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Morros ocupados não têm bandidos, não têm drogas, não têm armas...

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Essa política de UPPs começou na gestão de Garotinho. Só foi trocado o nome. Antes, era denominado Gepae (Grupamento Especial de Policiamento em Áreas Especiais).

O que mudou também é que, agora, nos tais territórios "retomados" pelo estado não se prende mais nenhum bandido, não é encontrada nenhuma arma, não há apreendão de drogas, nem mesmo acham uma atiradeira ou estilingue.

É como se esses morros e comunidades fizessem parte do território da Escandinávia, da Suécia, da Inslândia.

Fica no ar a suspeição de que foi tudo combinado....com quem não é muito difícil de se imaginar.

Nas favelas “pacificadas”, continua livre a venda de drogas na frente dos policiais “libertadores”

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A suposta “pacificação” das favelas do Rio é para inglês ver e fomentar a publicidade oficial do atual Governador. É o que se comprova lendo as duas reportagens abaixo.

Postos policiais em favelas do Rio de Janeiro mudam estratégia do tráfico
Venda continua, mas é feita sem armas por mulheres ou crianças, dizem policiais

Mario Hugo Monken, do R7, no Rio
Policiais dizem que traficantes mudaram estratégia de venda após instalação das UPPs nas favelas do Rio. Na maioria das favelas do Rio de Janeiro, a venda de drogas costuma ser feita de forma escancarada - traficantes exibem armas e falam os preços da cocaína e da maconha em voz alta.

Com a instalação das chamadas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) - postos policiais – nas comunidades, os criminosos foram obrigados a mudar a estratégia para vender drogas.

Policiais civis e militares ouvidos pela reportagem do R7 revelaram que o tráfico de drogas nas favelas pacificadas agora é feito de maneira mais discreta: os entorpecentes não ficam mais em banquinhas ou mesinhas; as chamadas bocas de fumo não têm seguranças armados, e o serviço é realizado por pessoas sem mandado de prisão, mulheres ou crianças.

É o que acontece hoje nos morros do Cantagalo e do Pavão-Pavãozinho, na Zona Sul. As comunidades foram ocupadas por uma UPP em dezembro passado. Policiais militares identificaram ao menos seis bocas de fumo em funcionamento – todas sem armas.

Um dos pontos fica no chamado Setor, no Cantagalo. Investigações indicam que, ali, uma mulher obriga três filhas menores de idade a vender drogas. De forma discreta, elas escondem as drogas nas roupas íntimas e circulam pela favela a procura de criminosos. A comunicação é feita por celulares e não mais por radiotransmissores barulhentos.

O uso de menores de idade por traficantes de favelas pacificadas já havia sido comprovado, em janeiro passado, quando três adolescentes, entre 13 e 15 anos, foram presas por suspeita de venda drogas em sacos de biscoito no Pavão-Pavãozinho. Outros pontos de venda de drogas dessas comunidades ficam na chamada Caixa D’Água, no Cantagalo, e na 5ª Estação, Farmácia e Sarafin, no Pavão-Pavãozinho.

Nesses lugares, os traficantes ficam parados e os clientes chegam e pedem a droga. Dependendo do pedido, os criminosos vão até uma casa buscar o entorpecente. Muitos, no entanto, carregam pequenas quantidades como, por exemplo, dez trouxinhas de maconha, para a venda ser imediata. Um policial que preferiu não se identificar conta que a estratégia mudou: a droga fica escondida com o traficante, não é mais colocada em mesinhas, como antigamente.

Mototáxi
Outra boca mapeada pelos policiais funciona na ladeira Saint Romain, na subida do Pavão-Pavãozinho. Nesse ponto, os policiais investigam suposta atuação de mototaxistas na venda de drogas. Policiais militares calculam que pelo menos 40 pessoas estariam trabalhando para o tráfico no Pavão-Pavãozinho e no Cantagalo.

O grupo, dizem os policiais, responde a um criminoso escondido no complexo de favelas da Penha, na zona norte, desde a ocupação das comunidades pelo posto policial. Os policiais acreditam que, pelo menos, 30 fuzis ainda estejam nos morros, enterrados ou guardados em casas de parentes dos bandidos.

A atuação do tráfico nas duas comunidades após a instalação da UPP está sendo mapeada pelas polícias Civil e Militar, que deverão em breve realizar operação para prender os suspeitos. A proposta sobre as UPPs, apresentada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado, é de que os postos não objetivem acabar com o tráfico, mas sim com a "ditadura" dos traficantes armados com fuzis.

