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Eduardo Paes fica a ver navios, e Rio sem leitos para Olimpíadas de 2016

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Em busca de mídia e eventos, Eduardo Paes e Sérgio Cabral adoram prometer mundos e fundos sem o menor planejamento e ideia do que estão falando. Só que agora uma das promessas do prefeito-cara-de-pau para atender uma demanda do Comitê Olímpico Internacional está prestes a afundar: o número de leitos na rede hoteleira.

Segundo revela reportagem do jornal Valor, a solução dada pela Prefeitura de oferecer 40 mil quartos de hotéis de três e quatro estrelas em 2016 pode não acontecer mais. Isso porque a presença de navios que renderiam mais 8,5 mil aposentos, que serviriam de apoio aos 22 mil leitos que já existem na rede hoteleira da cidade, não virão mais para o Rio.

De acordo com o jornal, o evento olímpico vai coincidir com alta temporada na Europa, momento mais prioritário para as empresas do setor.

E agora, falastrões?

Leiam abaixo:

Cartão postal do Rio de Janeiro de Sérgio Cabral não tem policiamento e bandidos atacam livremente

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No Rio de Janeiro pacificado de Sérgio Cabral, um dos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro está abandonado e se tornou local de ataque de bandidos a turistas. Uma quadrilha está atacando visitantes na subida da Pedra Bonita e nas trilhas da Floresta da Tijuca, desde o ano passado.

As vítimas mais recentes foram quatro moças que caminhavam na área. Elas foram levadas pelos bandidos para um local pouco frequentado por trilheiros, roubadas e ameaçadas de morte. As garotas só conseguiram sair da mata três horas após o assalto.

Uma delas ficou muito arranhada. As jovens registraram queixa na 15ª DP (Gávea) e pediram mais segurança à direção do Parque Nacional da Tijuca. As duas decidiram não voltar mais. A informação é do jornal O Dia.

Corcovado, um dos principais pontos turísticos do Rio, dominado pela máfia e pela desordem urbana

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Reportagem do Jornal do Brasil desta sexta-feira (8) revela que a desordem urbana impera em um dos pontos turísticos mais importantes do Rio de Janeiro: o Corcovado. O local está à mercê de uma máfia de taxistas.Em frente à estação do trem que leva à estátua, flanelinhas agem livremente, veículos clandestinos circulaimpunemente, assim como taxistas autorizados que mandam o taxímetro às favas e cobram valores extorsivos dos turistas.

Essas foram algumas das irregularidades observadas pelo JB, em apenas meia hora, período autorizado pelos agentes das irregularidades até decidirem ameaçar o repórter fotográfico Daniel Ramalho. A ordem? “Se continuar tirando foto o bicho vai pegar”. Prefeitura, choque de ordem, polícia? Niguém fez nada até o momento para acabar com o abuso e a bagunça no local.

Bagunça urbana que nem Cristo perdoa

Caio de Menezes , Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - Verão, férias escolares, alta temporada do turismo na cidade, e um problema persiste no Cosme Velho (Zona Sul). O ponto nevrálgico do bairro é o principal acesso ao monumento turístico mais famoso da cidade: o Cristo Redentor.

Em frente à estação do trem que leva à estátua, flanelinhas agem livremente, veículos clandestinos circulam impunemente, assim como taxistas autorizados que mandam o taxímetro às favas e cobram valores extorsivos dos turistas.

Essas foram algumas das irregularidades observadas pelo JB, em apenas meia hora, período autorizado pelos agentes das irregularidades até decidirem ameaçar o repórter fotográfico Daniel Ramalho. A ordem? “Se continuar tirando foto o bicho vai pegar”.

Nem mesmo a ação da polícia é suficiente para pôr ordem no local. Há três dias, a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat) realizou a Operação Corcovado. Apreendeu veículos clandestinos e fichou os responsáveis, na esperança de que respondam judicialmente pelas ações.

– Realizamos a operação por conta de inúmeras reclamações de turistas que se sentiram lesados com cobranças abusivas praticadas por esses motoristas, além de outros que foram vitimas de acidentes quando eram transportados e não tiveram a quem responsabilizar, uma vez que os condutores se eximiram de responsabilidade devido à ilegalidade do serviço oferecido – disse na última terça-feira o delegado titular da Deat Fernando Vila Pouca de Sousa.

Lucas Rabelo, de 29 anos, morador do Cosme Velho, afirma que a desordem no entorno da Praça São Judas Tadeu é comum.

– Isso é uma zona. Não há infraestrutura alguma para receber os turistas. É um dos lugares mais visitados do Rio de Janeiro, e nada é feito no sentido de melhorar. Não existe estacionamento para ônibus de turismo, e lugares onde possam parar para o desembarque dos passageiros. Nesta época do ano as coisas só pioram.

Aumentam os táxis e as vans, além de um sem fim de carros de passeio que transportam turistas, em sua maioria estrangeiros, e estacionam em fila dupla. Um horror – lamentou o designer, no bairro há 25 anos.

A publicitária gaúcha Andréa Varela revoltou-se com o valor cobrado por um dos taxistas – quase quatro vezes superior ao que daria a corrida se fosse marcada pelo taxímetro.

– Um taxista disse que cobraria R$ 70 para me levar até Ipanema, pedi para ir pelo taxímetro, e ele não aceitou – criticou.

Turistas achacados

Nas cercanias da estação do Trem do Corcovado, muitos flanelinhas agem sem qualquer repressão de PMs e guardas municipais que trabalham no local. Quem não aceita pagar, sofre ameças ou ouve desaforos.

– É R$ 15, e tem que pagar agora – esbravejou um garoto que aparentava ter menos de 15 anos a um grupo de turistas paraenses. Diante da negativa do motorista, ele “explicou” as regras:.

