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Eduardo Paes quer liberar encostas dos morros cariocas à especulação imobiliária

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Esse blog gostaria muito de saber até quando a dupla do barulho Sérgio Cabral/Eduardo Paes vai continuar agindo em favor de empresários – especialmente da construção civil e de ônibus – em detrimento da população.

É que não passa uma semana sequer sem que um ou outro não tente mudar a legislação para beneficiar os empresários. Ontem, quinta-feira, malandramente, Paes mandou uma Emenda ao Plano Diretor para “flexibilizar a ocupação de encostas”.

Em bom português: liberar as já sofridas encostas dos morros cariocas à especulação imobiliária das construtoras.

Para quem não se lembra, o Plano Lúcio Costa para a Barra da Tijuca era rigoroso em relação ao número de andares no bairro. Aí, foram “flexibilizando” e a Barra hoje parece uma enorme Copacabana.

É bom ficar de olho. Leiam abaixo:

Emenda de Eduardo Paes ao Plano Diretor do Rio flexibiliza ocupação de encostas

RIO - A prefeitura quer mudar as regras de ocupação de encostas com uma emenda ao novo Plano Diretor e abrir caminho para a construção de condomínios residenciais. A emenda do prefeito Eduardo Paes autoriza a abertura de novas ruas em trechos de encostas. A proposta criou polêmica na comissão que discute o plano. O relator Roberto Monteiro (PCdoB) é favorável às mudanças, mas a presidente Aspásia Camargo (PV) defende a manutenção da regras atuais, em vigor há quase 40 anos.

Íntegra em:

http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/06/24/emenda-de-eduardo-paes-ao-plano-diretor-do-rio-flexibiliza-ocupacao-de-encostas-916975604.asp

Barra da Tijuca pode sofrer com promessas de campanha de Cabral e Paes

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As promessas de campanha de Sérgio Cabral e Eduardo Paes para o setor imobiliário tendo em vista a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 estão ameaçando a Barra da Tijuca. Assim como Eduardo Paes está fazendo com o Centro Histórico do Rio, a Barra pode sofrer muito com esta especulação, que pode fazer do bairro ter uma ocupação parecida com a de Copacabana.


A revelação está na reportagem do jornal O Globo, que mostra que, a partir de uma emenda proposta pelo novo Plano Diretor da cidade, um trecho de dois quilômetros da orla da Barra da Tijuca e partes de três avenidas internas do bairro podem ganhar prédios residenciais de até 15 andares (o triplo permitido hoje pelo Plano Lucio Costa), adensando ainda mais o bairro que hoje sofre com problemas de infraestrutura e transporte.

Clique no link e leia a reportagem:





Maia: prefeitura de Eduardo Paes vai acabar com a paisagem da Igreja da Penha

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O ex-prefeito Cesar Maia revela nesta terça-feira (9), em seu ex-blog, que o prefeito Eduardo Paes, não satisfeito em acabar com o Centro Histórico do Rio, em prol da especulação imobiliária, tenta agora fazer o mesmo no bairro da Penha.

Um projeto de Lei Complementar encaminhado pela Prefeitura do Rio à Câmara Municipal altera os parâmetros urbanísticos do bairro, afetando inclusive a paisagem da Igreja da Penha.

Leia abaixo:

ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA CHEGA A PENHA! PAISAGEM DA IGREJA DA PENHA VAI DESAPARECER!

1. Fotografe a Igreja da Penha de baixo, enquanto for possível. Projeto de Lei Complementar encaminhado pela Prefeitura do Rio à Câmara Municipal altera os parâmetros urbanísticos do bairro.

2. Leia com atenção a justificativa para alterar os parâmetros que vêm de 1988 por decreto com força de lei. Leia e releia. "Um dos principais focos na elaboração daquele Decreto foi a preservação da paisagem da Igreja da Penha. A própria estrutura do Decreto deixa isto claro, porque a ‘Altura das Edificações’ é tratada em Capítulo especial, fora do Capítulo das demais ‘Condições das Edificações’. Embora não se possa creditar só à legislação a forma como se desenvolve uma região, talvez essa preocupação de preservação de uma visão ampla, de todas as direções da Igreja tenha redundado em remédio forte demais para o tamanho do problema, considerando-se que a região passa por um período de quase estagnação."

