pregões eletrônicos: nessa modalidade, vendeu R$ 24 milhões no ano passado. De cada R$ 100 que a secretaria gasta em todas as compras que faz de remédios e material, R$ 13 são com dispensa de licitação. Mas quando compra da Barrier, de cada R$ 100 o estado gasta R$ 41 dispensando licitação.

Inacreditável e vergonhoso! Será que o Ministério Público vai averiguar toda essa roubalheira na Saúde do Estado do Rio?

Cliquem no link e assista a reportagem: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/07/campea-em-vendas-sem-licitacao-para-saude-do-rio-e-investigada-pelo-mp.html

Leiam abaixo:

Campeã em vendas sem licitação para Sáude do Rio é investigada pelo MP

Secretaria de Saúde diz que não sabia da situação da empresa.
Endereço da empresa fica em Delaware, nos EUA, um paraíso fiscal.

A reportagem do RJTV foi à procura dos donos da empresa campeã em vendas sem licitação para a Secretaria de Saúde do Rio. A Barrier Service vende remédios e material médico hospitalar a preços muito mais altos que os de mercado. Em alguns casos, cobrou quase o triplo do valor.

O principal dono da Barrier, com 99,9 % das ações, é uma outra empresa: a Sommar Investments -- que não fica no Brasil. É uma offshore, com sede no estado americano de Delaware, considerado um paraíso fiscal.

O RJTV foi até o endereço da Sommar, segundo os registros oficiais. Mas a viagem foi em vão. Lá funciona outra empresa. O homem que fala inglês é porteiro do prédio onde deveria funcionar a Sommar. Ele não conhece a empresa. Nem o administrador do lugar sabe dar alguma informação. "Nunca houvi falar deles, " diz pelo interfone o americano ao porteiro.

A Sommar tem um procurador no Brasil, segundo documento registrado na junta comercial do Rio. José Joaquim dos Santos Mansur responde pela controladora da Barrier Service. Apesar da movimentação milionária da empresa que ele representa, Mansur não vive com luxo. Longe disso. Ele mora num apartamento simples neste conjunto, em Colubandê, São Gonçalo.

A reportagem foi até lá e foi recebida pela mulher de Mansur. Sem saber que estava sendo filmada, ela se surpreendeu ao saber que o marido era tão importante na empresa. E negou que ele fosse o procurador ou responsável por ela. Sobre o salário, disse que ele recebia uma comissão de vendas.

Contratos

Em 2009, os contratos sem licitação entre a Secretaria Estadual de Saúde e a Barrier Service Ltda somaram R$ 17 milhões. A empresa também participa de pregões eletrônicos: Nessa modalidade, vendeu R$ 24 milhões no ano passado. De cada R$ 100 que a secretaria gasta em todas as compras que faz de remédios e material, R$ 13 são com dispensa de licitação. Mas quando compra da Barrier, de cada R$ 100 o estado gasta R$ 41 dispensando licitação.

Além da Sommar Investments, a Barrier tem um segundo sócio. Leandro Pinto Coccaro, dono de apenas 0,1 % das ações da empresa. Leandro aceitou dar explicações sobre os negócios da Barrier com a secretaria. Ele disse que a empresa fornece medicamentos também para hospitais federais, Marinha, Exército, Aeronáutica e prefeituras municipais.

'Muito sacrifício'

Segundo Leandro, a falta de matéria prima fez subir os preços de medicamentos. E cita outros motivos que levaram a secretaria a pagar mais caro. "Depende de quem está fornecendo, se é direto do fabricante ou se são duistribuidores iguais a mim."

Ao ser perguntado sobre se para quem compra o que importava era o preço, ele concordou. "Sim, mas quem tá participando? Se o laboratório tá participando, eles vão ter melhor preço, por que é quem produz. Então vai ter melhor preços do que eu que vou compras deles pra entregar".

No caso da gaze, em novembro de 2008 a Barrier vendeu o pacote a R$ 0,59. A prefeitura de São Paulo, um ano depois pagou R$ 0,29 a outra empresa.

