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Depois dos fogos da inauguração, a volta à realidade: UPA de São Gonçalo não tem médicos

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Passada a festa do (des) governador Sérgio Cabral em São Gonçalo, junto com o presidente Lula e o prefeito-nuvem Lindberg Farias, eis que a realidade voltou à UPA recém-inaugurada por Cabral.

Um dia depois da inauguração, a UPA de São Gonçalo começou a funcionar sem médicos. Inacreditável!

Leia abaixo a nota publicada na coluna Extra, Extra, do jornal Extra.

Jornal O Estado de SP concluiu que a UPA é Unidade Precária de Atendimento

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O jornal O Estado de São Paulo revela que a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) é de fato Unidade Precária de Atendimento. Leiam abaixo:

A pesquisadora Lígia Bahia, do Laboratório de Economia Política da Saúde (Leps) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, considera que a UPA não atende às grandes emergências nem presta atendimento continuado, mas que funciona politicamente.

"É uma marca de governo que vai ser muito explorada nas eleições", afirma.

"É uma solução improvisada e que não soluciona o principal problema da saúde no Rio", que é a falta de atendimento continuado para doenças crônicas.

Para Lígia, o modelo das UPAs - em que a maioria dos profissionais é do Corpo de Bombeiros e os exames são feitos em parceria com laboratórios privados - vai contra os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS).

"Nos perguntamos como Temporão, um defensor ardoroso do SUS, pode concordar com a UPA, que é um anti-SUS", questionou.


Esse blog responde: Temporão está no ministério a pedido de Cabral. Logo..

Médicos denunciam propaganda enganosa de Cabral na saúde

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Nem os milhões que Cabral despeja em publicidade oficial na imprensa encobre a realidade. É o que demonstra o artigo do presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze, publicado hoje no Jornal do Brasil.


Leiam abaixo a íntegra do artigo.

Propaganda enganosa

Jorge Darze, Jornal do Brasil

RIO - É impressionante a campanha publicitária que o governo do estado veicula diariamente nos principais meios de comunicação e nos outdoors espalhados pela cidade com o intuito de vender uma imagem exitosa na gestão da saúde pública do Rio de Janeiro. São cômicos e trágicos os anúncios que falam em “milhões” de atendimentos realizados e “milhares” de exames na área da imagem, inclusive o que mostra um caminhão com um tomógrafo móvel anunciando que o governo vai disponibilizar o equipamento para as populações de várias regiões. Tudo isso, evidentemente, custeado por muito dinheiro retirado de verbas destinadas a assistência da população. É claro que a campanha objetiva minimizar os efeitos da grave crise da saúde pública, que tem abalado o apoio popular ao atual governo, mas ao mesmo tempo demonstra uma total incapacidade de gerir o sistema.

Entrando no quarto ano de mandato do atual governo, continuamos a conviver com as mesmas mazelas divulgadas pela imprensa anteriormente. Com um salário que tem vencimento básico de R$ 151, os médicos do Rio de Janeiro recebem o mesmo valor no contracheque mensal dos últimos 13 anos, o que tem levado a uma grande evasão na área. Até hoje o governo não quis implantar a nossa carreira, aprovada em lei em 2002: uma flagrante violação constitucional. Gritamos, denunciamos, esperneamos através de manifestações e ações jurídicas, mas nada mudou. Inclusive as velhas cooperativas, típicas fraudes ao contrato de trabalho segundo o Ministério Público, continuam sendo contratadas e hoje sustentam uma política salarial discriminatória em que algumas poucas especialidades recebem remunerações correspondentes a quatro vezes mais do que se paga ao médico concursado.

A propaganda diz que são milhões as consultas e milhares os procedimentos realizados. E a qualidade? Ninguém fala dela, que é a questão central, geradora da insatisfação da nossa população. As UPAs, que têm sido o carro-chefe da propaganda governamental, como projeto de assistência à saúde pública, além de muito caras, estão longe de representar a solução do caos atual. Hoje, essas unidades vivem superlotadas, com tempo médio de espera de quatro a cinco horas por atendimento, com déficit enorme de médicos e pacientes internados com longa permanência, o que descaracteriza o seu papel anunciado.

Outro fato que contraria a propaganda oficial pode ser exemplificado pela visita recente realizada ao Hospital Estadual Getulio Vargas por nós, acompanhados pelo deputado Paulo Ramos (PDT), membro da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Nos espaços que deveriam comportar no máximo 16 pacientes, encontramos mais de 40 macas espalhadas de tal maneira que um paciente ficava quase sobre o outro. Lá, além da grande quantidade de moscas, o forte mau cheiro demonstrava total falta de higiene e de dignidade com o ser humano.