– Estou aqui todo dia, eu que sei – avisou, de braços abertos, e em tom de ameaça.

Anderson Barbosa, o achacado, disse que aquela não era a primeira vez que enfrentava o problema.

– Sempre visito o Cristo, e a situação só se repete. Tenho vontade de não pagar, mas fico com medo de que meu carro seja arranhado, ou algo pior. Espero que, até a Copa de 2014, esse tipo de atitude seja erradicada.

Pontos turísticos e históricos do Rio sofrem com abandono

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Que o Rio de Janeiro será a sede da final da Copa do Mundo de 2014 e é uma das cidades favoritas a receber os Jogos Olímpicos de 2016 todos já sabem.

Mas será que a cidade está preparada para eventos tão importantes assim? Do ponto de vista turístico, o Rio de Janeiro está abanonado.

Vejam os exemplos:

Na semana passada este blog relatou o (des) choque de ordem que ocorre no Pão de Açúcar - onde flanelinhas agem à vontade e taxistas cobram o que querem dos turistas.

Agora, artigo no Jornal do Brasil mostra o abandono de Copacabana, um dos principais cartões postais do Rio; e, na coluna Gente Boa, de O Globo, foi publicada uma lista feita pelo historiador Milton Teixeira que revela quais os monumentos que o turista pode não encontrar em 2014 quando vier assistir a Copa do Mundo.



Copacabana está uma vergonha!

Marcus Quintella, Jornal do Brasil

RIO - Em janeiro de 2008, escrevi um artigo que tratava do descaso e abandono da minha querida Copacabana, que, até então, não conseguia ter seus infindáveis, conhecidos e solúveis problemas resolvidos pelos poderes municipal e estadual, mesmo após a Operação CopaBacana, parceria do governo estadual com o Grupo Gestor da Orla, da prefeitura do Rio.

Passados quase dois anos, a situação continua a mesma, ou pior, mesmo com o chamado Choque de Ordem da prefeitura, que funciona pontualmente e descontinuadamente, ou quando há alguma denúncia importante ou pressão da imprensa. Na maior parte do tempo, a fiscalização afrouxa e os infratores sempre retornam aos locais dos crimes após a passagem do pessoal do Choque de Ordem.

Os principais problemas de Copacabana, que são os mesmos da maioria dos bairros do Rio de Janeiro, são os seguintes:
assaltos a transeuntes – as principais vítimas são os idosos e os turistas; moradores de rua – dormem e acampam nas calçadas e pouco são incomodados;
menores infratores – protegidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e excluídos pelas ações sociais oficiais, agem impunemente nas ruas;
veículos abandonados – permanecem estacionados em ruas transversais;
trânsito caótico – ônibus, caminhões de entrega, táxis e vans abusam e desrespeitam as leis de trânsito;
pontos de vans – as vans estão, aos poucos, instalando seus pontos nas principais artérias do bairro;
limpeza urbana – muita sujeira e fedor em muitas ruas internas;
escuridão das ruas – iluminação precária das ruas, principalmente na importante Av. Nossa Senhora de Copacabana;
flanelinhas – seguem ditando as regras e comandando as vagas de estacionamento público; camelôs – vendem o que querem, a partir das sete da noite;
prostituição e tráfico de drogas – possuem pontos predeterminados, sem qualquer repressão;
acessos desprotegidos – os cinco acessos ao bairro (Túnel Novo, Túnel Velho, Ladeira do Leme, Corte Cantagalo e Posto 6) não são monitorados e protegidos por câmeras e postos policiais;
falta de policiamento – quase não há policiamento durante o dia nas ruas internas, notando que, à noite e nos domingos e feriados, com exceção da orla, o policiamento inexiste.

Na prática, esse tal Choque de Ordem da prefeitura é uma enorme mis-en-scène, uma vez que não conta com ações corretivas e repressivas permanentes e não possui planejamento para a manutenção da ordem e das posturas municipais. Na realidade, são ações pirotécnicas pontuais, cujos efeitos são passageiros e que não assustam os infratores, que sabem que logo a tempestade passa e volta a bonança da baderna e desordem pública.

Não consigo aceitar que um bairro como Copacabana não seja um exemplo de ordem urbana e um oásis de segurança pública. A transformação de Copacabana num bairro seguro e ordenado traria benefícios incalculáveis para toda a sociedade, com geração de empregos, elevação da arrecadação de tributos, maior valorização imobiliária, aumento da taxa de ocupação da rede hoteleira, aumento do faturamento do comércio e do setor de serviços e melhoria da qualidade de vida da população.

Todo esse quadro pintado para Copacabana pode ser transferido para os demais bairros da Cidade Maravilhosa. Mais uma vez, gostaria que alguém me respondesse às seguintes questões: a quem interessa esse quadro caótico de Copacabana e dos demais bairros da cidade? Quem ganha com isso? É assim que o Rio de Janeiro quer ser escolhido como a sede dos Jogos Olímpicos de 2016? Caso nada seja planejado e executado imediatamente para transformar Copacabana e os demais bairros da cidade em modelos de ordem pública e segurança, em 2014, durante a Copa do Mundo, os problemas citados acima ganharão a mídia mundial, envergonhando todos os brasileiros, com prejuízos monstruosos para a economia carioca. Imaginem, então, tudo isso em 2016, durante os Jogos Olímpicos.

Que vergonha!

* Marcus Quintella é engenheiro.

Até o humorista perde o bom humor com as trapalhadas de Eduardo Paes e Sérgio Cabral no Rio de Janeiro.

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Leia abaixo a coluna de Tutty Vazques no Estado de S. Paulo: