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Prefeitura de Niterói construiu museu em área de risco

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Fazer construções em encostas é sempre um perigo. Achava-se que o risco atingia principalmente as favelas, erguidas sem que o poder público tomasse qualquer providência.

Lendo a Folha de SP fica-se sabendo, agora, que a prefeitura de Niterói não só não evitou as favelas como ela mesma, a prefeitura, resolveu construir um anexo do Museu do Niemayer numa encosta, que ameaça desabar.

Leiam abaixo:


Niterói tem 130 pontos com risco de desabamento

BRUNA FANTTI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO

A Prefeitura de Niterói, cidade mais atingida pelos temporais da semana passada no Rio, anunciou que há 130 pontos de deslizamento iminente, principalmente nos bairros de Santa Bárbara e Caramujo. O levantamento foi realizado pela Defesa Civil do município.

Aproximadamente mil pessoas que moram nessas regiões serão removidas. Com isso, sobe para 7.000 o número de desalojados (pessoas que foram para abrigos ou casas de parentes) em Niterói. Os deslizamentos ocorridos na cidade provocaram a morte de 166 pessoas, 43 delas no morro do Bumba.

No Estado, até o início da noite de ontem eram 251 mortos.

Na noite de ontem, cerca de 500 moradores desalojados do morro do Bumba fizeram uma caminhada em homenagem às vítimas. Vestidos de preto e segurando velas, eles fincaram uma cruz branca no alto do morro, com a ajuda dos bombeiros, que continuam no local à procura de mais corpos.

O ato também foi acompanhado de um protesto cobrando das autoridades um cronograma para o início das obras de casas populares e do recebimento do aluguel social. De acordo com a Prefeitura de Niterói, para receber o benefício as famílias precisam ter primeiro o auto de interdição.

Esse documento é encaminhado pela prefeitura à Secretaria da Habitação, que por fim repassa o pagamento do aluguel social, no valor de R$ 400. Já o início das obras das casas populares está previsto para o segundo semestre, mas sem data definida de entrega.

Garotinho prova que Cabral e Paes estão fazendo demagogia em cima da dor dos flagelados

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O ex-governador Anthony Garotinho desfaz a farsa demagógica de Sérgio Cabral e Eduardo Paes que estão inaugurando até maquete de obra como se fossem casas populares a serem entregues às vítimas das chuvas.

Cabral: Demagogia e marketing em cima da desgraça da população
A visita ontem, do governador Sérgio Cabral com Eduardo Paes à tiracolo, ao terreno do antigo complexo penitenciário de Frei Caneca não passou de mais uma jogada de marketing, para tentar iludir a população. Cabral quer agora, convencer as pessoas, que depois de tanta omissão e descaso, está agindo e fazendo a sua parte para aliviar o sofrimento de quem perdeu tudo na tragédia da chuva.


Leiam mais no blog do ex-governador

http://www.blogdogarotinho.com.br/

Eduardo Paes e Sérgio Cabral continuam enrolando a população que mais sofre

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Esse blog infelizmente estava certo ao avaliar, na semana passada, que Eduardo Paes e Sérgio Cabral estavam tentando enganar a população ao anunciarem milhares de investimentos, sem que, antes, tenham feito qualquer planejamento:

Primeiro, a dupla anunciou que precisava de R$ 200 a R$ 370 milhões. Agora, já falam em R$ 1 bilhão.

Como não explicavam - e não explicam - para investir no quê, denunciamos que era conversa de político e, na ocasião, perguntamos:

Cabral e Eduardo Paes pedem milhões para recuperar o Rio. Por que não pediram antes para evitar a tragédia?

É impressionante como alguns governantes parecem mágicos a tirar da cartola números para iludir a platéia.


É o que está acontecendo no Rio de Janeiro. Em seguida a tragédia, o prefeito, o governador e autoridades federais afirmam que serão necessários de R$ 200 a R$ 370 milhões para evitar novas tragédias na cidade.

Que números são esses? De onde tiraram esses valores? Por que não R$ 1 bilhão? Ou um R$ 1 trilhão? Onde esse dinheiro será aplicado? Sabiam que eram necessárias essas verbas e essas obras e não fizeram nada?