Ao verificar os prontuários de alguns pacientes, constatamos que as visitas médicas obedeciam ao grave déficit de médicos clínicos, o que já foi denunciado por nós. Muitos desses pacientes estavam sem assistência há mais de quatro dias. A sala onde são internados os pacientes graves e que tinha entre eles muitos que deveriam estar num CTI, não tem médicos escalados para permanecer as 24 horas do dia como manda a lei.

Por volta da meia-noite, um homem foi trazido por uma ambulância do Samu com um oficial bombeiro que relatou ao chefe do plantão que o paciente tinha anemia e provavelmente necessitaria de uma transfusão sanguínea. O responsável pela equipe do hospital, médico civil, informou que o seu estoque de sangue era mínimo, contendo algumas poucas bolsas destinadas a casos mais graves como baleados e vítimas de atropelamentos, que poderiam correr o risco de morrer se faltasse sangue.

Foi quando uma carteirada foi dada através de ordem militar determinando que o paciente ficasse mesmo assim, demonstrando que a militarização da saúde se sobrepõe às boas regras do exercício ético-profissional. Aliás, este não será o primeiro nem o último episódio relatado por médicos de outras equipes de hospitais que têm passado por este constrangimento, onde o determinante é internar o paciente de qualquer maneira, sem se preocupar com o atendimento que ele receberá. As ameaças de prisão tornaram-se uma rotina e uma preocupação para os médicos civis do Rio.

Longe de nós querer atribuir àquela corporação militar a responsabilidade por esses desatinos. Não se pode ignorar o excelente trabalho realizado diariamente pelo grupo do GSE além dos atendimentos externos, com a importante redução da mortalidade dos acidentados e baleados face ao pronto atendimento competente. Na verdade, os médicos civis e militares são vítimas do mesmo sistema, que joga em suas costas a responsabilidade de administrar uma crise que não é da sua competência e nem gerada por eles.

Para estarrecer ainda mais, a Resolução nº 187, de 19 de outubro de 2009, retira do Fundo Estadual de Saúde R$ 10 milhões para gastos com publicidade. Além de coincidir com período pré-eleitoral e de não ter tido a aprovação do Conselho Estadual de Saúde, trata-se de uma flagrante violação da legislação do SUS, que vincula os recursos do Fundo às ações em saúde. A dor e o sofrimento do nosso povo e o desrespeito aos médicos são realidades que falam mais alto.

Jorge Darze é presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro.

Falta de estrutura de UPA de Cabral faz família desistir de doar órgãos

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A falta de um neurologista em uma UPA de Cabral na Zona Oeste do Rio fez com que a família de Eunice Pereira, de 41 anos, passasse por um calvário para constatar a morte cerebral dela, o que acabou inviabilizando a doação de órgãos da paciente. A demora no diagnóstico foi de mais de 20 horas.

Eunice morreu, no sábado, de parada cardiorrespiratória na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Campo Grande. O médico constatou a morte, mas o Rio Transplante - que coordena a doação de órgãos no estado - exige que o óbito seja confirmado por um neurologista, com o uso de um tomógrafo.

De acordo com parentes de Eunice, após a morte dela, às 18h de sábado, o médico da unidade sugeriu a doação dos órgãos. A família concordou, mas a equipe do Rio Transplante não apareceu. Às 11h de ontem, os médicos ainda aguardavam a chegada de um neurologista para constatar a morte encefálica. Um médico contou que o problema começou quando, ao ligar para o órgão, uma enfermeira exigiu que antes fosse feita uma tomografia:
Sobrinha de Eunice, Elaine Pereira contou que um parente passou a noite na UPA para assinar os papéis da doação:
- Foi muita confusão. A começar pelo médico da UPA, que chamou o pessoal do transplante sem antes fazer os procedimentos necessários.

Leiam abaixo também artigo do presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro ressaltando que os médicos também são vítimas da bagunça na saúde pública.

Os médicos também são vítimas
Luís Fernando Moraes , Jornal do Brasil

RIO - É consenso que todos nós, médicos ou não, estamos cada vez mais expostos à crescente violência que atinge as principais cidades do país. Não há mais o local ermo ou o horário crítico para se evitar a fim de não correr riscos desnecessários. Esta nova dinâmica também repercutiu nas unidades de saúde do Estado do Rio de Janeiro. Se a atuação dos médicos era antes respeitada pelos criminosos, hoje eles são reféns em potencial. Não faltam relatos de sequestros de ambulâncias e de profissionais para atendimento de feridos em confrontos, de invasões a hospitais para execução de rivais ou de resgates de pacientes custodiados feitos por bandidos fortemente armados.