3. Ou seja: A preservação da visão ampla da Igreja NS da Penha, o símbolo maior da zona norte, foi "um remédio forte demais".

4. Conheça o Projeto de Lei Complementar (http://mail.camara.rj.gov.br/APL/Legislativos/scpro0711.nsf/449a94f8ca1f125a832566ec00172e93/b2a278fae3e6644d032576d5005a818f?OpenDocument).

Eduardo Paes quer entregar cartão postal do Rio à especulação imobiliária

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O prefeito Eduardo Paes, o filhote de Cabral, segue na sua “missão” de entregar todo o Rio de Janeiro às empreiteiras.
Ele e Cabral querem construir um prédio de mais de 40 andares na bela região da Lapa e entregar praticamente outro quarteirão próximo à mesma região, que será todo derrubado caso eles consigam autorização.
Não satisfeito, Paes agora quer também “privatizar” o Parque da Catacumba, denuncia o ex-prefeito Cesar Maia.

PARQUE DA CATACUMBA! DESMATAMENTO CHAPA-BRANCA! PRIVATIZAÇÃO!
1. Parque da Catacumba na Lagoa Rodrigo de Freitas, será privatizado e desmatado parcialmente com o objetivo de: Aumento da área do parque, ligando por trilhas o P. Mequior e P. da Saudade (aqui já existe uma área de quilombola sendo averbada pelo INCRA) e trilhas para outras localidades; Concessão de exploração para iniciativa privada, às atividades de turismo ecológico e de aventura; Abertura de quiosques dentro do parque; Parceria Privada na Gestão do Parque.
2. Abrem-se os caminhos para a entrada de bares e restaurantes.
3. Moradores dos condomínios M. Ravel, Stravinsky, Villa-Lobos, Revil-Lagoa, Jardim Park Lagoa e Puccini estão registrando com imagens de cima que já mostram o avanço do desmatamento. Recorrem ao MP.
4. Advogados preparam as ações contra a prefeitura-Rio junto ao TJ.
5. Atenção. Imagens de um passado não tão distante.

Eduardo Paes vai autorizar a demolição de mais de meio-quarteirão no Centro do Rio

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Conforme este blog vem mostrando há algum tempo, o prefeito-factóide Eduardo Paes quer porque quer destruir parte do Centro Histórico do Rio em prol da especulação imobiliária. Reportagem do jornal O Globo desta terça-feira (23) mostra que um quarteirão quase inteiro entre as ruas das Marrecas e Evaristo da Veiga, que integram o Corredor Cultural do Centro, pode ser derrubado para a construção de um novo centro comercial.

O Fundo Opportunity de Investimento Imobiliário, administrado pelo Grupo Opportunity, comprou 17 sobrados e outros pequenos prédios na região em leilão público realizado em julho de 2009. Os imóveis pertenciam ao Banco Econômico, em processo de liquidação extrajudicial.

Embora o terreno seja vizinho a bens tombados ou protegidos - como o Passeio Público, a torre de cem metros de altura do edifício Mestre & Blatgé (antiga sede da Mesbla, hoje Lojas Americanas), a Escola de Música da UFRJ e o antigo prédio do Automóvel Club do Brasil -, é permitido construir espigões ali.

Eduardo Paes continua na sua sanha para botar abaixo o que restou do Rio histórico

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O prefeito Eduardo Paes vai entregar importante naco do Centro do Rio à especulação imobiliária.

A denúncia é do ex-blog de Cesar Maia:
A GUERRA DA ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA! DEMOLIÇÕES NO CENTRO HISTÓRICO DO RIO!