Por que não se correu atrás dessa verba antes do dilúvio? Fica-se sabendo também que o Rio foi o Estado da Federação que menos recebeu verbas para se evitar enchentes.

Já a Bahia, que não tem tantos problemas de topografia, foi a campeã de recebimentos de verbas federais.A explicação do então ministro Geddel Viera Lima, não por acaso baiano e não por acaso candidato ao governo da Bahia, nem pode ser contestada.

Ele afirmou textualmente:“A Bahia recebeu mais recursos porque apresentou projetos”.Ou seja, somos obrigados a acreditar que não é porque ele é baiano e candidato ao governo da Bahia, que seu estado recebeu mais recursos.

É porque o seu estado trabalhou pelos recursos. Ou seja, o Rio não fez nada, não correu atrás das verbas federais para proteger os seus cidadãos.

Depois da tragédia, ainda somos obrigados a ouvir um deboche desses e constatar, como sempre, que Sérgio Cabral e Eduardo Paes só vão a Brasília para coquetéis.

Paes ainda avisa que vão aparecer os “demagogos de plantão”. Falou olhando no espelho....

Projeto de revitalização das áres atingidas pelas enchentes “boia” na mesa de Cabral

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Deu na coluna do Cláudio Humberto:

Sanciona, Cabral

A Assembleia do Rio de Janeiro aprovou, mês passado, o Programa de Revitalização e o Fundo de Desenvolvimento das áreas atingidas por enchentes, e o projeto “boia’ na gaveta do governador Sérgio Cabral.

Enchentes: dinheiro há, mas Paes e Cabral preferem usá-lo em publicidade oficial

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O influente colunista Elio Gaspari mostra com dados da prefeitura do Rio e do governo do estado que há dinheiro para a resolver os problemas de enchentes da Praça da Bandeira.

Só que Eduardo Paes e Sérgio Cabral preferem usar o dinheiro em publicidade oficial, na qual mostram as “maravilhas” que fizeram pela capital e pelo Rio de Janeiro.

Dinheiro, há

O prefeito Eduardo Paes pediu R$ 270 milhões ao governo federal para acabar com o alagamento da Praça da Bandeira.

Faria melhor destinando à prevenção de enchentes os R$ 120 milhões que separou para gastar em publicidade.

Depois, pediria ao governador Sérgio Cabral que lhe desse R$ 150 milhões do ervanário de R$ 180 milhões que pretende encharcar em propaganda.

Secaria a praça e sobraria R$ 30 milhões.

Carioca não tem mais humor para suportar Sérgio Cabral

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O colunista Tutty Vasques publica hoje o que ouviu num ponto de ônibus. É para refletir...

Mal comparando

Entreouvido num ponto de ônibus alagado no Rio: “Dá para confiar num governador que chora a perda dos royalties e não derrama uma lágrima diante de uma tragédia dessas, caramba?”

Cabral e Eduardo Paes pedem milhões para recuperar o Rio. Por que não pediram antes para evitar a tragédia?

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É impressionante como alguns governantes parecem mágicos a tirar da cartola números para iludir a platéia.

É o que está acontecendo no Rio de Janeiro. Em seguida a tragédia, o prefeito, o governador e autoridades federais afirmam que serão necessários de R$ 200 a R$ 370 milhões para evitar novas tragédias na cidade.

Que números são esses? De onde tiraram esses valores? Por que não R$ 1 bilhão? Ou um R$ 1 trilhão? Onde esse dinheiro será aplicado? Sabiam que eram necessárias essas verbas e essas obras e não fizeram nada?

Por que não se correu atrás dessa verba antes do dilúvio? Fica-se sabendo também que o Rio foi o Estado da Federação que menos recebeu verbas para se evitar enchentes.

Já a Bahia, que não tem tantos problemas de topografia, foi a campeã de recebimentos de verbas federais.

A explicação do então ministro Geddel Viera Lima, não por acaso baiano e não por acaso candidato ao governo da Bahia, nem pode ser contestada. Ele afirmou textualmente:

“A Bahia recebeu mais recursos porque apresentou projetos”.