Nos últimos anos, uma série de episódios de violência contra médicos e hospitais dominou o noticiário. As balas perdidas atingem com tanta frequência os hospitais próximos a áreas de conflito – como o Bonsucesso, o Andaraí e o Getúlio Vargas – que surgiram boatos de que algumas unidades seriam blindadas pelo Ministério da Saúde.

Há quase um ano, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro – Cremerj - denunciou às autoridades que traficantes praticavam atos de violência dentro do Hospital Orêncio de Freitas, em Niterói. Aterrorizados, médicos, funcionários e pacientes denunciavam que traficantes circulavam livremente pela unidade e cometiam sequestros-relâmpagos e assaltos no estacionamento, nos corredores e até na cozinha do hospital, que é considerado referência na formação de cirurgiões.

Medidas extremas já foram tomadas por conta da guerra urbana. A violência forçou a desativação do Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião, que ficava no Caju, por exemplo. Desde o seu fechamento em 2008, o Rio não conta com um hospital referência em tratamento de doenças infecciosas. Isto mostra que a maior prejudicada pela violência e pela falta de presença do Estado é a própria população.

Nos deslocamentos para os plantões, muitas vezes em horários de pouco movimento nas ruas, os médicos correm riscos. Um dos casos mais recentes é o do pediatra que foi baleado ao sofrer tentativa de sequestro-relâmpago, quando saída do plantão na UPA de Belford Roxo. Trabalhar diretamente com o público também é complicado. Ameaças de morte para forçar atendimento também são rotineiras nas emergências superlotadas.

Médicos peritos também reclamam da violência a que estão expostos nas unidades da Previdência Social. São constantes os casos de agressão por parte dos pacientes insatisfeitos, que querem manter a licença médica a qualquer custo. Cadeiras e mesas dos consultórios foram pregadas no chão para evitar que sejam usadas como armas.
Por conta desta total falta de segurança, reduz a cada ano o número de jovens médicos que aderem às chamadas para integrar equipes na linha de frente - serviços de urgência e emergência - de unidades de saúde localizadas em áreas mais críticas. Esta evasão, a médio prazo, será refletida na dificuldade de formar equipes na rede pública de saúde. E quem vai sofrer de imediato é a comunidade, já vítima do descaso das autoridades.
Esta atitude dos médicos é uma medida de autodefesa. Não se pode condenar um cidadão que abre mão da possibilidade de salvar vidas, para proteger a sua integridade física. É do Estado a obrigação de investir em ações para conter a violência, além de preservar e proteger as unidades de saúde. Os profissionais que atuam nestas unidades precisam de garantias para prosseguir com seu trabalho com tranquilidade.

Não podemos ser reféns deste sistema que expõe o médico e o isola em supostas “zonas de segurança” bem afastadas das pessoas que mais precisam de atendimento e acompanhamento na saúde pública. Somente uma mudança de paradigma, com investimento em saúde básica, em educação e em esportes, poderá modificar o status quo. É preciso acenar para a população com a possibilidade de ascensão e de inclusão social e não apenas repressão policial.

Luís Fernando Moraes é presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro – Cremerj.
Leiam abaixo a bronca da coluna Informe do Dia para o descaso do Samu no atendimento a uma mulher em Sepetiba, que morreu devido a falta de uma ambulância para socorrê-la.


O caos das UPAs de Cabral que o comercial da televisão ignorou

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Nas UPAs ("Unidades Precárias de Atendimento") mostradas na reportagem do Jornal do Brasil ninguém da equipe de publicidade apareceu para filmar. Diferentemente do comercial do Governo do Estado, onde aparece uma UPA perfeita, com médicos e atendimentos.

Segundo informou o ex-governador Garotinho na semana passada, ele recebeu uma denúncia de uma ouvinte do programa que denunciou que o comercial da UPA da televisão foi produzida por atores e o que foi mostrado não condiz com a realidades (http://amigosdogarotinho.blogspot.com/2009/11/ouvinte-denuncia-propaganda-enganosa-de.html).