Prefeitura-Rio vai autorizar a demolição de mais de meio-quarteirão no Centro do Rio! Os prédios de décadas atrás estão nas ruas Evaristo da Veiga e Marrecas, junto à Lapa e Passeio Público. São prédios pequenos que abrigam, por exemplo, o Restaurante Zabor e vão até o QG Central da Polícia Militar. Somados aos prédios da Rua das Marrecas, vai dar mais de meio quarteirão no Centro do Rio!

Eduardo Paes quer agora descaracterizar o Centro Histórico do Rio com mais uma construção polêmica

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Mesmo com todas as críticas de que estaria favorecendo a especulação imobiliária e sacrificando o patrimônio histórico do Rio, o Eduardo Paes não dá o braço a torcer e está obcecado em descaracterizar o Centro do Rio.

Se já não bastasse a polêmica em torno da construção de um espigão de 44 andares da Eletrobrás, na Lapa, considerada área de proteção ao ambiente cultural, segundo revelou na quarta-feira o ex-prefeito Cesar Maia, agora o prefeito-factóide quer alterar as regras de construção no Corredor Cultural do Centro.

Desta vez, o projeto de lei complementar 31/2009 propõe elevar, de 12,5 metros (o equivalente a três andares) para 42 metros (14), o gabarito de um terreno do BNDES, em aclive, na Avenida República do Paraguai.

A medida permitiria erguer um anexo na lateral do Morro de Santo Antônio, onde há duas construções remanescentes do período colonial e tombadas pelo seu interesse histórico e cultural: o Convento de Santo Antônio e a Igreja de São Francisco da Penitência.

Assim como a lei, já em vigor, que também alterou as regras no Corredor Cultural para permitir à Eletrobrás construir um espigão de até 44 andares nas imediações dos Arcos da Lapa , a proposta cria polêmica entre os especialistas. A dúvida é se o prédio contribuiria para revitalizar o Centro ou se acabaria se transformando num um obstáculo a mais na visualização do patrimônio histórico.

Assim como denunciamos antes, e todas ligadas à especulação imobiliária, entendemos a ganância das construtoras. Porém, o que achamos muito, mais muito estranho mesmo, é a postura do prefeito Eduardo Paes sempre servil a essa ganância. Por que será???

Não custa lembrar que Paes bateu o pé para aprovar projeto que praticamente cimenta a região do bairro de Vargem Grande, na Zona Oeste.

Leia abaixo a íntegra da reportagem de O Globo

Projeto permite ao BNDES erguer anexo junto a prédios históricos no Centro

Publicada em 27/01/2010 às 23h45m

Luiz Ernesto Magalhães

RIO - A Câmara de Vereadores debaterá na volta do recesso, em fevereiro, uma nova proposta do prefeito Eduardo Paes para alterar as regras de construção no Corredor Cultural do Centro. Desta vez, o projeto de lei complementar 31/2009 propõe elevar, de 12,5 metros (o equivalente a três andares) para 42 metros (14), o gabarito de um terreno do BNDES, em aclive, na Avenida República do Paraguai. A medida permitiria erguer um anexo na lateral do Morro de Santo Antônio, onde há duas construções remanescentes do período colonial e tombadas pelo seu interesse histórico e cultural: o Convento de Santo Antônio e a Igreja de São Francisco da Penitência.

Assim como a lei, já em vigor, que também alterou as regras no Corredor Cultural para permitir à Eletrobrás construir um espigão de até 44 andares nas imediações dos Arcos da Lapa , a proposta cria polêmica entre os especialistas. A dúvida é se o prédio contribuiria para revitalizar o Centro ou se acabaria se transformando num um obstáculo a mais na visualização do patrimônio histórico:

- Não basta preservar construções históricas. É preciso que os contextos urbanos onde elas estão inseridas tenham suas escalas respeitadas. Um exemplo foi o que aconteceu com o conjunto da Igreja do Convento do Carmo, na Praça Quinze, que ficou escondido desde a construção do Edifício Candido Mendes (na Rua da Assembléia) - criticou o arquiteto Nireu Oliveira Cavalcanti, ex-integrante do Conselho Municipal de Urbanismo.