A secretaria do Rio não conseguiu desconto nem mesmo numa compra de mais de 7 milhões de unidades. Ao ser perguntado sobre se o preço não deveria ter caído, Leandro explicou: "mas não tem, e aí como faz? Entreguei com muito sacrificio. Eu não tinha o produto."

Depois de muita insistência, Leandro diz o nome do principal dono da Barrier, só o nome. Fernando Trambauer. Segundo Leandro, ele mora nos Estados Unidos. "Como toda sociedade, quem tem dinheiro entra com dinheiro, quem não tem dinheiro entra com trabalho. Correto?" tenta explicar.

A reportagem pesquisou na internet, e o único Fernando Trambauer que aparece é o sócio de um escritório de advocacia no Uruguai. Entre as especialidades do escritório está a abertura de offshores. O sócio brasileiro diz que a controladora da Barrier funciona normalmente nos Estados Unidos. Ao saber que a reportagem do RJTV foi ao local e não encontrou a empresa, ele diz que estavam no lugar errado.

Investigação pelo MP

Desde 2008, a Barrier é investigada pelo Ministério Público Estadual por movimentação financeira atípica e suspeita de lavagem de dinheiro. Segundo os promotores, os débitos e créditos nas contas bancárias da empresa podem "configurar artifício para burlar a identificação dos responsáveis pelos depósitos e saques".

O Ministério Público investiga ainda "suposto envolvimento em cobrança de comissões ilícitas efetuadas por servidores da secretaria estadual de saúde".

Resposta da secretaria

A Secretaria estadual de Saúde nega que a Barrier seja favorecida nas compras emergenciais. "A empresa que se lança na emergencial é aquela que vai garantir a entrega, então não temos escolha. É aquela que ofereceu o melhor preço. Então aqui não indicamos a empresa que nós vamos comprar na emergencial. Nós fazemos tipo um pregão emergencial onde a sempresas vão apresentar suas ofertas," explicou Maurício Passos, subsecretario executivo da secretaria.

Ao ser perguntado sobre o fato de a secretaria fechar contrato com uma mepresa que não se sabe quem é o dono, explicou: "sempre verificamos os documentos que são estebelecidos na lei. Essa questão que ela é empresa com sede em outro país, isso não compete à secretaria. Fazemos os atos da nossa competência."

Ao ser informado sobre o fato de que é uma empresa investigada pelo MP, respondeu que não tinha conhecimento.

TV Globo denuncia: secretaria estadual de Saúde de Sérgio Cabral gastou R$ 81 milhões em compras de medicamentos sem licitação

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O RJTV 2a edição da TV Globo denunciou na noite desta segunda-feira (12/07) a falcatrua da Secretaria Estadual de Saúde do (des) governo de Sérgio Cabral e de seu secretário Sérgio Cortes na compra de medicamentos para as unidades de saúde do estado.


São denúncias tão graves que até as Organizações Globo, aliadas da primeira até a última hora de Cabral, resolveram publicar, como se estivessem se preparando para pular fora da canoa furada do atual (des) governador.

Segundo a reportagem, o governo Cabral gastou aproximadamente R$ 81 milhões na compra de medicamentos sem nenhuma licitação.


Detalhe: hoje foi apenas a primeira parte da denúncia. Amanhã, terça-feira, mais detalhes sórdidos da gastança desnecessária de dinheiro público será mostrada no mesmo telejornal.

Leiam a íntegra da reportagem.

Secretaria de Saúde do Rio dispensa mais licitações do que outros estados

Em 2009, 17,3% das compras foram feitas sem licitação, R$ 81 milhões.
As compras foram mais caras do que as de estados que usam o pregão.

Do RJ TV

A rede estadual de Saúde do Rio tem hospitais, UPAs e institutos especializados. Só com medicamentos e material médico-hospitalar para essas unidades o estado gastou mais de meio bilhão de reais no ano passado. Mas nem sempre os fornecedores dos produtos foram escolhidos por concorrência pública. A Secretaria Estadual de Saúde dispensou a licitação em compras que somam R$ 81 milhões. E, muitas vezes, alegou que era caso de emergência.