Apontadas pelo governo estadual como a solução para a crise dos hospitais públicos do Rio de Janeiro, algumas Unidades de Pronto Atendimento 24h (UPAs) não garantem assistência médica em todas as especialidades anunciadas no site da Secretaria Estadual de Saúde. É o caso do tratamento ortopédico, por exemplo.

Onde não faltam médicos, a espera por um atendimento pode chegar a cinco horas. No bairro de Campo Grande (Zona Oeste), existem duas UPAs e em nenhuma delas havia pediatra ontem. Quem chegou com criança foi encaminhado para o Hospital Estadual Rocha Faria, no mesmo bairro.
Mas o pior quadro encontrado pela reportagem foi na UPA de Irajá (Zona Norte), onde também não havia pediatra. O clima era de nervosismo e pacientes acusavam médicos até de dormir durante os plantões. Um funcionário informou que apenas dois clínicos gerais estavam atendendo ontem.
Não espere um atendimento nas 22 UPAs do estado do Rio de Janeiro caso você precise de ortopedista. Apesar de o site da Secretaria Estadual de Saúde informar que as unidades prestam o serviço, isso não acontece mais por falta de especialistas.

Leitora sabe que as UPAs foram feitas para “inglês ver”

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Leitora de O Globo faz um um triste retrato do que o Rio precisa fazer para sediar a Copa do Mundo e a s Olimpíada.

Um exemplo: “um outro ponto a ser abordado são as UPAS 24h. Quem as conhece sabem que são estruturas "para inglês ver". Carecem de médicos e aparelhagem adequada para diagnósticos mais precisos.

“Ao invés de criar UPAS, o governo podia ter investido esse dinheiro em seus hospitais, que estão "jogados às traças" com carência de médicos e materiais para exames. Tem hospital com falta de gaze e xilocaína, Materiais básicos para curativos e exames como endoscopia gástrica.”

Leiam abaixo:

'O Rio terá que fazer um milagre para 2016'
Artigo da leitora Shirlei Amaro Avena Weisz

O Rio de Janeiro vai sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Nesse ponto, parabéns para ele. Acontece que muitas localidades da Cidade Maravilhosa viraram "terra de malboro", onde o bangue-bangue rola solto, como na época do faroeste. Sepetiba, que muitos nem sabem que é bairro antigo do Rio de Janeiro, é um exemplo. Está abandonado pelo poder público, assim como Campo Grande, Ramos, Olaria, Penha, Engenho Novo e Engenho de Dentro, só para citar alguns dentre tantos que carecem da intervenção do poder público carioca em diversos setores. O principal? A segurança. Quem é obrigado a passar por esses bairros passa com medo de ser vítima de assalto ou bala perdida. Aliás, esta última é o maior medo do carioca.

Trazer grandes eventos para o Rio é válido, no sentido que será dado à cidade dinheiro para investir na infraestrutura dos eventos. Melhorando estádios de futebol e outros lugares onde se pratica esportes na cidade, que serão sedes dos eventos realizados por aqui. Mas de nada adianta trazer eventos de grande porte como a Copa e as Olimpíadas sem investir na segurança, não só da Zona Sul (a mais abastada carioca), mas também em toda a cidade do Rio de Janeiro.

Além disso, não é possível continuarmos sendo vítimas de "bandidos fardados" como o foi o coordenador do AfroReggae que teve seus pertences roubados por policiais, que liberaram os meliantes que atiraram nele e o deixaram agonizando por quase 50 minutos na calçada!

Temos que começar a mudar todo o sistema penitenciário, porque não é possível que aqui fora presos sejam comandados por bandidos que estão encarcerados em prisões de segurança máxima.

Além disso, o Rio carece de investimento em educação, saúde e empregos. Precisamos aumentar o número de vagas de empregos, especialmente para aquelas pessoas mais qualificadas. Não é admissível que pessoas com doutorado e mestrado precisem se inscrever para um concurso para gari!

Isso é uma prova de que a cidade carece de vagas de trabalho para esses indivíduos ou, o que é pior, o Rio está com um sistema de ensino fraco, onde pessoas com pouco preparo conseguem cursar mestrado e doutorado em algumas instituições de ensino de qualidade duvidosa.

Um outro ponto a ser abordado são as UPAS 24h. Quem as conhece sabem que são estruturas "para Inglês ver". Carecem de médicos e aparelhagem adequada para diagnósticos mais precisos. Ao invés de criar UPAS, o governo podia ter investido esse dinheiro em seus hospitais, que estão "jogados às traças" com carência de médicos e materiais para exames. Tem hospital com falta de gaze e xilocaína, Materiais básicos para curativos e exames como endoscopia gástrica.

