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Tragédia em Niterói: como deixaram construir em cima de um lixão?

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Sobre a tragédia que se abateu em Niterói cabe uma pergunta: nenhuma autoridade da cidade ou do governo de Sérgio Cabral sabia que ali havia sido em passado recente um lixão?

Praticamente todos os especialistas ou não ouvidos pelas tvs, rádios e jornais são unânimes em informar que sabiam que o local tinha sido usado para depósito de lixo. E que, portanto, não poderia receber residências pelo perigo de desabamento e até mesmo pela contaminação do solo.

Se eles sabiam, por que não alertaram as autoridades? Se o fizeram, essas mesmas autoridades têm que dar ainda mais explicações pela falta de providências.

Não é possível continuar bricando com a vida de cidadãos. Um absurdo.

Tragédia no Rio foi agravada por falhas da prefeitura de Eduardo Paes

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A imprensa do Rio não fala nada, mas os jornais de São Paulo começam a destacar que a tragédia no Rio de Janeiro causada pelas chuvas tem a ver com falhas das autoridades.

Segundo reportagem de capa do jornal Folha de S.Paulo, falhas em coleta de lixo, planejamento e manutenção de obras fizeram com que a urbanização de favelas não evitasse as mortes, que chegaram a 138 ontem.

Leiam abaixo a reportagem da Folha.

Urbanização inacabada de favela agravou tragédia no RJ

Comunidades sofrem com má conservação de obras e com falhas na coleta de lixo

Programa Favela-Bairro, iniciado em 1994 e tido como modelo pelo ONU, já urbanizou 143 favelas a um custo de R$ 1,1 bilhão

ITALO NOGUEIRA
DA SUCURSAL DO RIO

Falhas na coleta de lixo, planejamento e manutenção de obras fizeram com que a urbanização de favelas não evitasse as mortes ocorridas em decorrência das chuvas no Rio. Todas as favelas em que houve mortes foram urbanizadas pelo programa Favela-Bairro, iniciativa elogiada internacionalmente. Mas houve retenções, por parte da prefeitura, na verba de obras para manter e aperfeiçoar o programa.

No morro dos Prazeres, onde 22 pessoas morreram, houve retenção de R$ 2,6 bilhões em complemento à urbanização feita em 2005 e até hoje não foi concluído. As obras, previstas para conclusão em 2006, incluíam contenção de encostas.

O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) foi informado de que, no Borel -onde houve três mortes-, casas desocupadas não foram demolidas, atraindo mais moradores.
Procurado, o ex-prefeito Cesar Maia disse que 15% do total do Favela-Bairro foi investido em contenção de encostas. Ele, porém, não falou sobre retenção de gastos. A Secretaria Municipal de Habitação também não quis comentar a contenção de gastos com o projeto.

O programa Favela-Bairro, considerado modelo pela ONU, urbanizou 143 favelas do Rio. Com financiamento do BID, o projeto iniciado em 1994 custou US$ 600 milhões (R$ 1,1 bilhão) e beneficiou mais de 500 mil pessoas, diz a prefeitura.


Falhas
Segundo especialistas, o projeto falhou na manutenção das melhorias feitas nas comunidades. A coleta de lixo, por exemplo, é feita por garis comunitários sem vínculo com a Prefeitura do Rio. As redes de drenagem não recebem manutenção com frequência.

Para o urbanista Sérgio Magalhães, ex-secretário de Habitação, o poder público, em alguns casos, abandona as favelas urbanizadas por falta de verbas.

"Com o Favela-Bairro, houve aumento de 17% no número de pessoas que precisavam ser atendidas pela coleta de lixo. É um custo a mais sem ter alta correspondente na receita."

As mortes ocorridas em favelas do Rio e Niterói reeditaram a discussão sobre remoções de moradores das comunidades. O prefeito Eduardo Paes e o governador Sérgio Cabral Filho defenderam a retirada de cerca de 13 mil famílias que vivem em áreas de risco em toda cidade.

O fundador do Observatório de Favelas, Jaílson de Souza e Silva, afirma que o discurso usado pode "generalizar dizendo que basta morar em morro para estar em área de risco".

UOL: "autoridades" do Rio reciclam as mesmas explicações da tragédia de Angra

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Ao contrário da imprensa carioca, que fica bajulando ($$$) o governo (???) Cabral, a mídia de São Paulo, independente e com o compromisso de informar a verdade à população, dedica espaço nesta terça-feira (6) para mostrar que todas as declarações das "autoridades" cariocas e fluminenses não passaram de verbalizações vazias e recicladas da tragédia de Angra dos Reis, no início do ano.


Leiam abaixo o que publicou o site UOL sobre o tema.