Ou seja, somos obrigados a acreditar que não é porque ele é baiano e candidato ao governo da Bahia, que seu estado recebeu mais recursos. É porque o seu estado trabalhou pelos recursos. Ou seja, o Rio não fez nada, não correu atrás das verbas federais para proteger os seus cidadãos.

Depois da tragédia, ainda somos obrigados a ouvir um deboche desses e constatar, como sempre, que Sérgio Cabral e Eduardo Paes só vão a Brasília para coquetéis.

Paes ainda avisa que vão aparecer os “demagogos de plantão”. Falou olhando no espelho....

Mesmo com luvas de pelica, o jornal o Dia, em editorial, toca nessa mesma tecla.


Tragédia no Rio foi agravada por falhas da prefeitura de Eduardo Paes

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A imprensa do Rio não fala nada, mas os jornais de São Paulo começam a destacar que a tragédia no Rio de Janeiro causada pelas chuvas tem a ver com falhas das autoridades.

Segundo reportagem de capa do jornal Folha de S.Paulo, falhas em coleta de lixo, planejamento e manutenção de obras fizeram com que a urbanização de favelas não evitasse as mortes, que chegaram a 138 ontem.

Leiam abaixo a reportagem da Folha.

Urbanização inacabada de favela agravou tragédia no RJ

Comunidades sofrem com má conservação de obras e com falhas na coleta de lixo

Programa Favela-Bairro, iniciado em 1994 e tido como modelo pelo ONU, já urbanizou 143 favelas a um custo de R$ 1,1 bilhão

ITALO NOGUEIRA
DA SUCURSAL DO RIO

Falhas na coleta de lixo, planejamento e manutenção de obras fizeram com que a urbanização de favelas não evitasse as mortes ocorridas em decorrência das chuvas no Rio. Todas as favelas em que houve mortes foram urbanizadas pelo programa Favela-Bairro, iniciativa elogiada internacionalmente. Mas houve retenções, por parte da prefeitura, na verba de obras para manter e aperfeiçoar o programa.

No morro dos Prazeres, onde 22 pessoas morreram, houve retenção de R$ 2,6 bilhões em complemento à urbanização feita em 2005 e até hoje não foi concluído. As obras, previstas para conclusão em 2006, incluíam contenção de encostas.

O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) foi informado de que, no Borel -onde houve três mortes-, casas desocupadas não foram demolidas, atraindo mais moradores.
Procurado, o ex-prefeito Cesar Maia disse que 15% do total do Favela-Bairro foi investido em contenção de encostas. Ele, porém, não falou sobre retenção de gastos. A Secretaria Municipal de Habitação também não quis comentar a contenção de gastos com o projeto.

O programa Favela-Bairro, considerado modelo pela ONU, urbanizou 143 favelas do Rio. Com financiamento do BID, o projeto iniciado em 1994 custou US$ 600 milhões (R$ 1,1 bilhão) e beneficiou mais de 500 mil pessoas, diz a prefeitura.


Falhas
Segundo especialistas, o projeto falhou na manutenção das melhorias feitas nas comunidades. A coleta de lixo, por exemplo, é feita por garis comunitários sem vínculo com a Prefeitura do Rio. As redes de drenagem não recebem manutenção com frequência.

Para o urbanista Sérgio Magalhães, ex-secretário de Habitação, o poder público, em alguns casos, abandona as favelas urbanizadas por falta de verbas.

"Com o Favela-Bairro, houve aumento de 17% no número de pessoas que precisavam ser atendidas pela coleta de lixo. É um custo a mais sem ter alta correspondente na receita."

As mortes ocorridas em favelas do Rio e Niterói reeditaram a discussão sobre remoções de moradores das comunidades. O prefeito Eduardo Paes e o governador Sérgio Cabral Filho defenderam a retirada de cerca de 13 mil famílias que vivem em áreas de risco em toda cidade.

O fundador do Observatório de Favelas, Jaílson de Souza e Silva, afirma que o discurso usado pode "generalizar dizendo que basta morar em morro para estar em área de risco".

Durma-se com um barulho desses: Paes está preocupado com próprio bem-estar no ano que vem

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“Não quero passar o próximo verão sem dormir, preocupado se a chuva vai matar alguém”.

Quem disse isso não foi nenhum morador de encostas, fazendo a mudança para uma área mais segura.

A declaração é do prefeito Eduardo Paes, feita aos jornais, nesta quarta-feira, anunciando que fará, enfim, investimentos para evitar que o Rio fique novamente sob água...no verão do ano que vem.

Cabe a pergunta: por que não foi feito antes? Nesse ano, Paes podia sacrificar seu sagrado sono pelas enchentes?

E os desabrigados não estão perdendo o sono? Não estão sem cama para dormirem? Não foram enxotados de suas próprias casas pelo dilúvio, por Paes e Sérgio Cabral.

Nessa questão do sono dos injustos, Cabral não está nem aí: tirou o final da manhã e o início da tarde de ontem para uma “siesta” – aquela soneca que os mexicanos fazem após o almoço.

Agora quem perdeu tudo, vai continuar com os bem olhos abertos. Teme fechá-los e ver de novo o pesadelo em que se meteu.

Para aliviar Cabral, O Globo tenta atacar casal Garotinho, sem direito de resposta

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É inacreditável que um jornal com o peso político de O Globo se volte contra a população. Lendo o diário, logo na primeira página, é feita uma tentativa de por a culpa pela tragédia do Rio no casal Garotinho:

“Garotinho e Rosinha governaram o Rio por oito anos”, está escrito na chamada.

Internamente, porém, o jornal abre espaço para Lula falar sobre a tragédia e, sem nenhum pudor, acrescenta no final da palavra de Lula, que o “casal Anthony e Rosinha Garotinho...governou o estado do Rio entre 1999 e 2007”

A bem da verdade, Lula não cita o casal. Quem o faz é apenas O Globo

Cabral, há quatro anos no cargo, não é responsabilizado. Tudo é devido às administrações passadas, numa clara intenção de jogar no colo de Garotinho e Rosinha a culpa pelo o que ocorreu.

Não há uma linha sequer sobre os problemas que Garotinho enfrentou ao tomar posse, quando pegou o estado falido e renegociou as dívidas acumuladas em décadas de descaso com as finanças públicas.

No caso de Rosinha, nem uma linha sequer sobre o boicote decretado ao Rio pelo Governo Federal.

Há quatro anos Cabral alardeia o fato de ser amigo do presidente e que, por isso, o Rio estava salvo. Não foi salvo, apesar de toda a ajuda que Lula despejou no estado.

Se as verbas federais foram mal utilizadas por Cabral não é culpa de Lula. Mas de Cabral.

Mas o Globo não quer saber disso. Prefere atacar Garotinho.

E no péssimo jornalismo que está sendo feito atualmente na Rua Irineu Marinho, sede do jornal, nem pensar em ouvir o casal Garotinho, como reza a cartilha do bom jornalismo.

O Rio merece um governador mais sério e um jornalismo com mais seriedade e isenção

Cabral sabe de quem é a culpa pelas enchentes: é responsabilidade de Eduardo Paes

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Quando as coisas vão bem – o que é raro – Sérgio Cabral faz elogios às parcerias entre os governos do Município, do Estado e do Governo Federal.

Mas basta dar alguma coisa errada para ele tirar o corpo fora. Depois de uma manhã em que só falou besteira e irritou a população, Cabral foi dormir e sonhou uma maneira, mais uma vez, de tirar o corpo fora.

No Jornal Nacional, com o rosto descansado da soneca, jogou no colo de Eduardo Paes todos os problemas ocorridos na Cidade Maravilhosa.

Foi visto por todo mundo, mas o ferino colunista Reinaldo Azevedo foi fundo na ferida, traduzindo o “cabrales”:

Sérgio Cabral, governador do Rio

“Tenho falado com o prefeito: ‘Solo urbano é da Prefeitura’. Tem que agir duro, por mais duro que seja”.

Traduzindo

Cabral não tem nada com isso. Como vai disputar a reeleição, jogou o problema no colo de seu aliado, o prefeito Eduardo Paes, que estava ao lado — até parece que só morreu gente na antiga Guanabara… Cabral falou apenas para mandar este recado: não é um problema do governo do Estado, e náo é justo que ele perca votos por isso.

Eduardo Paes, prefeito do Rio


“Tivemos uma chuva fora do normal, um período de ressaca. Isso se soma a ineficiências e problemas estruturais da cidade. Não há galeria de área pluvial limpa que resista a essa quantidade de chuva. Estamos preocupados em amenizar os transtornos da cidade, que já são suficientemente grandes para que estejamos completamente alertas e principalmente evitar perdas vidas humanas”.

Traduzindo


Não precisa de tradução. Foi uma fala sensata. De fato, não há infra-estrutura capaz de suportar o que aconteceu na cidade. Aproveitou para dizer que está fazendo a sua parte: limpando galerias. Mas parece ter percebido o movimento do aliado, que não quis dividir o peso dos cadáveres: “Estamos preocupados em amenizar os transtornos da cidade, que já são suficientemente grandes (…)” Poderia ter complementado assim: “(…) para o governador ficar me culpando porque vou disputar a reeleição só em 2012, e ele disputa neste ano”.

A política, no Brasil, consegue ser, às vezes, um flagelo pior do que o pior dos temporais.

Tragédia no Rio: para Sérgio Cabral, a culpa de quem morreu é dos mortos

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Maior temporal da história leva o caos ao Rio de Janeiro e deixa mais de 80 mortos; enchentes e deslizamentos de terra fizeram vítimas na capital, em Niterói, na Baixada Fluminense e na Região Serrana

Em entrevista ao Jornal da Band, Sérgio Cabral culpou - como já tinha feito na tragédia de Angra dos Reis - a ocupação irregular dos morros e o excesso de chuva pelas mortes.

Foi duramente interpelado pelo apresentador Ricardo Boechat, que afirmou que, caso o governador não saiba, as pessoas moram em área de risco porque não têm opção. Para Boechat, e para todos que têm bom senso, o que o governo tem que fazer é arrumar casas para essas pessoas não morrerem



Leia abaixo a coluna Toda Mídia, do jornal Folha de S.Paulo:


Assista ao vídeo com a reportagem. Infelizmente, o video foi editado pela emissora e foi publicado sem a bronca do jornalista Ricardo Boechat.

Solidariedade às vítimas das enchentes no Rio de Janeiro

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Nossa solidariedade às vítimas das enchentes, alagamentos e deslizamentos que tomaram conta da cidade do Rio de Janeiro.


Depois cobraremos resultados, prometidos pelo atual prefeito e governador (???)

Motorista ironiza anúncio de estudos da Prefeitura para combater os alagamentos

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“Há mais de dez anos que pontos de alongamentos são conhecidos. E ainda vão fazer estudos para saber onde acontecem? Estão meio atrasados”.

A declaração acima é de um motorista entrevistado pelo RJTV, segunda edição, reclamando dos pontos de alagamento pela cidade e “os estudos” que a Prefeitura disse que vai fazer para resolver o problema.

Vale a pena ver o vídeo e rezar muito para não chover forte na cidade.


Investimentos de Eduardo Paes ficam na promessa - como sempre - e Rio sofre com as enchentes

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Diferentemente do que diz o prefeito do Rio, Eduardo Paes, a cidade não está preparada para as chuvas e a falta de investimento na limpeza de canais e rios continua sendo a principal reclamação da população, que muitas vezes é considerada culpada pelo próprio prefeito da sujeira da cidade.

Leiam abaixo a bronca do Informe do Dia:

Ignorados por Eduardo Paes, moradores de Santa Tereza contratam engenheiro civil para avaliar estrutura de prédio

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A omissão da prefeitura de Eduardo Paes é tanta com a cidade e seus moradores, que moradores de Santa Tereza resolveram agir sozinhos. O forte temporal do último sábado abriu dois buracos próximos ao condomínio, carregando terra, areia e árvores pela encosta até a Rua Almirante Alexandrino. Uma jaqueira despencou ladeira abaixo.

Segundo a subsíndica Eliane Bastos, até a manhã de segunda-feira (8) a prefeitura não havia informado os moradores sobre os riscos:

- Como ninguém da prefeitura veio até aqui, nós mesmos vamos pagar um engenheiro. Estamos com medo. A Defesa Civil esteve aqui às 3h de sábado e, com uma lanterna, olhou o local e disse que não havia risco.