Para que o Rio de Janeiro não passe vergonha diante do mundo, que estará de olho em tais eventos, é preciso bem mais do que combater o tráfico nas favelas, e sabem por quê? Você combate os bandidos que se escondem nas favelas e eles começam a descer para o asfalto, a atacar no asfalto, assaltando, achacando, matando, fazendo arrastão em túneis, e isso é só algumas das coisas que eles são capazes de fazer.

Nossas leis são coniventes com esse sistema marginal, no momento em que dá indulto de Natal para traficante, ou pior, indulto de Dia das Mães para bandido que nem mãe tem! Esses bandidos voltam às ruas e pregam o horror. Se voltam para cadeia? Só se for em sonho! É claro que eles não voltarão para um lugar superlotado, imundo e com alimentação péssima, como mostram muitas ONGS de direitos humanos que alertam para o problema carcerário no Brasil.

O Rio de Janeiro terá que fazer um milagre para sediar eventos da magnitude que são a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 sem que ocorram incidentes capazes de sujar o nome de nossa cidade em todo o planeta.

Médicos das UPAs de Cabral terão que provar que trabalham

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Por essa os médicos das Unidades Precárias de Atendimento não esperavam. Leiam abaixo o que saiu na coluna de Anna Ramalho, no Jornal do Brasil

Olho vivo
O deputado estadual Caetano Amado (PR) apresentou projeto que, se aprovado, deixará os médicos da UPAs de Cabral ("Unidades Precárias de Atendimento") de cabelos em pé. Em local visível, as unidades terão de informar os plantonistas, horário de chegada e saída.

Pacientes reclamam de demora e falta de médicos na UPA ("Unidade Precária de Atendimento") da Tijuca

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Na segunda-feira (24), a produção do Bom Dia Rio recebeu vários telefonemas de pacientes reclamando do atendimento na "Unidade Precária de Atendimento" da Tijuca, de Sérgio Cabral.

Leia abaixo:

O protocolo de atendimento assinado pela médica é bem claro: a ajudante de cozinha Jaqueline Pinheiro chegou à UPA da Tijuca às 10h e só saiu depois das 21h30.

“É absurdo. Estou com fome, sem café da manhã. Só fui atendida, porque fui reclamar com a medica e ela me atendeu. Agora, estou saindo para ir embora”, reclama a jovem.

Com problemas de visão, a operadora de telemarketing Márcia Cordeiro esperou sete horas pela consulta. “É péssimo. Foram sete horas para um atendimento e, no final das contas, não tem o especialista que eu preciso”, conta.

A auxiliar administrativa Carla da Silva disse que o noivo dela já esperava há mais de quatro horas para ser atendido, mesmo com pouco movimento na unidade.

“Tem aproximadamente de 15 a 20 pessoas lá dentro. Não tem gente. Dá para ter o atendimento, só que está demorando muito. A atendente não explicou porque está demorando tanto. Ela só falou que a demanda hoje está atípica e que só tem três médicos atendendo”, revela.
Os pacientes que reclamaram do atendimento disseram que a demora foi provocada pela falta de médicos. Segundo eles, pelo menos dois profissionais de saúde não vieram trabalhar nesta segunda-feira (24).

“A situação aqui é calamitosa. É médico que deveria estar e não está, é médico que não espera rendição e vai embora”, declara o taxista João Severino.

“É a segunda vez que eu venho aqui e não ser atendida”, afirma a doméstica Giselda Mesquita. Com problema de coração, a jornalista Camila Donato não aguentou esperar mais, depois de três horas na fila. “Eu vou embora e tentar arrumar dinheiro emprestado. É uma falta de respeito com o cidadão”, declara.

A Secretaria Estadual de Saúde reconheceu que a demora no atendimento aconteceu, porque dois dos cinco médicos que formam a equipe de plantão faltaram nessa segunda-feira. São profissionais cooperativados, que vão ser desligados da secretaria por não terem avisado a falta com antecedência.

ASSISTA AQUI A REPORTAGEM DO BOM DIA RIO

Há coisas que só acontecem (para pior) no governo Cabral

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Há coisas que acontecem no (des) governo de Cabral que beiram o surreal. É o caso da médica dominicana presa no fim de semana por dar plantão em uma da UPAs (Unidade “Precária” de Atendimento)

A médica, se é que é mesmo, dava plantão usando cópias dos documentos de uma outra médica, essa brasileira.

E ninguém desconfiou de nada. Nem do sotaque????