Três meses após tragédia de Angra, Rio recicla explicações para deslizamentos


Históricas ocupações irregulares em encostas. Chuvas acima do esperado. Falta de infraestrutura para suportar grandes tempestades. Herança maldita de gestões anteriores. A culpa, em última análise, é dos moradores que se instalaram ali, porque o poder público não pode contê-los. Essas são algumas das justificativas dadas pelo governador do Rio de Janeiro e pelo prefeito de Angra dos Reis para a tragédia que abateu a cidade do litoral sul fluminense no início deste ano.


Nesta terça-feira (6), novas tormentas fatais fizeram a cantilena de três meses atrás ressurgir. Mais de 80 mortes foram confirmadas até a tarde desta terça no Estado do Rio de Janeiro por conta de deslizamentos de terra após a chuva que começou na noite de segunda-feira. A maioria das vítimas, de acordo com informações oficiais, vivia em áreas de risco.


Na capital, houve desabamentos no Andaraí, no morro do Borel (Tijuca), no morro da Mangueira, em Santa Tereza, no morro dos Macacos (Vila Isabel) e no morro do Turano (zona norte). Também há relatos de deslizamentos em Petrópolis, na região serrana, e em Niterói.


Assim como no caso da cidade do sul fluminense, o governador Sérgio Cabral (PMDB), repetiu o discurso que fez na primeira tragédia do ano no Estado: ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o prefeito Eduardo Paes fazem esforço conjunto para resolver problemas acumulados há décadas e investir em políticas de ocupação urbana.


Mas os moradores não colaboram ao se instalarem em áreas de risco de deslizamento. Foi esse o caso de parte das 53 pessoas que morreram em Angra no início do ano.


Há quase 100 dias, ao falar em Angra, o governador afirmou: "Não podemos ocupar os nossos morros dessa maneira irresponsável que estamos fazendo. Solo urbano é um problema de todos. Não se pode brincar com o solo”. Em seguida, lembrou que R$ 100 milhões foram investidos em equipamentos para o Corpo de Bombeiros. Depois, ressaltou que 20% do valor de um fundo foi utilizado em contenção de encostas.


Nesta terça-feira, o tom foi o mesmo: “Temos que fazer uma conscientização de que a demagogia da construção irregular levou a essa situação”, afirmou Cabral à “Globonews”. “Quando dissemos que construiríamos um muro na favela da Rocinha, íamos garantir a vida das pessoas. Não é possível a construção irregular continuar. Se você pegar essas pessoas que morreram, quase todas estavam em áreas de risco.”


A união de todos os níveis de governo também foi lembrada por Cabral nesta terça-feira, como foi em Angra dos Reis. Um levantamento do site “Contas Abertas”, no entanto, apontou em janeiro que apenas 1% dos recursos federais dedicados a prevenção de desastres tinha ido para o Estado do Rio de Janeiro.


Após a tragédia em Angra, o Palácio do Planalto bancou uma Medida Provisória para enviar em caráter emergencial cerca de R$ 130 milhões a cidades fluminenses afetadas pelas chuvas.


Maior da história
Na época do incidente em Angra, Cabral e o prefeito Tuca Jordão, ambos do PMDB, afirmaram que as chuvas tinham sido as maiores da história na região e que a nenhuma cidade teria estrutura para aguentar o tanto de água que caiu. Desta vez, mudou apenas o prefeito. “Foi o maior volume de chuvas relacionadas a enchentes já registrado em nossa cidade”, afirmou Paes.


Entre as soluções para as moradias perdidas com o desastre, conforme indicou o secretário estadual da Habitação, Jorge Bittar, no início do ano, deve ser a mesma anunciada para Angra: a concessão de aluguéis sociais a habitantes de áreas de risco e a inclusão de novos projetos no programa federal “Minha Casa, Minha Vida”, cujas verbas são liberadas apenas depois de apresentação de projetos claros.


No caso de Angra, a área de maior risco era o Morro da Carioca, ocupado irregularmente desde os anos 60 e que terá moradores realocados com a ajuda do aluguel social ou a previsão de inclusão no “Minha Casa, Minha Vida”, em regiões mais afastadas da cidade. Na ocasião, o governo do Rio de Janeiro considerou as medidas exemplares e defendeu que elas fossem aplicadas no caso de novas tragédias.


Desta vez, ao contrário da situação de Angra, o presidente falou sobre o assunto logo no primeiro dia da tragédia. Ele estava no Rio de Janeiro para participar de um ato que acabou cancelado e falou a jornalistas antes de uma reunião com membros do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).