Antibiótico, anticoagulante, analgésico e até gaze usada em curativos são apenas alguns produtos da lista de compras emergenciais da secretaria de Saúde. Só que sem licitação os preços ficam muito acima do que normalmente é cobrado no mercado. Na comparação com as compras de outros órgãos públicos, a secretaria jogou dinheiro fora.

Em novembro do ano passado a secretaria de Saúde comprou - sem licitação - o antibiótico levofloxacino 5 mg, por R$19,20 a unidade. Dois meses antes, numa concorrência pública, a prefeitura de Porto Alegre havia pagado R$ 10,86 pelo mesmo produto. A diferença: o estado do Rio pagou 77% a mais.

Também em novembro de 2009 o frasco de dipirona sódica 500 mg saiu a R$ 0,90 para a secretaria estadual do Rio. Em junho do mesmo ano, o medicamento - na mesma apresentação - custou R$ 0,37 para a prefeitura de Maringá, no Paraná.

Sergio Guerra, professor de direito administrativo da Fundação Getúlio Vargas, explica que é dever do gestor público estimular a disputa entre o maior número de empresas para obter o melhor preço. "Há limites para o administrador público. Ele não pode utilizar simplesmente esse instituto da dispensa da licitaçao a seu bel prazer. A eficiência significa conseguir os melhores resultados com o menor custo possivel", explica.

Nem mesmo quando adquire grandes quantidades a secretaria de Saúde parece ter descontos nas compras emergênciais. Hoje, é possível comprar o pacote de gaze a R$ 0,65 na farmácia. Em novembro de 2008, quando comprou quase 7,5 milhões de unidades, pagou R$ 0,59. Quase o mesmo preço do balcão. A despesa total, na época, ficou em R$ 4,4 milhões.

Para comprarar, no ano seguinte, a prefeitura de São Paulo pagou pelo mesmo produto a metade do preço: R$ 0,29 cada pacote. Compra feita em pregão. Se tivesse conseguido pela gaze o mesmo preço cobrado em São Paulo, o estado do Rio teria economizado - em uma única compra - R$ 2,2 milhões.

A secretaria estadual de saúde do Rio dispensou a licitação em 13% dos gastos de 2009. Não é o que acontece em outros estados do país. No Paraná, segundo a secretaria de saúde, foram 5%. Em Pernambuco, apenas 2%. E no Rio Grande do Sul, a secretaria de Saúde informou que desde 2007 não dispensa licitação em nenhuma compra de material e medicamentos.

Claudio Abramo, diretor executivo da Transparência Brasil, ONG que combate a corrupção, diz que as compras sem licitação só devem ser feitas em casos extremos, como calamidades públicas. "Essas emergências sao programadas. Se espera que haja necessidade de fornecimento de um determiando produto, espera até o ponto em que fazer uma licitaçao não dá mais, e aí então compra por emergência. É uma coisas manjadíssima", diz.

A compra de heparina sódica - um anticoagulante - é outro exemplo de mau negócio para o governo do estado. Em novembro de 2009, a secretaria comprou emergencialmente 45 mil ampolas do medicamento. Pagou R$ 7,90. Dois meses antes, a prefeitura de São Paulo comprou quase a mesma quantidade: 43 mil ampolas por R$ 4,43 a unidade. O Rio pagou um preço 78% mais caro.

Todas essas compras foram autorizadas pelo então subsecretário executivo de Saúde, Cesar Romero Vianna Jr. Ele foi exonerado depois que o RJTV denunciou o superfaturamento no contrato de manutenção de carros de combate à dengue assinado entre a secretaria e a Toesa Service. Cesar Romero Vianna é primo de Verônica Vianna, mulher do secretário de Saúde Sérgio Cortes. Os dois trabalhavam juntos desde o tempo em que ocupavam cargos no instituto nacional de traumatologia e ortopedia.

