Maia diz que Garotinho é decisivo na sucessão presidencial

Especialista em pesquisas, o ex-prefeito César Mais analisa hoje em seu ex-blog a sucessão presidencial, que passa com destaque pelo Rio de Janeiro.

Para Maia, "Garotinho é peça fundamental na sucessão e um dos favoritos ao Palácio Guanabara. Ainda segundo ele, o atual governador tem resultado pífio nas pesquisas, apesar de contar com a simpatia e blindagem dos jornais.

O governador (Sérgio Cabral) tem uma avaliação sofrível, e nas pesquisas, com toda a boa vontade da imprensa e de Lula, mal chega a 30%. Na medida em que a campanha se abra, seus adversários terão espaço para a crítica, e esses 30% passam a ser teto.

O outro palanque de Dilma é Garotinho, que no vácuo de Cabral, especialmente na área popular, desenvolve uma pré-campanha para chegar ao segundo turno.

Um terceiro palanque de Dilma pode ser o do prefeito de Nova Iguaçu, que partindo de uma base menor que 10% e sendo forte na periferia próxima a Capital, poderá agregar votos a Dilma."

Abaixo, a íntegra do que Cesar Maia publicou:

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL: O VOTO REGIONAL E O IMPACTO NO RESULTADO NACIONAL!

1. Este Ex-Blog, semanas atrás, fez um cálculo agregado do voto presidencial provável, por região. A eleição caminha para um quadro plebiscitário com dois candidatos, o que reforça a possibilidade de transferência de votos por Lula. Sendo assim, a ideia básica é que o favoritismo de Serra em S. Paulo e Região Sul possa ser compensado pela força de Lula no Nordeste e Norte. O Centro-Oeste tende ao equilíbrio, conforme ocorreu em 2006.

2. Desta forma, a eleição se decidiria nos Estados do Rio e Minas, que representam quase 20% do eleitorado. Mas há uma diferença no quadro desses dois estados. Em Minas o governador é extremamente bem avaliado, mas não tem candidato a governador. Ou pior: os pré-candidatos a governador, Hélio Costa, Pimentel e Patrus, são todos muito bem avaliados, e se o PMDB e o PT vierem separados com dois palanques, só reforçará a candidatura de Dilma, que terá palanque duplo e forte.

3. Uma hipótese é que Aécio lance um candidato a governador e se empenhe na sua candidatura, usando o número de seu partido intensamente. Isso compensaria o palanque duplo de Dilma, desde que esse candidato se torne competitivo. Outra, e essa sim muito forte, é Aécio ser candidato a vice-presidente de Serra, e então a vantagem de Dilma-Lula seria neutralizada, e provavelmente invertida.

4. Restaria o Estado do Rio. Nesse caso, o governador tem uma avaliação sofrível, e nas pesquisas, com toda a boa vontade da imprensa e de Lula, mal chega a 30%. Na medida em que a campanha se abra, seus adversários terão espaço para a crítica, e esses 30% passam a ser teto. O outro palanque de Dilma é Garotinho, que no vácuo de Cabral, especialmente na área popular, desenvolve uma pré-campanha para chegar ao segundo turno. Um terceiro palanque de Dilma pode ser o prefeito de Nova Iguaçu, que partindo de uma base menor que 10% e sendo forte na periferia próxima a Capital, poderá agregar votos a Dilma.

5. Do outro lado, a candidatura dos partidos da base de Serra no Rio -Dem, PSDB, PPS e PV- provavelmente Gabeira, num campo pulverizado, será certamente competitiva -nessa faixa de votos- entre quase 20% e quase 30%, pois já parte vitoriosa na Capital. No caso do Estado do Rio, o nome de Serra, que lidera as pesquisas no Estado, também naquela faixa de votos, com a eleição polarizada, terá tudo para vencer, ou no mínimo para equilibrar o jogo. Mas para isso terá que focar o Estado do Rio como espaço eleitoral estratégico.

5 Comente aqui:

Carmem Lucia disse...

O Cesar Maia sabe das coisas. Volta logo Garotinho

Maria do Carmo Barbosa disse...

Já sabia. É questão de tempo para a volta de Garotinho ao governo do Rio.

Tadeu Silva disse...

Claro que o Garotinho é importante para a sucessão. Ele disputou até a presidência e teve mais de dez milhões de votos no país tdo O povo do Rio não esquece que foi ele quem reativou os estaleiros e gerou milhares de empregos

Lúcio Dante disse...

Muito boa a análise do César Maia. O povo do Rio realmente não esquece do Garotinho e quer esquecer o Cabral

Diego disse...

Tadeu, foram mais de 15 milhões de votos por um partido pequeno. O PMDB perdeu o bonde da história