“O mais importante nessa história toda é que precisamos conscientizar a população para que deixe as áreas de risco, principalmente os que moram em encosta de morro e em áreas sujeitas a deslizamento. Que vá para a casa de parentes ou de amigos e espere a chuva passar, o que não é fácil. Só pode melhorar de vida quem estiver vivo”, afirmou Lula.


Além das declarações públicas das autoridades nos dois casos, o descaso histórico também é o mesmo no caso dos morros cariocas e dos angrenses. Nem a Marinha, antiga gestora de Angra, nem governadores e prefeitos lidaram com o problema até os deslizamentos do início deste ano. Na capital, um dos focos da tragédia desta semana, o morro da Mangueira, na zona norte, é ocupado desde meados do século 19.


Fica a cerca de 9 km do palácio onde Sergio Cabral trabalha e a menos de 5 km do prédio do prédio onde Eduardo Paes despacha.

Solução para a tragédia: demolir ou construir?

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Leia no blog do cientista político e presidente do Instituto Republicano, Fernando Peregrino, uma ótima análise sobre a tragédia de Angra dos Reis.


Clique no link abaixo para ter acesso à integra do texto:

Sérgio Cabral poderia responder ao Dia e à população: por que assinou um decreto contra o meio ambiente e a população de Angra?

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Em editorial, o jornal O Dia faz uma pergunta que esse blog gostaria que Sérgio Cabral respondesse, o que de fato não vai acontecer.

Ele não vai responder nem ao jornal porque é uma pergunta sem resposta, ou melhor, que envolve muitas respostas.

Afinal, o que leva um governador assinar um a decreto – o famoso decreto "Luciano Hulk", o feito para os ricos– quando todos os órgãos técnicos se mostraram contrários a sua aprovação porque era prenúncio de desgraça ambiental e populacional?

Leiam abaixo:







Folha de SP: Cabral corta ainda mais as verbas para a prevenção de enchentes no Rio

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Como sempre – afinal, estão livres da milionária campanha publicitária de Cabral e Paes – os jornais de São Paulo podem contar a realidade do Rio de Janeiro e não a fantasia embalada em gordas verbas públicas.

Lendo a Folha de São Paulo fica-se sabendo, por exemplo, que Sérgio Cabral não investiu nada no ano passado do que estava previsto no orçamento.

E o nada que era pouco, vai ficar menor ainda - como se isso fosse possível. É que no orçamento, deste ano, Cabral cortou ainda mais as despesas com prevenção.

Depois, vem a tragédia e ele sai gritando: “Eu já falei com o Lula, eu já falei com o Lula”, querendo mostrar com isso que haverá providências e jogando no colo dos outros aquilo que ele não fez.

Como diria o colunista Elio Gaspari, é duro fazer trabalhar quem nunca trabalhou.

Leiam abaixo:

Rio diminuiu verbas contra enchentes

DA SUCURSAL DO RIO

No ano que começou com ao menos 74 mortos no Estado em razão das chuvas, o governo do Rio reduziu no Orçamento a previsão de gastos com gestão de recursos hídricos e controle de inundações e com o programa "Gestão Integrada do Ecossistema da Ilha Grande", em Angra dos Reis.

A "Gestão de Recursos Hídricos e Controle de Inundações" contará em 2010 com até R$ 21 milhões, 30% menos que o programado no Orçamento de 2009 (R$ 30,7 milhões), quando só a metade foi gasta efetivamente, segundo o Inea (Instituto Estadual do Ambiente).

O Orçamento de 2010 reduziu de R$ 300 mil para R$ 250 mil os gastos previstos para a Ilha Grande. No ano passado, o Estado ainda cancelou R$ 200 mil e não aplicou nada dos R$ 100 mil restantes.

A projeção de gastos para este ano tem poucos recursos para a área habitacional, também relacionada aos problemas causados pelos deslizamentos, já que famílias ficaram desabrigadas.

A assessoria da Secretaria do Ambiente informou que não se pronunciaria antes de estudar os dados.

Rio de Janeiro já tem o seu George Bush: Sérgio Cabral

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Vale a pena ler mais uma crítica sobre o descaso de Sérgio Cabral nos trágicos episódios de Angra dos Reis. O artigo abaixo foi publicado no jornal Folha de S. Paulo pelo jornalista Mário Magalhães.

Baixou o Bush, do Katrina

A VANÇAVA A contabilidade fúnebre no derradeiro dia de 2009 quando, no comecinho da tarde, indagaram um secretário municipal do Rio sobre o Réveillon. Ele rasgou o sorriso e festejou na TV: "Mudou nada, tá tudo certo!". Um repórter emendou, efusivo: com chuva ou sem chuva, "a festa tem que continuar!". Ao tripudiar da dor alheia, cunhou um desses enganos que degradam o jornalismo.

A conta dos mortos no Estado na quarta e na quinta-feira fecharia em 19, a maioria na capital, e quase a metade de crianças. Sobreveio a desgraça em Angra nos Reis na madrugada seguinte. O Estado somava ontem 74 vidas abatidas desde o dia 30 pelo aguaceiro.

A crônica do dar de ombros lustrou-se com Sérgio Cabral. Na quinta, 31, sua assessoria informou que ele permaneceria na casa de veraneio em Mangaratiba. Logo o infortúnio castigou sua vizinhança, a dezenas de quilômetros, em Angra. Nem por isso, na sexta, o governador moveu-se ao morro da Carioca e à Ilha Grande. Surgiu no sábado e cantou de galo: não é demagogo para estar onde quem deve agir nas primeiras 24 horas são os técnicos.

Abraçou o presidente Bush ausente no furacão Katrina de 2005 e rejeitou o suor do prefeito Giuliani no 11 de Setembro de 2001. Ridicularizou o aliado Eduardo Paes, que na quinta de manhã já visitava as vítimas na zona norte carioca, concedendo um descanso ao furor marqueteiro do dito choque de ordem.

O mesmo prefeito cuja administração não foi capaz de identificar risco nos terrenos dos desabamentos e cujos desembolsos com publicidade dispararam, quem sabe à falta de outra prioridade. Cabral vangloriou-se: dobrou as áreas de conservação, para restringir novas edificações, e vai radicalizar essa política. Calou acerca do não cumprimento dos gastos previstos para combater inundações -notórias fontes de tragédias- na Baixada Fluminense e para prevenir calamidades no Estado.

Pareceu esquecer que no ano passado autorizou normas mais brandas para ocupar e construir em Angra, nas encostas em que deslizamentos matam. A presença do governante não se destina a substituir o trabalho heroico de bombeiros e servidores da Defesa Civil, mas a demonstrar determinação pública em socorrer, amparar e prover meios de sobrevivência, ainda que o flagelo tantas vezes se origine de ausência do Estado. Encarna o comando da ação e estimula o empenho coletivo. Dá exemplo.

Nesse episódio, Cabral fez pelo menos um seguidor: até ontem à tarde, sua secretária de Assistência Social, Benedita da Silva, não fora vista em Angra.


MÁRIO MAGALHÃES é repórter especial da Folha.

Estadão: reação de Cabral em Angra e na Ilha Grande reforça contradições

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O jornal O Estado de S. Paulo, que ao contrário dos jornais do Rio mostra a realidade do estado e não protege o (des) governador Sérgio Cabral, faz uma ótima análise sobre a atuação e o discurso atrapalhado do gestor estadual do Rio durante a tragédia de Angra dos Reis e Ilha Grande, e reforça ainda mais a posição de que Cabral é omisso e que transfere para o vice-governador Luiz Fernando Pezão, toda a responsabilidade em ser o principal executivo do Estado do Rio.


Leiam abaixo a análise de O Estado de S. Paulo

De Alexandre Rodrigues:

A reação do governador Sérgio Cabral (PMDB) ao drama de Angra dos Reis foi marcada por erros de avaliação e incontinência verbal.

Embora tenha informado que passara o réveillon em sua casa de veraneio num condomínio de luxo de Mangaratiba, a menos de 60 km do cenário da tragédia, não esticou até lá no primeiro dia.

Deixou para o vice-governador, Luiz Fernando Pezão, que chegou ao local ainda pela manhã.

O cochilo de Cabral ajudou a consolidar a ideia recorrente no Rio de que o vice é o principal executivo do governo.

Ao pôr os pés na lama da destruição no segundo dia, Cabral falou demais.

Chamado a examinar as causas dos deslizamentos, gerou expectativas difíceis de cumprir.

Bradou que "orçamento não é problema" para a obrigação de dar casas dignas a quem vive nos morros de Angra, mas não apresentou iniciativas nesse sentido de seu governo, que já conta três anos.

Distribuiu culpas denunciando o "populismo dos governantes", alfinetando antecessores como o casal Garotinho, a quem conduziu ao PMDB e sustentou como presidente da Assembleia.

Também respingou nos políticos de Angra, administrada nos últimos anos por seu partido e pelo PT.

Um dos ex-prefeitos da cidade é o deputado federal Luiz Sérgio, que acaba de assumir a presidência regional do PT com a missão de conduzir um partido dividido à chapa de reeleição de Cabral.

O governador quer ser o candidato único do presidente Lula para se reeleger com tranquilidade, mas precisa ajudar.