O RJTV pediu uma entrevista ao secretário Sérgio Cortes -- mas o indicado para falar foi o novo subsecretário executivo, Maurício Passos. Ele diz que houve excesso de procura nas unidades de saúde do estado. "O que aconteceu em 2009 foi em razão do próprio excesso de pessoas atendidas que estavam fora do nosso campo de planejamento e isso redundou num desbastecimento e tivemos que fazer processo emergencial até que se apurasse um procedimento licitatório normal a compra desse material."

Ao ser perguntado sobre a compra emergencial de gaze, ele respondeu: "correto, a gaze é uma material que nós usamos com muita frequência em nosso estabelecimentos." Sobre o preço pago, explicou: "há de convir que compra feita pela secretaria de saúde é diferente de compra feita pelo particular no estabelecimento comercial comum. Por que? A secretaria de Saúde quando vai adquirir material é pra uma rede de mais de 30 hospitais da rede e mais de 30 UPAs."

O subsecretário foi perguntado sobre a lei de mercado, que diz que grandes quantidades abaixa o preço. "Isso aparentemente acontece. Mas não acontece quando assim fazemos," disse. E explicou que "infelizmente nós não podemos numa compra emergencial verifcar o que se pagou em São Paulo, Minas, por que nós temos a necessidade de comprar naquele momento."

Secretário de Saúde de Sérgio Cabral foge da raia e não se explica na Alerj

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Na hora em que tem que dar explicações sobre as gravíssimas denúncias de superfaturamento dos contratos na Secretaria Estadual de Saúde com a empresa Toesa Service, o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, assim como o (des) governador Sérgio Cabral, foge da raia e não aparece para esclarecer a situação.

Ou seja: ele não tem como explicar o inexplicável.

Nesta quarta-feira, Côrtes não compareceu à audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que analisa as denúncias. Para variar, Côrtes tinha outro compromisso e, se achando todo poderoso, ficou de agendar uma nova data para dar seu depoimento.

A comissão da Alerj vai entrar com uma representação contra o secretário no Tribunal de Justiça.

A licitação vencida pela Toesa está sendo investigada pelo Ministério Público. De acordo com a denúncia, a secretaria teria contratado uma empresa que ofereceu um valor maior do que o de mercado para fazer a manutenção de carros usados no combate à dengue.

Os veículos passarriam por manutenção numa oficina, em Benfica, na Zona Norte.


Secretaria de Saúde de Sérgio Cabral suspende pagamentos à Toesa e culpa o autor da denúncia

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É inacreditável, mas a sindicância da Secretaria estadual de Saúde de Sérgio Cabral para apurar as irregularidades na área da Saúde no (des) governo de Sérgio Cabral responsabilizou o tenente-coronel José Carlos da Cunha. Logo ele, que foi o autor da denúncia e que procurou o Ministério Público Federal e Estadual.

Vejam só o absurdo: o tenente-coronel se recusou a assinar várias notas no valor de R$ 415 mil por serviços que não foram realizados, juntou toda a documentação, pediu exoneração e procurou o Ministério Público. Mas para a secretaria de Saúde, ele é um dos responsáveis pelas irregularidades, que foram cometidas por outros, entre eles o secretário de Cabral, Sérgio Cortes.

Segundo a sindicância, revelada em reportagem do jornal Extra, “há graves irregularidades” no contrato firmado com a TOESA para a manutenção de viaturas.

Em seu blog, o pré-candidato ao Governo do Estado do Rio, Anthony Garotinho, que foi o primeiro a revelar o escândalo na Secretaria de Saúde de Cabral, destaca que só pode ser uma vingança pessoal do secretário Sérgio Côrtes, querendo prejudicar um oficial, que agiu honestamente, zelou pelo dinheiro público e ainda teve a coragem de denunciar a roubalheira instalada na secretaria de Saúde.

"Não passa de perseguição odiosa por ele ter tornado público o mar de lama em que o secretário Sérgio Côrtes está enterrado até o pescoço", disse Garotinho.

