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Cabral paga por ar condicionado desligado na Rede Estadual de Ensino

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O inferno astral do Rio de Janeiro na gestão Cabral parece não ter fim. Agora que o verão mais quente dos últimos tempos acabou, descobre-se que foram comprados aparelhos de ar-condicionado para as escola estaduais que não foram usados.

Apesar disso, o estado continua pagando pelos aparelhos que estão desligados. Um vexame.

A denúncia é do jornal Extra. Leiam abaixo e mais em:

http://extra.globo.com/geral/casosdecidade/#276234

Desperdício na educação
Estado paga por ar condicionado desligado em salas de aula do Rio

O Estado vem desperdiçando dinheiro num dos projetos mais importantes da sua pasta de Educação: o de climatização das salas de aula. No começo deste mês, o governo recebeu uma fatura — da empresa com quem tem contrato — pelo aluguel relativo ao mês de fevereiro de 14 mil aparelhos de ar-condicionado.

Esse é o total de equipamentos que estão afixados nas paredes das salas. Porém, só 6 mil já puderam ser ligados por professores e alunos. Os demais 8 mil estão sem funcionar há períodos que, segundo a Secretaria estadual de Educação, chegam a um mês, aguardando o aumento de carga elétrica das escolas

Horror dos horrores: agentes públicos drogam menores presos para evitar rebeliões

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A capacidade do ser humano de atingir cada vez mais a degradação parece, infelizmente, não ter limites.

É o que se constata lendo abaixo a reportagem do jornal O Dia, na qual se fica sabendo – horror dos horrores – que, para evitar rebeliões, agentes públicos distribuem crack – a mais terrível das drogas – a menores que deveriam receber tratamento contra o vício.

Isso ocorre nas celas do Departamento Geral de Ações socioeducativas.

A ‘terapia’ do crack
Menores relatam que, para evitar rebeliões, agentes distribuem pedras da droga em unidades do Degase


POR MAHOMED SAIGG

Rio - A dependência do crack — droga que causa a maior parte das internações de menores infratores no Rio — pode estar sendo alimentada justamente onde deveria ser tratada: nas celas do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase). As pedras da ‘droga da morte’, segundo relatos dos próprios internos, não circulam ali às escondidas, tampouco são vendidas aos adolescentes. Elas foram a ‘receita’ encontrada por grupo de agentes para acalmar os ânimos dos internos durante as frequentes crises de abstinência.

De acordo com o depoimento do adolescente M., 17 anos, ouvido por O DIA no Educandário Santo Expedito, em Bangu, a droga é distribuída pelos servidores rotineiramente. “Os funcionários sabem que somos viciados, e que se a gente ficar muito tempo sem crack vai arrumar tumulto na cadeia (sic). Todo mundo fica muito nervoso quando dá vontade de fumar e não tem (crack). Por isso eles dão umas pedras pra gente se acalmar”, revelou o garoto, que há três anos é dependente da droga.

O deputado Marcelo Freixo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, que também ouviu o depoimento de M., vai cobrar explicações da direção do Degase e da Secretaria Estadual de Educação. “Vamos exigir que identifiquem e afastem os agentes que estão distribuindo drogas. Isso leva os garotos para um caminho sem volta”, alertou.

O defensor público Carlos Benati também quer mudanças. “Nenhum projeto de ressocialização pode conviver com a tortura e a distribuição de drogas”, frisou.

Procurada pela reportagem do DIA, a direção do Degase informou que “alguns adolescentes que cumprem medida socioeducativa de internação podem receber, cumulativamente, a medida protetiva de tratamento ao uso de drogas”, e que todas as unidades do Degase possuem núcleos de saúde mental, com assistentes sociais, psicólogos, psiquiatras capacitados para atendimento especializado.

‘ACORDO’ COM INTERNOS

“Os funcionários que não sabem do esquema pensam que é a nossa família que traz as pedras. Eles nem imaginam que são os próprios colegas deles que fortalecem a gente. É como se fosse um acordo que a gente fechou: eles conseguem crack pra gente e ninguém tumultua a cadeia”, explicou outro menor, que experimentou o crack e se viciou dentro do Educandário Santo Expedito.

Mais em:

http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2009/12/a_terapia_do_crack_54750.html