Em seu blog, o ex-governador Anthony Garotinho também faz uma avaliação da omissão de Cabral.

Clique no link abaixo para ter acesso.

http://www.blogdogarotinho.com.br/lartigo.aspx?id=4957


Cabral liberou construções em Angra dos Reis e Ilha Grande

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O jornal O Estado de S. Paulo repercute na edição de hoje o que este blog relatou na segunda-feira (4): Sérgio Cabral liberou as construções em Angra, quando assinou decreto em junho autorizando obras em faixa de 80 km do litoral e em área soterrada na Ilha Grande.

Leiam abaixo a íntegra da reportagem

Embora o governador do Rio, Sérgio Cabral, tenha defendido a "radicalização" contra a ocupação desordenada das encostas de Angra dos Reis, moradores e ambientalistas de Ilha Grande recolhem, há quatro meses, assinaturas contra um decreto de Cabral que abriu uma brecha para novos imóveis na região. O Decreto nº 41.921/09, publicado em junho de 2009, autoriza a construção em áreas não edificáveis da Área de Proteção Ambiental (APA) de Tamoios, que inclui uma faixa de mais 80 quilômetros do litoral de Angra, a face da Ilha Grande voltada para o continente e as mais de 90 ilhas da baía. A Pousada Sankay e outras sete casas soterradas, na tragédia que matou 29 pessoas, ficam na região.

Segundo o decreto - que, para ambientalistas, atende à especulação imobiliária -, residências e empreendimentos turísticos poderão ser construídos em áreas da chamada zona de conservação de vida silvestre que já tenham sido degradadas, limitando-se a 10% do terreno. Até então, só era licenciada a expansão de imóveis construídos antes de 1994, quando a APA foi regulamentada. Donos de terrenos vazios não podiam construir. O decreto foi publicado sem debate com líderes locais ou órgãos consultivos. Com as críticas, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) comprometeu-se em não conceder licenças com base no decreto, mas ambientalistas querem a sua revogação.

"O governador demonstra desapreço pela área ambiental. Estimula a especulação imobiliária e dará cabo das poucas e bem preservadas áreas que compõem a Baía da Ilha Grande", diz um manifesto que busca assinaturas na internet. Segundo o presidente do Comitê de Defesa da Ilha Grande, Alexandre Oliveira e Silva, o documento já tem 6 mil assinaturas.

"O decreto entrega à especulação imobiliária o filé mignon da Ilha Grande. Qualquer um sabe que não é difícil, ainda mais quando se tem boas relações com quem licencia, apresentar laudo de que o terreno já foi degradado", afirma Silva. "Acho que ele (Cabral) está mordendo a língua, sendo demagogo. A pousada atingida fica nessa área, que é toda parecida geologicamente. Há risco."

SUSPENSÃO

O deputado estadual Alessandro Molon (PT) propôs um projeto de lei que suspende o decreto. "Alteração de zoneamento ambiental tem de passar pelo Legislativo. O projeto tramita devagar, talvez a tragédia sensibilize a Assembleia", disse Molon, que estranhou a veemência de Cabral. "O rigor que ele pregou foi o que não teve ao baixar esse decreto." O Ministério Público Federal avalia questionar a constitucionalidade do decreto.

Procurada, a assessoria de Cabral informou que só a Secretaria de Estado do Ambiente falaria sobre o decreto. A secretária Marilene Ramos disse que a legislação anterior limitava ampliações a 50% da construção existente, desde que não ultrapassasse 20% do terreno. "Essa regra acabou ensejando a falsificação de documentos sobre o tamanho. Por isso, reduzimos a área edificada a 10%." Referindo-se ao decreto como "famigerado", ela afirmou que o ato não trata de áreas de risco e encostas. "Queremos seguir com o licenciamento das construções que já existem, o que não é o caso da Sankay nem do Morro da Carioca. Misturar as duas coisas é de um oportunismo nefasto."

O diretor de Áreas Protegidas do Inea, André Ilha, informou que uma reunião ontem definiu que o decreto não será revogado, mas substituído por um plano de manejo, que será debatido e terá áreas definidas por critérios ambientais e de risco.

Leia também o que publicamos na segunda-feira (4)

http://amigosdogarotinho.blogspot.com/2010/01/chuvas-cabral-finalmente-aparece-e.html

http://amigosdogarotinho.blogspot.com/2010/01/protestos-de-atos-de-cabral-contra.html

http://amigosdogarotinho.blogspot.com/2010/01/blog-do-noblat-tragedia-de-angra-teve_04.html

http://amigosdogarotinho.blogspot.com/2010/01/cabral-e-outros-dirigentes-se-ausentam.html

Em seu blog, o professor e presidente do Instituto Republicano, Fernando Peregrino, repercute reportagem do jornal Folha de S. Paulo que aborda que o decreto do atual governo sobre Ilha Grande está sendo denunciado pelo Ministério Público Federal.