Leiam abaixo a reportagem


Saúde do Rio manda suspender pagamentos à Toesa

Todos os contratos firmados entre a Secretaria estadual de Saúde e a Toesa Service serão investigados pelo estado. A determinação vem a reboque do resultado de uma sindicância, que concluiu, na semana passada, ter havido irregularidades graves num contrato de manutenção de veículos vencido pela empresa em 2009 — tais como formação de cartel na licitação. Até o fim da devassa, embora os serviços continuem sendo prestados, os pagamentos relativos aos contratos estão suspensos. Ao fim da auditoria, se não forem encontradas irregularidades, os créditos serão desbloqueados.

Atualmente, a secretaria tem dois contratos com a Toesa que ainda estão ativos. Um terceiro (exatamente o que foi analisado na última sindicância) foi cancelado devido às irregularidades encontradas. Ao todo, os três contratos, somando-se aditivos, somam R$ 32 milhões. Um quarto contrato, já inativo, fora firmado em dezembro de 2008, com valores de R$ 2,1 milhões.

O EXTRA teve acesso à sindicância feita no contrato firmado entre a Toesa e o secretaria cujo objeto era a manutenção de 111 veículos. Entre as conclusões, a sindicância cita que houve cláusulas no edital que restringiram a competitividade. O documento refere-se ao fato de o edital ter exigido dos concorrentes(oficinas) na Vigilância Sanitária.

A sindicância concluiu que oito servidores cometeram irregularidades no processo de licitação e execução do contrato de manutenção de 111 veículos. A surpresa da lista é o nome do ex-fiscal do contrato, o tenente coronel José Carlos da Cunha. Ele também foi responsabilizado, apesar de ter denunciado a fraude. Entre os outros sete, está o ex-subsecretário executivo da secretaria, Cesar Romero Vianna Júnior. Segundo a sindicância, José Carlos teria demorado seis meses a relatar as irregularidades.

— Não me sinto desestimulado a denunciar por causa disso. Quem vai apurar as responsabilidades civis e criminais é a Promotoria de Justiça de Saúde, do MP. A sindicância da Secretaria de Saúde não é isenta porque o sindicante é nomeado pelo secretário de Saúde — disse José Carlos.

A Toesa informou que seus advogados estão em fase de análise dos processos e, tão logo finalizem, se pronunciarão.


Colunista revela que Toesa não poderia prestar serviço a órgãos públicos

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Na coluna Extra, Extra, do jornal Extra, destaque absoluto para o escândalo na Secretaria de Saúde de Sérgio Cabral.

Entre outras notas, destaque para a revelação de que a Toesa não deveria estar prestando serviço algum a qualquer órgão público.

Leiam abaixo:

Roubalheira na Secretaria de Saúde de Cabral: rola a primeira cabeça

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É o que informou neste final de tarde desta sexta-feira em primeira mão o blog do Garotinho. Mais cabeças, e mais importantes, vão entrar também na guilhotina, na tentativa de evitar que a lâmina afiada chegue ao pescoço do (des) governador Sérgio Cabral

A secretaria estadual de Saúde está em polvorosa. O secretário Sérgio Côrtes acaba de comunicar, que o seu braço-direito e cunhado, que é o subsecretário-executivo e que assina a maioria dos contratos em seu nome, o senhor Cesar Romero Viana Júnior, está demitido.

É uma tentativa de abafar o escândalo que vai explodir no governo Sérgio Cabral, na secretaria de Saúde.

Cesar Romero é um homem-bomba. Foi ele o responsável por assinar, entre outros, a maracutaia entre a empresa TOESA e a secretaria de Saúde.

Ainda não se sabe quem vai para o lugar dele. Mas o fato é que a sua demissão não impede as investigações e a divulgação pela imprensa, dos milhões desviados do dinheiro do povo, pelo governo Cabral, na secretaria de Saúde.

Vejam, o que um simples blog pode fazer. O comentário hoje, na cúpula do governo é que “após as denúncias colocadas no blog do Garotinho, alguma cabeça tinha que rolar”.

E rolou. Foi a de Cesar Romero. O verdadeiro “mala” que cuida do dinheiro e do patrimônio escondido de Sérgio Côrtes, o secretário de Saúde de Cabral. É só o começo! Aguardem!