Em 2005, o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foi consultado sobre a viabilidade de se construir um anexo do BNDES. No novo prédio, ficariam instalações administrativas e um centro cultural, incluindo a nova sede da Biblioteca Celso Furtado. O Iphan informou que não teria restrições ao prédio, desde que a altura da construção não ultrapassasse o cume da igreja.

Paes: projeto é bom para a economia da cidade

O prefeito Eduardo Paes defende o projeto, que apresentou no fim do ano passado, como sendo importante não apenas para o BNDES, como para a vida econômica da cidade. Ele lembrou que o anexo previsto é bem menos alto que outros prédios existentes no entorno:

- O projeto está na Câmara para uma ampla discussão com a sociedade - disse.

Cesar Maia entra na briga contra a construção do espigão da discórdia de Eduardo Paes e Sérgio Cabral na Lapa

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Nesta quarta-feira (20), Cesar Maia publicou em seu ex-blog um crítica contra a construção do absurdo espigão que Eduardo Paes e Sérgio Cabral querem enfiar goela abaixo dos cariocas em favor da especulação imobiliária e da Eletrobrás.

O texto foi reproduzido pelo jornalista Dacio Malta, em seu blog Alguém me Disse, publicado no site YouPode.

Leia abaixo

Cesar luta contra espigão

O ex-prefeito Cesar Maia decidiu oficializar sua campanha contra a construção de um prédio de 44 andares, pela Eletrobrás, em pleno centro histórico do Rio.

Eis o texto da sua Carta Aberta à diretoria da Eletrobrás:

“Srs. Presidente José Antonio Muniz Lopes, Diretor de Administração Miguel Colasuonno, Diretor de Distribuição Flávio Decat de Moura, Diretor de Planejamento e Engenharia Valter Luiz Cardeal de Souza, Diretor de Tecnologia Ubirajara Rocha Meira, Diretor Financeiro e de Relações com Investidores Astrogildo Fraguglia Quental.

1. O Centro Histórico do Rio é patrimônio histórico do Brasil. Para preservá-lo, 30 anos atrás, foi aprovada a legislação do Corredor Cultural, preservando a memória histórico-cultural do Rio. Durante 10 anos essa legislação foi detalhada em relação a seu alcance.

2. No último dia do ano passado, a Prefeitura do Rio fez aprovar uma lei estuprando o Corredor Cultural e abrindo um precedente de extrema gravidade. Inacreditavelmente, é uma empresa estatal da tradição da Eletrobrás, patrimônio de nosso Povo, que se associa a um monstro urbano como esse. E ainda mantém silêncio quando a prefeitura diz que aprovou esta lei debaixo de chantagem: “Se não fosse assim a Eletrobrás sairia do Rio”.

3. Todos sabem que isso não é verdade e que os senhores não se prestariam a tal papel. Portanto, por trás, há interesse privado menor, envolvendo construtora e abrindo aquele espaço urbano sagrado para a saga dos especuladores imobiliários.

4. Os senhores sabem que o número de funcionários da Eletrobrás no Rio não requer um prédio de 44 andares e, portanto, os negócios privados estão incorporados a tal decisão. E sabem que as alternativas de localização no Centro do Rio são diversas: Terreno da RFF ao lado da nova linha do Metrô e da Avenida Presidente Vargas; Cidade Nova (Fundo de Pensão da Prefeitura tem terrenos lá, Telemar tem um prédio inacabado); os imóveis da área portuária são em grande medida federais; há prédios no Centro do Rio, federais e abandonados, que submetidos a um retrofit, estariam perfeitamente capacitados, etc.

5. Um prédio desse porte não se construirá em menos de 3 anos. As ações judiciais, de diferentes focos, em defesa do patrimônio urbano do Rio e do Brasil e contra a Eletrobrás, já começaram a ser preparadas. O impasse judicial será inevitável e os atrasos recorrentes criarão um custo financeiro para a Eletrobrás.