Tiros, protesto de moradores e uma prisão na Favela do Pavão-Pavãozinho, em Copacabana

Publicada em 08/02/2010 às 08h56m

Gabriel Mascarenhas - O Globo

Dois episódios distintos - o encerramento de uma festa na rua e a prisão de um suspeito - terminaram em protestos e tiros na Favela do Pavão-Pavãozinho, área ocupada pela Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), em Copacabana, na Zona Sul do Rio, na madrugada desta segunda-feira. Moradores lançaram uma bomba caseira contra os policiais e atearam fogo em objetos para bloquear uma rua. Parentes de um homem detido acusaram os policiais de agressão.

A primeira confusão começou por volta de 1h, quando PMs da UPP determinaram o encerramento de uma pequena festa na Estrada do Cantagalo, no alto da comunidade. Inconformados com a ordem para desligar o som, moradores atearam fogo em caixotes de madeira e pedaços de plástico e bloquearam a via, localizada na divisa entre as favelas do Pavãozinho e Cantagalo. Os policiais disparam tiros para o alto, depois que uma bomba artesanal foi atirada pelos manifestantes. Ninguém foi preso.

Momentos depois, no mesmo local, outro incidente. Ewerton Bemvindo, de 22 anos, acabou detido, segundo os policiais, em atitude suspeita. Ele saiu correndo, ao ouvir a ordem dos PMs para que parasse. O rapaz trabalha num trailer no Cantagalo e está em liberdade condicional, depois de permanecer preso um ano e oito meses por roubo. Ele alegou ter fugido porque ficou assustado com a abordagem dos agentes. Nada foi encontrado com o suspeito. Ele foi liberado e responderá por desacato a autoridade.

Em consequência dos episódios, duas patrulhas do 19º BPM (Copacabana) reforçaram o policiamento na Rua Sá Ferreira, um dos acessos ao morro, até a manhã desta segunda. O comandante da UPP do Pavão-Pavãozinho-Cantagalo, capitão Leonardo Nogueira, afirmou que nada de ilegal foi encontrado com o suspeito e que ele está em dia com a Justiça.

- O que houve foi um confusão generalizada, depois que os policiais pediram para que os moradores desligassem um aparelho de som e a detenção desse rapaz. Por conta do primeiro episódio, alguns moradores protestaram, jogando coquetéis molotov contra o policiais e queimando objetos no alto da favela - afirmou o comandante.

Sobre os tiros ouvidos por moradores, o capitão confirmou terem sido disparados em dois momentos: pelos policiais, durante a manifestação, e outros, cuja origem não foi identificada, quando o suspeito estava sendo conduzido à sede da UPP.

Parentes do homem preso acusaram os agentes da UPP de agressão. Na frente da delegacia, eles mostraram marcas no corpo, atribuídas a supostos socos, chutes e tapas dados pelos policiais. Dois deles registraram queixa contra os PMs.

Glória e Catete, abandonadas por Eduardo Paes, viram refúgio do crack

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Alô Eduardo Paes. Olha o que está ocorrendo em dois dos mais tradicionais bairros do Rio de Janeiro. Além dos travestis à noite, fazem parte do cenário degradante moradores de rua usando crack, jogados pelas calçadas, em plena luz do dia. Com as ocupações de outros morros, a cracolândia mudou-se para o Santo Amaro, no Catete.

Uma vergonha!


Leia abaixo a íntegra da reportagem do Jornal do Brasil


O novo refúgio do crack

A atenção dedicada pelas autoridades municipais e estaduais aos bairros de Copacabana, Ipanema e Leblon é motivo de inveja para moradores e comerciantes da Glória e do Catete, situados na mesma região da cidade, mas considerados por muitos o lado B da Zona Sul do Rio.

Os problemas enfrentados por esses dois bairros podem ser constatados com uma simples caminhada. Além do abandono de monumentos como a murada da Glória – tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) em 1983 – prostitutas, feiras ilegais e moradores de rua usando crack, bebendo ou jogados pelas calçadas também fazem parte do cenário degradante. Com as ocupações de vários morros da Zona Sul, usuários migraram, aumentando a frequência na cracolândia do Morro Santo Amaro, no Catete.

– A nossa vida não está fácil. Peço para clientes não comprarem fraldas para os pedintes. Sei que eles vão vender o produto para comprar crack – revela Geraldo Souza, 40, proprietário de uma farmácia.

