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Rua próxima ao Palácio da Cidade e do "pacificado" Dona Marta vira passarela de sambista armada

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Na rua Conde de Irajá, praticamente ao lado do Palácio da Cidade do prefeito Eduardo Paes, próxima ao "pacificado" morro Dona Marta, na Zona Sul do Rio, um grafite pintado em uma banca de jornais mostra que o local ainda não perdeu, como gosta de dizer o governo Cabral, os ares de área violenta.


Como se fosse a rainha de bateria de escola de samba, uma mulher segura armas nas mãos e tem um fuzil pendurado nas costas. Onde está a tal pacificação?



JB comprova que pacificação do morro Dona Marta não passa de uma ação midiática ou mais uma mentira de Cabral

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Depois dos muros de Cabral e das câmeras estilo big brother que estão sendo instaladas na comunidade do Dona Marta, a população local se revolta agora com a falta de iluminação pública nos becos, vias e escadarias do morro.

Segundo relato de moradores, há locais no Morro Dona Marta onde não é possível se enxergar um palmo à frente e muito menos que as recém-instaladas câmeras captem alguma imagem.

Leiam o que escreveu o jornalista Eucimar Oliveira no blog You Pode a respeito da reportagem (mais abaixo) do Jornal do Brasil sobre a péssima iluminação do Morro Dona Marta.

A jóia não brilha tanto
// Postado por YouPode
A jóia da coroa da política de segurança do governo Sérgio Cabral não reluz tanto quanto tentam fazer crer alguns jornais. Pela terceira vez em poucos meses, o Jornal do Brasil, num notável trabalho de seus repórteres, mostrou que há ainda muita coisa errada e fora de ordem naquele showroom midiático chamado Morro Dona Marta, apresentado aos quatro cantos como uma vitoriosa estratégia contra o tráfico.

O Dona Marta foi a primeira favela a ser ocupada pela polícia e cercada com muros altíssimos.. A primeira em mil. Depois vieram mais três e ainda faltam 996. Ao ritmo de 10 ao ano, pode ser que em mais dois séculos todas já tenha entrado no plano de pacificiação.

Há tempos, o jornal noticiou que as ações do tráfico no Dona Marta continuam. Foram modificadas apenas e forma como agem os bandidos e os viciados. No lugar dos fuzis exibidos ostensivamente, discrição e um serviço de delivery para os consumidores. Depois disso, o JB registrou o aborrecimento dos moradores do local com a instalação de um cenário big brother no local, onde todos podem ser observados por diversas câmeras.

Na reportagem desta sexta-feira, sabe-se, pela narrativa do repórter Caio de Menezes, que a bisbilhotice já nem incomoda tanto mais os habitantes do Dona Marta. As câmeras, tanto quanto eles, sofrem com a precariedade de iluminação nas vielas e becos do local. Sim, o Dona Marta anda meio às escuras. O serviço público essencial não chegou por lá nesta área. Ruim para moradores, para a vigilância policial e bom para quem quer praticar alguma ação ilícita.

Não há luz na quadra (as peladas noturnas foram suspensas) e a escuridão não traz o silêncio para ajudar a dormir. Uma moradora reclama que constantemente na sua porta, uma pessoa, sem enxergar um palmo à frente, tropeça, cai, se machuca, xinga e faz um barulho enorme ao reclamar de tudo e de todos. Outra moradora, que teve sua nova casa construída no governo anterior, revela que há anos um poste de iluminação na sua porta está com a lâmpada queimada. E a Rio Luz não aparece para o conserto.

A Light andou por lá distribuindo geladeiras econômicas. A imprensa bateu o bumbo. Mas onde está a iluminação pública tão essencial à vida de qualquer comunidade? Quem responde? A empresa, o governo estadual, a prefeitura?

O Dona Marta, durante os folguedos de ocupação, primeira página de todos os jornais por vários dias, ganhou até um sistema wi-fi (sem fio) de Internet. Só que governo e jornais se esqueceram de um pequeno detalhe: não há sistema de iluminação wi-fi, sem os fios que foram arrancados pelas autoridades.






Pé pode ser grande, mas a memória do vice-governador é curta

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O ex-governador Anthony Garotinho escreveu em seu blog que o atual vice-governador Pezão deve ser um homem de memória curta. Garotinho se mostra decepcionado com a entrevista dele ao jornal O Dia, no qual Pezão disse que o Morro Dona Marta vive hoje uma nova realidade graças a Sérgio Cabral. Ele destaca a construção do Plano Inclinado (bondinho), como iniciativa do governador Sérgio Cabral que devolveu a dignidade aos moradores, já que havia pessoas, que há 17 anos não saíam do morro porque não conseguiam descer e subir tantos degraus.

Na verdade, disse Garotinho, o Plano Inclinado foi obra de Rosinha, e o que surpreendeu o ex-governador é que Pezão estava lá na inauguração, como secretário de Governo. Leia abaixo a íntegra da nota de Garotinho.


Verdades e mentiras sobre o Dona Marta

O vice-governador Pezão deve ser um homem de memória curta, ou como diz um deputado que o conhece bem, um homem sem memória. Só lembra do que lhe interessa.

Fiquei decepcionado ao ler entrevista de Pezão, no jornal O DIA, onde diz que o Morro Dona Marta vive hoje uma nova realidade graças a Sérgio Cabral. Segundo ele, há muito tempo o Poder Público nem entrava na comunidade. Destaca a construção do Plano Inclinado (bondinho), como iniciativa do governador Sérgio Cabral que devolveu a dignidade aos moradores, já que havia pessoas, que há 17 anos não saíam do morro porque não conseguiam descer e subir tantos degraus.

Essa é a única verdade. Muitas pessoas não saíam do Dona Marta por dificuldades de acesso, principalmente os idosos doentes. Só que, como podem conferir na matéria acima, o Plano Inclinado foi obra de Rosinha, e o que me surpreende é que ele estava lá na inauguração, como secretário de Governo. Será que esqueceu? Como que o Poder Público não entrava no Dona Marta?

Pela matéria acima, que pode ser conferida no link http://www.voluntariosibm.org/site/pagina.php?idclipping=11755&idmenu=35 dá para ver a quantidade de obras realizadas por Rosinha, no Dona Marta. Além do mais, a matéria também mostra, que Rosinha inaugurou três das cinco estações do Plano Inclinado. Como é que é obra de Cabral?

As únicas obras de Cabral no Dona Marta, diga-se de passagem, foi acabar com a creche entregue pronta por Rosinha, que virou sede da companhia da PM e o famigerado muro para cercar a comunidade, além de acabar com a Escola de Cozinha Ana Maria Braga, que qualificava, principalmente mulheres, a trabalharem em restaurantes e até montarem seu próprio negócio vendendo quentinhas, doces e salgados. O resto, o vice-governador Pezão deve ter sido traído pela memória.