6. Esta Carta Aberta tem a finalidade de registrar as responsabilidades neste dia, para que no futuro ninguém possa alegar desconhecimento. Neste, ou no próximo governo federal, essas responsabilidades serão cobradas. E não será dos que estão por trás do negócio, mas diretamente dos senhores que compõem a diretoria e aportarão as respectivas assinaturas.

7. O Rio espera que a consciência dos senhores impeça tamanha barbaridade. Há tempo, pois a compra não foi concretizada, ainda.

8. Recebam esta Carta Aberta como uma Notificação Extra-Judicial, pois será a base das responsabilizações futuras.

Cesar Maia - em 20 de janeiro de 2010. Dia de São Sebastião do Rio de Janeiro”.

Eduardo Paes quer porque quer descaracterizar o Centro do Rio com espigão na Lapa

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Mesmo com todas as críticas de que estaria favorecendo a especulação imobiliária e sacrificando o patrimônio histórico do Rio, o prefeito-factóide Eduardo Paes não dá o braço a torcer e está obcecado em descaracterizar o Bairro da Lapa com a construção de um espigão de 44 andares.

Assim como esse blog publicou na quarta-feira (13), e denunciamos antes, e todas ligadas à especulação imobiliária, entendemos a ganância das construtoras. Porém, o que achamos muito, mais muito estranho mesmo, é a postura do prefeito Eduardo Paes sempre servil a essa ganância. Por que será???

Não custa lembrar que Paes bateu o pé para aprovar projeto que praticamente cimenta a região do bairro de Vargem Grande, na Zona Oeste.

E, agora, como não quer nada, na calada da noite, ele quer aproveitar a brecha proporcionada pelas mudanças na legislação do Corredor Cultural do Centro do Rio propostas pelo próprio prefeito e aprovadas discretamente pela Câmara dos Vereadores no fim do ano, quando todos estavam mais preocupados com as festas natalinas.

Será este o presente de Natal de Paes combinado com as empreiteiras?

Conforme dissemos ontem, já vimos esse filme e é o carioca quem morre no final.

Como não há almoço grátis...

Leia abaixo a reportagem desta quinta-feira (14) em O Globo

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, defendeu nesta quarta-feira aconstrução de um prédio da Eletrobrás com até 44 andares num terreno nas imediações dos Arcos da Lapa. Uma lei, sancionada na semana passada, alterou as regras de edificação no Corredor Cultural do Centro. Paes rebateu as críticas de que o espigão pode desfigurar a área, com seu casario antigo. Segundo ele, a obra contribuirá para a revitalização do Centro.

- Não tem impacto. Aquilo ali é um terreno abandonado. Vai ajudar na revitalização do Centro - disse Paes, que participou em Brasília do lançamento do PAC da Mobilidade (destinado a melhorar a área de transportes), para a Copa de 2014.

Paes rebateu as críticas de que a prefeitura estaria se rendendo à especulação imobiliária e sacrificando o patrimônio histórico do Rio:

- Não dá para chamar de especulação.

As mudanças na legislação do Corredor Cultural do Centro do Rio foram propostas pela prefeitura e aprovadas pela Câmara dos Vereadores no final do ano, gerando polêmica.

- Atendemos a um pleito da Eletrobrás, que não tinha estrutura para funcionar no Rio - disse Paes.

O prefeito afirmou que, antes de enviar a proposta para a Câmara dos Vereadores, consultou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o presidente da Fundição Progresso (que fica ao lado do local da futura construção), Perfeito Fortuna.

"Essa lei cria um precedente perigoso", afirma advogado
Especialistas em urbanismo e patrimônio cultural têm dúvidas sobre o eventual risco de o projeto descaracterizar o conjunto arquitetônico, além de prejudicar a visão dos Arcos da Lapa. A lei permite a construção de um prédio de dois blocos interligados, a cerca de 200 metros do monumento.