Os problemas são confirmados por um jornaleiro da região que, no entanto, prefere não se identificar.

– Já presenciei brigas com facas no meio da rua. Os clientes deixaram de parar para comprar jornais ou revistas com medo de serem abordados pelos viciados – destaca.

Mesmo sendo proibida pela Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop), uma feira de antiguidades funciona diariamente nas calçadas da Rua da Glória, em frente ao Palácio São Joaquim. O presidente da Associação de Moradores do bairro, Mauro Vidal, diz que mulheres e idosos são os maiores alvos dos drogados.

– Não estamos reclamando de violência armada. O problema é que até menores estão cometendo delitos na nossa região devido ao consumo do crack. Eles atacam idosos ou mulheres que não sabem se defender – afirma.

A Igreja do Outeiro da Glória, tombada desde o ano de 1938 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), serve de residência e local de uso de drogas para moradores de rua. Alguns deles montam verdadeiras casas, com lonas nos acessos à igreja. A prostituição masculina é outro problema que incomoda os moradores.

– Tenho um bar na Rua Correia Dutra, no Catete, e moro na Glória. Quando passo na Rua Augusto Severo com a minha filha pequena, ela sempre pergunta o que são aquelas pessoas vestidas daquela forma – conta o comerciante Carlos Martins, 41 anos.

Uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), que já beneficia nove comunidades, parece ser o grande sonho de moradores.

– Se o governo olhasse com mais cuidado para os dois bairros, perceberia que uma UPP resolveria os problemas. A ocupação do Santo Amaro acabaria com o consumo de crack – analisa o coordenador jurídico Rafael Vilela, 33.

A Secretaria de Segurança informou que o Morro Santo Amaro está entre os 100 estudados para a implantação de UPPs, mas não confirmou se a favela será beneficiada ainda este ano, quando 40 comunidades devem receber o policiamento comunitário.

Prefeitura programa ações diárias nos bairros

Funcionários da Operação Bacana, realizada pela prefeitura nas ruas da Zona Sul do Rio, realizaram uma ação na semana passada nos dois bairros. Depois de visitar alguns pontos como o Outeiro da Glória, onde famílias inteiras foram localizadas morando em barracas, 34 pessoas acabaram conduzidas para abrigos municipais, entre elas 13 menores de idade.

De acordo com o coordenador da Operação Bacana, Marcelo Maywald, a partir de agora haverá uma intensificação nas ações.

– Atuaremos diariamente nessa região com aproximadamente 10 homens. Percebemos que o Catete e a Glória estavam mesmo precisando de uma atenção maior da nossa operação – analisou.

Enquanto desencadeava as operações na Rua Cândido Mendes, na Glória, muitos moradores se apresentavam ao coordenador das ações para reclamar da presença de usuários de crack dormindo e abordando pessoas nas ruas.

Num primeiro momento, serão realizadas ações em três turnos para conseguir combater também a prostituição.

– É uma questão mais complicada de se resolver. Não podemos prender pessoas pelo simples fato delas se prostituírem. Somente se acharmos alguém que esteja agenciando a prática sexual – lembrou.

Monumentos são os mais vandalizados da cidade

Responsável por cuidar dos monumentos do Rio, a Fundação Parques e Jardins prometeu uma atenção especial aos dois bairros. Segundo a diretora de monumentos e chafarizes, Vera Dias, a área é a mais prejudicada da cidade pelas ações de vandalismos.

– Naquela região da Glória e do Catete, há uma circulação muito grande de veículos, mas o número de pedestres é reduzido. Isso acaba facilitando a ação de quem depreda o patrimônio público – contou.

Sobre a murada da Glória, Vera Dias informou que a obra é feita de ferro fundido, material que possui um custo muito elevado. Ainda de acordo com ela, o trecho da construção que teve o parapeito danificado já está no orçamento municipal, mas ainda não existe a previsão de recolocação da obra.

Baixada no Catete e na Glória

Segundo dados da Secretaria Municipal de Assistência Social, pessoas se concentram nas ruas dos dois bairros pelos mais diversos motivos. Há ainda um significativo número de sem teto que migrou da Baixada Fluminense para as calçadas doa região. Segundo a pasta, o local possui uma distribuição considerável de comida e esmola, o que colabora para a concentração da população de rua nos passeios públicos.