Clique no link abaixo para ler.

http://fperegrino.blogspot.com/2010/01/deu-na-folha-de-sao-paulo-o-decreto-da.html




Protestos de atos de Cabral contra Angra dos Reis começaram bem antes e foram ignorados pelo governador

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O site YouPode repercute em nota publicada hoje que, embora não tenha relação com a tragédia na pousada Sankay, construída há 15 anos, um decreto do governador Sérgio Cabral, assinado em junho do ano passado), permitiu, desde então, uma maior ocupação de áreas e construções na região da Ilha Grande, um dos locais da tragédia de Ano Novo.

Pela decisão do governador, a legislação em vigor foi modificada e a região, dividida em quatro áreas diferentes de preservação ambiental. O artigo terceiro do decreto 41.921/09 mudou o grau de preservação das Zonas de Conservação da Vida Silvestre e muitas delas passaram a ser consideradas áreas edificantes (mansões, pousadas, casas de luxo, etc).

Esta modificação causou grande descontentamento nos ambientalistas e no comitê de defesa da Ilha Grande (veja acima), que chegou a fazer um abaixo-assinado pelo o que considerou desapreço dos governador com a área ambiental. O abaixo-assinado já teve mais de 5 mil assinaturas. O deputados Alessandro Molon, em outubro, tentou sustar o decreto de Cabral, mas a medida não teve efeitos até agora.

Cliquem nos links abaixo e leiam os protestos ignorados por Cabral

http://www.oeco.com.br/reportagens/37-reportagens/23026-governador-cassa-protecao-em-angra

http://br.groups.yahoo.com/group/3setor/message/85459

http://www.portaldomeioambiente.org.br/cidadania-socioambiental/1563-urgente-decreto-estadual-no-41921-de-10-de-junho-de-2009.html

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/10/456672.shtml

http://cesarj.ning.com/forum/topics/crime-ambiental-em-angra-dos

http://diariodovale.uol.com.br/noticias/10103,print.html

(Des) governo Cabral anuncia crédito, mas não usa verba em Angra

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O (des) governo Cabral, que anunciou ontem linhas de crédito para moradores e comerciantes de Angra dos Reis prejudicados pelos deslizamentos, cancelou R$ 200 mil dos R$ 300 mil previstos no Orçamento de 2009 para a "Gestão Integrada do Ecossistema da Baía da Ilha Grande".

Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, dos R$ 100 mil que restaram para a área afetada pelo deslizamento que teve ao menos 29 mortos, o governo Cabral não gastou nenhum real.


Cabral e outros dirigentes se ausentaram no momento da tragédia

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O ex-prefeito do Rio, César Maia, critica hoje em seu ex-blog a ausência de importantes dirigentes políticos no momento da tragédia de Angra, como o governador Sérgio Cabral, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e a secretária de Assistência Social, Benedita da Silva.

Maia destaca ainda que a responsabilidade de Cabral com a assinatura do decreto 41.921, que flexibilizou as regras de ocupação da Ilha Grande (APA-Tamoios).

Esse decreto contrariou todos os especialialistas em meio ambiente, os que entendem de geologia e natureza e os que têm bom senso.

Cabral, como sempre que é contrariado, bateu o pé e assinou o decreto. Como pode agora aparecer nos jornais dizendo que vai proibir construções em encostas se o decreto que ele próprio assinou flexibiliza ainda mais essas ocupações?????

É fato que não se escreve o que Cabral fala, por pura mentira. Agora, não se deve mais acreditar também naquilo que ele assina e é oficial.

Lamentável!!!

Leiam abaixo


TRAGÉDIA DE ANGRA OCULTA RESPONSÁVEIS POLÍTICOS!

1. Pelo menos três importantes dirigentes públicos ficaram ocultos a partir da tragédia de Angra. O governador Sérgio Cabral apareceu depois de 24 horas dos fatos. No entanto, o ministro do meio ambiente Carlos Minc, que por tantas vezes apareceu falando aos quatro ventos sobre a defesa ambiental de Angra dos Reis e em especial da Ilha Grande, continua desaparecido.

Hoje, na Folha de SP, a senadora Marina Silva lembra que a questão ambiental está no centro desta tragédia.

2. A outra desaparecida é a secretária de assistência social, Benedita da Silva. Com milhares de desabrigados na Baixada e em Angra dos Reis, não se viu até aqui, nem por um momento, a secretária de ASSISTÊNCIA SOCIAL aparecer para coordenar os trabalhos. Continua desaparecida.