O Grupo Ação Ecológica (GAE) decidiu entrar com uma representação no Ministério Público (MP) para que analise a constitucionalidade da lei. Em outra frente, o GAE vai pedir uma audiência pública ao prefeito Eduardo Paes, propondo que ele revogue a lei.

- A tramitação do projeto feriu o Plano Diretor do Rio. Ele prevê que qualquer alteração nas orientações sobre como deve ser o crescimento da cidade deve ser precedida de audiências públicas. Isso não foi feito. Essa lei cria um precedente perigoso para descaracterizar o Centro Histórico - disse o advogado especializado em direito ambiental Rogério Zouen, diretor do GAE.

A Eletrobrás, que ainda negocia a compra dos terrenos administrados pelo Rio Previdência (fundo previdenciário do estado), pretende colocar os seus escritórios (hoje distribuídos por quatro imóveis alugados) numa só sede. A empresa teria ameaçado deixar o estado.

Leia também o que publicamos na quarta-feira (14)

Muito estranha essa fixação de Eduardo Paes a favor da especulação imobiliária

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Esse blog entende a ganância das construtoras. O que achamos muito, mais muito estranho mesmo, é a postura do prefeito Eduardo Paes sempre servil a essa ganância. Por que será???

Depois de ficar obcecado em querer aprovar projeto que praticamente cimenta a região do bairro de Vargem Grande, na Zona Oeste, Paes, agora, se alia às construtoras, mais uma vez, para descaracterizar o Bairro da Lapa, reduto da boemia carioca e parte do Centro Histórico da Cidade.

Assim como não quer nada, na calada da noite, surge o projeto para a construção do prédio da Eletrobrás na região, com inacreditáveis 44 andares. A idéia aproveita a brecha proporcionada pelas mudanças na legislação do Corredor Cultural do Centro do Rio propostas pelo prefeito Eduardo Paes e aprovadas discretamente pela Câmara dos Vereadores no fim do ano.

Já vimos esse filme e é o carioca quem morre no final. Aconteceu na Barra da Tijuca, que teve o seu projeto descaracterizado quando os “espertos” inventaram gabaritos especiais para os Apart-Hotéis. Foi a abertura da porteira para a especulação imobiliária.

Como não há almoço grátis....

Leia abaixo a íntegra da reportagem publicada nesta quarta-feira (13) em O Globo.

Liberação de prédio de até 44 andares a 200 metros dos Arcos da Lapa cria polêmica

As mudanças na legislação do Corredor Cultural do Centro do Rio propostas pelo prefeito Eduardo Paes e aprovadas discretamente pela Câmara dos Vereadores no fim do ano, abrindo caminho para a Eletrobrás construir umespigão com até 44 andares nas imediações dos Arcos da Lapa, criaram polêmica.

Especialistas em urbanismo e patrimônio cultural, muitos dos quais apanhados de surpresa pelas mudanças, têm dúvidas sobre se existe o risco de o projeto descaracterizar o coração histórico e boêmio da cidade, além de prejudicar a visão dos Arcos.

Sancionada semana passada, a lei complementar 106 permite a construção de um prédio de dois blocos interligados, a cerca de 200 metros do monumento. A ala mais baixa, voltada para a Lapa, poderia ter até 10,5 metros (três pavimentos). Já a lâmina maior, a ser construída na direção da Avenida Chile, poderia chegar a 133 metros (44 pavimentos).

Um dos críticos é o ex-secretário municipal de Urbanismo, Augusto Ivan, um dos maiores especialistas em arquitetura do Rio Antigo. Augusto, que também já foi subprefeito do Centro, participou das discussões da criação do decreto 12.409/1993 editado pelo então prefeito Cesar Maia que estabeleceu os parâmetros para construções na área central da cidade sem prejudicar a observação das construções históricas. A nova lei alterou pontos do decreto para permitir a construção do novo prédio. Pelas regras antigas, o gabarito da área variava de três a seis pavimentos.