Moradores disseram que eles próprios tiveram que se juntar e estender lonas sobre o trecho de terra abaixo dos muros do condomínio, sem ajuda ou orientação da prefeitura.

Inacreditável!

Prefeitura de Eduardo Paes não faz manutenção de rios e canais há mais de um ano

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Demorou um pouco para aparecer, principalmente nos jornais do Rio, mas a prefeitura de Eduardo Paes tem responsabilidade no caos em que se transformou a cidade após o forte temporal do último sábado (6).

Segundo revela reportagem do jornal O Globo, os transtornos enfrentados pelos cariocas por causa do forte temporal que atingiu o Rio no último sábado podem ter tido seus efeitos agravados por deficiências na limpeza de rios e canais da cidade.

Uma inspeção do Tribunal de Contas do Município (TCM) nos contratos da Subsecretaria de Gestão de Bacias Hidrográficas (Rio Águas) revelou que os serviços de manutenção de rotina de 33 cursos de água que estão entre os principais da cidade ficaram suspensos por períodos que, em alguns casos chegaram a 13 meses, até o segundo semestre de 2009. Em certas situações, o problema era agravado pela existência de ocupações irregulares.

Lamentável!


Rio paga caro pela falta de investimento da prefeitura de Eduardo Paes em drenagem

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A população carioca, com Eduardo Paes, vem pagando caro pela falta de investimento das autoridades em drenagem de ruas e galerias. Problema este que é subestimado pela prefeitura, que nada faz para solucionar as enchentes.

Pesquisador do problema das enchentes, no Rio, o professor do Departamento de Oceanografia da Uerj, David Zee, constatou que em cinco dos principais pontos de alagamento da cidade, a prefeitura tem sua parcela de culpa. A responsabilidade pelo bolsão de água da Avenida Brasil, na altura de Manguinhos, pesadelo dos motoristas que frequentemente enguiçam ali, deve ser, no entanto, dividida com com a Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla).

Além da Av. Brasil, a Rua dos Inválidos, no Centro; a Avenida Ayrton Senna, perto da Vila Pan-americana, na Barra; a Avenida Radial Oeste, na Praça da Bandeira e a Lagoa Rodrigo de Freitas, perto do Parque do Cantagalo, são os pontos mais críticos de enchente no Rio.

Nesses outros locais, o principal problema são as galerias pluviais que, antigas, não suportam tanta demanda de água. Segundo Zee, as galerias daquela região foram construídas por volta no século 18 e não passaram por grandes obras.

“Assim como na Praça da Bandeira, as galerias daquela parte do Centro não têm dimensão para receber tamanha quantidade de água. E há a falta de manutenção, que atrapalha bastante o escoamento da água”, acrescentou o especialista.

Prestar homenagens às vítimas das enchentes não é prioridade no coração dos governantes

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Bem lembrado pelo colunista e jornalista Dácio Malta, no site You Pode: quando se morre em desastre de avião para a Europa, as autoridades aparecem e até choram o choro dos fingidos.

Quando é pobre que morre, governador não aparece (“Não vou fazer demagogia”, que fez dois dias depois) e nem missa manda rezar:

Governo do Rio é injusto

Quando o Airbus da Air France, que fazia o vôo Rio-Paris, caiu no mar, em junho do ano passado, o governo do Estado encomendou uma missa de 7º dia, na Igreja da Candelária, para lembrar os 58 brasileiros que se encontravam a bordo.

Ao chegar à igreja, Sergio Cabral declarou: “Eu entro nessa missa na condição de governador, mas também com o coração de amigo. Eu conheço muitas dessas pessoas que estavam neste acidente trágico e, com algumas, eu convivia com freqüência”.

Na tragédia de Angra, morreram 52 pessoas e quatro continuam desaparecidas.Para elas, nenhuma missa foi encomendada pelo governo.

Talvez porque morreram duas pessoas a menos do que na tragédia da AF.
Ou, quem sabe, porque os que morreram não estavam indo para Paris.


Ou, então, porque não existia, entre os mortos, nenhum conhecido das autoridades públicas.