3. E sobre o decreto 41.921 de Cabral, que flexibilizou as regras de ocupação da Ilha Grande (APA-Tamoios), nem Cabral, autor do mesmo, nem o ministro de meio ambiente, nem a secretária estadual de meio ambiente tem nada a dizer?


ANGRA DOS REIS: REVOGAÇÃO DO DECRETO 41.921!

Esse decreto flexibiliza a APA TAMOIOS em Angra dos Reis e abre o caminho para a especulação imobiliária no local.

http://www.ilhagrande.com.br/sosilhagrande.html

Blog do Noblat: tragédia de Angra teve assinatura de Cabral

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O jornalista Ricardo Noblat publica hoje em seu blog que a tragédia de Angra já estava anunciada desde que o governador Sérgio Cabral assinou decreto permitindo a ocupação de áreas de preservação ambiental e quando o Ministério Público Federal na região elaborou um parecer apontando irregularidades nas novas regras.

Leiam a íntegra abaixo

Tragédia anunciada

De Renata Lo Prete:

Em setembro, três meses depois da edição do decreto de Sérgio Cabral (PMDB) que permitiu ocupação maior em áreas de preservação ambiental, como o local da tragédia em Angra dos Reis, o Ministério Público Federal na região elaborou um parecer apontando irregularidades nas novas regras.

O texto alerta para o risco de crescimento imobiliário desordenado e defende que esse tipo de alteração territorial só poderia ser feita por meio de lei. O relatório foi enviado ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Para referendar o documento, os procuradores se ampararam em uma decisão sobre um caso semelhante do ministro Celso de Mello, do STF.

Dado seu caráter tolerante para com as construções de ricos e famosos, as regras do governo do Rio para Angra ganharam na região o apelido de "decreto Luciano Huck", em alusão à casa que o apresentador tem no local.

Desculpas à parte, mesmo aliados de Sérgio Cabral acham que o governador errou feio ao não comparecer logo no dia 1º ao cenário da tragédia em Angra, relativamente próximo a Mangaratiba, local onde o peemedebista festejou a virada do ano com família e amigos.

Chamou a atenção o fato de, quando finalmente resolveu aparecer, o governador ter circulado levando a tiracolo o deputado federal Luiz Sérgio, recém-eleito presidente do PT no Rio e ex-prefeito de Angra.

O apagão de Cabral

E aí, Lindinho? Nem sequer de leve vai censurar o governador Sérgio Cabral por ter sumido nas primeiras 24 horas após o deslizamento de terras em Angra dos Reis? Ali morreram 46 pessoas.

Lindinho é como chamam Lindberg Farias, prefeito de Nova Iguaçu, ex-aspirante a candidato do PT ao governo. E, até outro dia, crítico de Cabral.

Os dois chegaram a um acordo. Sob pressão de Lula, Cabral topou apoiar a candidatura de Lindinho ao Senado - e Lindinho topou transferir para daqui a quatro anos a pretensão de ser candidato ao governo. Benedita da Silva (PT), ex-governadora do Rio e também candidata ao Senado, detestou o acordo.

E aí, Bené? Como Lindinho, nada dirá a respeito do apagão de Cabral?

Bobagem! Bené está impedida de dizer qualquer coisa que deixe Cabral aborrecido. Afinal, ela é Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos do governo dele. Reza para que não vingue o apoio de Cabral a Lindinho.

Tudo bem, mas Alessandro Molon, o deputado estadual do PT mais votado em 2006, poderia perguntar a Cabral por que ele preferiu despachar para Angra seu vice Luiz Fernando Pezão, só aparecendo por lá um dia depois.

No dia da tragédia, nem Lula conseguiu falar com Cabral. Sem o apoio de Cabral, Molon perdeu feio a eleição de 2008 para prefeito do Rio.

Molon calou-se.

De sua parte, Cabral repeliu, indignado, a suspeita de que voara para o exterior.

“Estão querendo plantar que eu estava fora do país? Eu estava em Mangaratiba”, jurou.

Melhor que não estivesse. Mangaratiba fica a 57 quilômetros de Angra, que por sua vez fica a 157 quilômetros da cidade do Rio, de onde saiu Pezão.

Em julho de 2007, por causa da morte de 26 peregrinos poloneses em um acidente de ônibus entre Cannes e Grenoble, três ministros da França voaram para o local, distante 600 quilômetros de Paris.

François Fillon, o primeiro-ministro, também voou, assim como Sarkozy, o presidente da República. E mais Lech Kaczynski, o presidente da Polônia.