- Um prédio dessa altura vai fazer com que o Aqueduto Carioca (nome oficial dos Arcos da Lapa) perca a sua imponência. Isso já vem acontecendo ao longo dos anos com a construção de espigões na esplanada que surgiu com a demolição do Morro de Santo Antônio. Um imóvel desse porte teria uma função muito mais importante para o Rio se fosse construído na Zona Portuária, para servir como âncora do processo de recuperação da área - criticou Ivan.

Empresa terá que investir na região

O subsecretário municipal de Patrimônio Cultural, Intervenção Urbana, Arquitetura e Design, Washington Farjado, discorda. Para ele, a revisão da legislação contribuirá para a revitalização da área. Ele acrescenta que a Eletrobrás se comprometeu com a prefeitura, em troca das mudanças dos parâmetros, de investir em projetos importantes para o desenvolvimento cultural e econômico da região. Entre as contrapartidas estariam a inauguração de um centro cultural, a abertura de um novo acesso entre a Rua dos Arcos e a Avenida Chile; e a modernização da rede de água e esgotos da região.

Leia também o comentário do ex-prefeito Cesar Maia em seu ex-blog

O MONSTRO DA LAPA, OU ESPIGÃO DA ELETROBRÁS!

(E-mail de JS, 12) 1. É inacreditável como a prefeitura vem modificando a legislação urbanística em prol de seus interesses especulativos, desprezando os critérios básicos de Preservação previstos pelas Cartas Patrimoniais, nacionais e internacionais. São projetos que colocam em risco a memória da cidade: Nova (?) Avenida Rio Branco, o conjunto da Petrobrás na Rua do Senado, e agora, a insensibilidade alcançou um dos símbolos mais conhecidos do Rio de Janeiro: o Aqueduto da Carioca.

2. O cartão postal sofrerá total desfiguração paisagística se espigão for construído na Rua dos Arcos. A preservação do monumento não se faz isoladamente, mas se estende para as características conjunturais do sítio e de todos elementos que concorrem para definir tais características, ou seja, sua ambiência. Basta fazer uma simulação fotográfica dos Arcos com o edifício atrás para se ter uma idéia da extensão do dano (ou tomar como exemplo, ainda que numa escala menor, a visão da Igreja e Convento do Carmo (Rua Primeiro de Março) com o edifício Candido Mendes atrás - como este agride e rompe a harmonia do conjunto setentista. Mais estranho nisso tudo é o silêncio dos órgãos de preservação.


Só os jornais de São Paulo estão interessados no bem do Rio de Janeiro

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Os cariocas e fluminenses terão que passar assinar os jornais de São Paulo para serem bem informados do que se passa no Rio de Janeiro.

Isso porque os jornais, de olho nas crescentes verbas publicitárias do governo do estado e da prefeitura, ignoram tudo o que pode contrariar os atuais governantes.

O Estado de SP mostrou que a dupla de governantes vai entregar à sanha das imobiliárias simplesmente áreas de proteção ambiental.

O Rio definitivamente não merece isso. Merece respeito. Inclusive de seus jornais, que deveriam estar ao lado da população.

Rio quer construir resorts da Copa-14 em áreas de proteção ambiental
Novo Plano Diretor atinge Marapendi e Grumari; governo alega combate à favelização e ecologistas têm ressalvas

A prefeitura do Rio estuda uma mudança na legislação que poderá permitir a construção de até 11 eco resorts em áreas de proteção ambiental na orla da zona oeste. Os terrenos são privados, cada resort teria 200 suítes e os lotes seriam vendidos separadamente, para financiar a construção, o que hoje não é permitido. O prefeito Eduardo Paes (PMDB) relaciona o projeto à necessidade de vagas na rede hoteleira para a realização da Copa do Mundo de 2014 e para a Olimpíada de 2016, que o Rio ainda disputa.

LEIA REPORTAGEM COMPLETA AQUI