O tenente-coronel Antônio Carballo, que na última quinta-feira assumiu o comando do 2º BPM (Botafogo) – responsável pelo policiamento nos bairros da Glória e do Catete – prometeu reforçar o efetivo naquela na área e combater as cracolândias existentes.

O novo comandante contou que precisa de alguns dias para poder fazer um diagnóstico completo dos principais problemas dos bairros

– Eu tenho que concentrar esforços para combater roubos de veículos e a transeuntes. Só não sabemos se as ações estão diretamente relacionadas com a questão das drogas ou com uma explosão da violência – afirma o tenente-coronel Antônio Carballo.

Segundo as últimas estatísticas apresentadas pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), houve aumento dos crimes de roubo a estabelecimento comercial e roubo a residência no comparativo do acumulado nos dois últimos anos nos bairros da Glória, Catete e Botafogo. Apesar disso, a Polícia Civil preferiu não comentar os números.

Horror dos horrores: agentes públicos drogam menores presos para evitar rebeliões

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A capacidade do ser humano de atingir cada vez mais a degradação parece, infelizmente, não ter limites.

É o que se constata lendo abaixo a reportagem do jornal O Dia, na qual se fica sabendo – horror dos horrores – que, para evitar rebeliões, agentes públicos distribuem crack – a mais terrível das drogas – a menores que deveriam receber tratamento contra o vício.

Isso ocorre nas celas do Departamento Geral de Ações socioeducativas.

A ‘terapia’ do crack
Menores relatam que, para evitar rebeliões, agentes distribuem pedras da droga em unidades do Degase


POR MAHOMED SAIGG

Rio - A dependência do crack — droga que causa a maior parte das internações de menores infratores no Rio — pode estar sendo alimentada justamente onde deveria ser tratada: nas celas do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase). As pedras da ‘droga da morte’, segundo relatos dos próprios internos, não circulam ali às escondidas, tampouco são vendidas aos adolescentes. Elas foram a ‘receita’ encontrada por grupo de agentes para acalmar os ânimos dos internos durante as frequentes crises de abstinência.

De acordo com o depoimento do adolescente M., 17 anos, ouvido por O DIA no Educandário Santo Expedito, em Bangu, a droga é distribuída pelos servidores rotineiramente. “Os funcionários sabem que somos viciados, e que se a gente ficar muito tempo sem crack vai arrumar tumulto na cadeia (sic). Todo mundo fica muito nervoso quando dá vontade de fumar e não tem (crack). Por isso eles dão umas pedras pra gente se acalmar”, revelou o garoto, que há três anos é dependente da droga.

O deputado Marcelo Freixo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, que também ouviu o depoimento de M., vai cobrar explicações da direção do Degase e da Secretaria Estadual de Educação. “Vamos exigir que identifiquem e afastem os agentes que estão distribuindo drogas. Isso leva os garotos para um caminho sem volta”, alertou.

O defensor público Carlos Benati também quer mudanças. “Nenhum projeto de ressocialização pode conviver com a tortura e a distribuição de drogas”, frisou.

Procurada pela reportagem do DIA, a direção do Degase informou que “alguns adolescentes que cumprem medida socioeducativa de internação podem receber, cumulativamente, a medida protetiva de tratamento ao uso de drogas”, e que todas as unidades do Degase possuem núcleos de saúde mental, com assistentes sociais, psicólogos, psiquiatras capacitados para atendimento especializado.

‘ACORDO’ COM INTERNOS

“Os funcionários que não sabem do esquema pensam que é a nossa família que traz as pedras. Eles nem imaginam que são os próprios colegas deles que fortalecem a gente. É como se fosse um acordo que a gente fechou: eles conseguem crack pra gente e ninguém tumultua a cadeia”, explicou outro menor, que experimentou o crack e se viciou dentro do Educandário Santo Expedito.

Mais em:

http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2009/12/a_terapia_do_crack_54750.html

Polícia Militar de Cabral volta a usar programa de prevenção ao uso de drogas condenado por especialistas

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A falta de uma política inteligente de prevenção ao uso de drogas e de segurança pública chega ao absurdo agora com a notícia publicada hoje no Jornal do Brasil.

A coluna da jornalista Anna Ramalho traz uma denúncia de que o Estado do Rio voltará a usar um programa de prevenção ao uso de drogas da PM, que teve parecer negativo da própria Secretaria Nacional Antidrogas, e é condenado por especialistas.


Vergonhoso!