Peregrino polonês vale mais do que ilhéu ou turista que visita Angra?

Por que os políticos brasileiros são pouco solidários com a população?

Sabem adulá-la atrás de votos. Na hora da dor, guardam distância.

Lula, em julho de 2007, guardou distância de São Paulo onde se espatifara um Airbus da TAM, matando 199 pessoas.

O PT foi para cima do governador José Serra (PSDB) e do prefeito Gilberto Kassab (DEM) cobrando providências contra o recente alagamento de parte da cidade de São Paulo.

O PT finge que o governo Cabral nada tem a ver com os estragos provocados pelas chuvas no Rio. Morreram 66 pessoas entre quarta-feira e sábado.

Os cariocas assistem conformados à reprise de um filme triste e antigo. No fim do filme, são eles que morrem varridos pelas águas.

O governo de plantão - qualquer um - joga a culpa nos governos passados. E de tragédia em tragédia, vai-se levando.

Cabral anunciou que transformará em parque ambiental as áreas de Angra afetadas pelos deslizamentos.

“A ideia é identificar as casas que devem ser removidas. Orçamento não é problema. Vamos listar as famílias para depois indenizá-las”, prometeu.

Ora, o decreto 41.921, de junho último, assinado por Cabral, afrouxou as regras de construção em áreas de preservação ambiental de Angra e de várias ilhas.

Uma petição com mais de 5 mil assinaturas exige a revogação do decreto, rejeitado pelas principais entidades ambientalistas do Estado, a representação do IBAMA em Angra, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e... Sim, e Molon.

O Ministério Público Federal considera o decreto inconstitucional porque não há lei que o ampare.

Molon apresentou na Assembléia um projeto de Decreto Legislativo que susta os efeitos de alguns artigos do decreto de Cabral.

Se está de fato empenhado em evitar que ocorram novos desastres como o da Ilha Grande na madrugada da sexta-feira, de saída Cabral poderia revogar seu decreto infeliz.

Mas isso só não basta, é claro.

Leiam o que publicamos sobre a tragédia

http://amigosdogarotinho.blogspot.com/2010/01/blogueiro-pergunta-quem-sabe-do.html

http://amigosdogarotinho.blogspot.com/2010/01/chuvas-cabral-finalmente-aparece-e.html

Blogueiro pergunta: Quem sabe do paradeiro do governador Sérgio Cabral?

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O jornalista e blogueiro Ricardo Noblat pergunta em seu blog:

Quem sabe do paradeiro do governador Sérgio Cabral?


Você viu o governador Sérgio Cabral por aí?

Ele havia dito que passaria o revéillon na casa que tem em Mangaratiba.

O vice-governador Luiz Fernando Pezão desembarcou em Angra dos Reis tão logo ficou sabendo dos deslizamentos que mataram mais de 30 pessoas.

De uma praia na Bahia, onde repousa, Lula acionou o ministro da Integração Nacional para que ajudasse o Rio. O ministro suspendeu suas férias.

Cabral já teve tempo suficiente para aparecer - mas não apareceu ainda.

Se não foi para Mangaratiba vai ter que se explicar.

Do Rio não saiu em vôo comercial.

Se saiu do Rio em jatinho vai ter que se explicar.

Enfim, roga-se notícias do governador.

Por ora, fiquem com uma nota oficial expedida no meio da tarde pelo governo do Rio em nome de Cabral:

"O governador Sérgio Cabral lamenta profundamente as mortes provocadas pelas chuvas dos últimos dias em Angra dos Reis, no Rio e na Baixada Fluminense. O governador está acompanhando cada passo da operação de resgate feita pelas equipes das secretarias de Saúde e Defesa Civil, e de Obras, além da Marinha - assim como fez quando das tragédias no Rio e na Baixada. O governador presta a sua integral solidariedade aos familiares das vítimas, diante de momento tão triste e doloroso para todos".

Preta Gil e Luciano Huck também se pronunciaram a respeito.

Disse Preta Gil:

"Meu Deus, a situação por aqui é caótica. Estamos ilhados no hotel e muito triste com as mortes aqui em Angra. Eu sabia que aquela chuva não daria boa coisa".;

Disse Luciano:

"Acabo de falar com o prefeito de Angra para prestar solidariedade. A noite não foi de festa para todos. Deixo aqui nosso carinho".

Solidariedade às vítimas das tragédias

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Esse blog gostaria imensamente que o Ano Novo tivesse começado com alegrias para todos. Infelizmente, várias tragédias, devido às chuvas, tornaram esse início de 2010 triste para muitas famílias e amigos.

A todos esses atingidos pelas tragédias, nossa solidariedade e carinho